Contadores: profissionais com maior risco de estresse e depressão

Os profissionais contábeis estão entre os trabalhadores mais propensos ao estresse e à depressão, de acordo com uma notícia publicada pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) no portal Jusbrasil. O risco à saúde dos trabalhadores pode se dar por vários fatores como a constante atenção e concentração exigidas, além de elevada pressão por cumprimento de prazos.
 
Dessa maneira, é possível relacionar a forma que as atribuições e responsabilidades impostas a estes profissionais, em suas diferentes áreas de atuação, afetam sua saúde mental.
 
 
O profissional contábil e suas atribuições
 
Em meio a crises econômicas, trabalhar com as finanças tanto pessoais quanto empresariais representam um fator de estresse maior, sobretudo para os profissionais da contabilidade. Os profissionais desta área possuem grandes responsabilidades ao gerenciarem as finanças de seus clientes. Por isso a desatenção de um pequeno detalhe pode trazer grandes consequências financeiras e até mesmo jurídicas.
 
Nessa linha, pode-se observar que com todas as atribuições e responsabilidades desta categoria, assim como todas essas informações e cobranças podem afetar a saúde mental, é preciso ficar atento. Isso ocorre para que não haja excessos nas atividades diárias que se estendam por longos períodos, e, dessa forma, não passem a ser prejudiciais à vida profissional.
 
É preciso entender que quanto mais prolongada for uma jornada de trabalho na qual um trabalhador necessite concentrar sua atenção, maior será o cansaço tanto físico quanto mental.
 
Infelizmente estes profissionais são acometidos por um agravamento do estresse cotidiano exatamente pela necessidade de estar em constante adaptação e pelo grande acúmulo de tarefas e responsabilidades colocadas em suas mesas diariamente.
 
 
Esgotamento e estresse
 
As exigências da Receita Federal, que hoje são o principal motivo de atenção da maioria dos profissionais contábeis, e as evoluções tecnológicas ocorrem em uma velocidade que a categoria não consegue acompanhar. O resultado é um profissional esgotado física e psicologicamente.
 
Não é à toa que a rotina de um contador é tida como a mais estressante. Por exemplo, o eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas) é um ferramenta que exige adaptação técnica e maior atenção às informações fornecidas devido ao cruzamento completo de todos os dados prestados.
 
Ao mesmo tempo, as dúvidas colocam os setores tributários e fiscais em lugar de destaque no organograma empresarial, no centro da tomada de decisões e do tratamento de informações. Esta dinâmica pode servir de exemplo do protagonismo que vem sendo assumido pelo profissional contábil na dinâmica empresarial e, paralelamente, do peso que recai sobre as suas costas.
 
 
Ambiente de trabalho e sua influência
 
Entenda que um ambiente de trabalho pesado, muitas vezes, pode contribuir para aumentar o nível de tensão dos colaboradores. Nesse sentido, criar uma atmosfera descontraída, com distribuição equilibrada das tarefas, pode ser o segredo para manter a saúde mental dos funcionários.
 
Neste sentido, o empregador ao constatar a presença mais expressiva de transtornos psicológicos no ambiente profissional, precisa acender um sinal de alerta.
 
Afinal, é importante saber identificar os primeiros sinais de que algo está em desequilíbrio. Assim como acontece com as doenças físicas, tratar o emocional da equipe o quanto antes pode ser determinante para uma melhoria no desempenho corporativo, nos negócios e na qualidade de vida.
 
 
 
Fonte: www.jornalcontabil.com.br
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Como o estresse financeiro do seu time afeta sua empresa

Como o estresse financeiro do seu time afeta sua empresa
 
O estresse dos colaboradores de uma empresa em relação a (falta de) dinheiro, especialmente entre millennials, é algo que acaba por prejudicar os negócios, mas, calma, nem tudo está perdido. Hoje, os programas de bem-estar financeiro podem ajudar a reverter esse cenário. Veja o caso de Melanie.
 
Na posição de diretora de recursos humanos de uma empresa de médio porte, com forte crescimento, ela bem sabe, assim como muitos empreendedores, o quanto é difícil encontrar os empregados certos e conseguir mantê-los. A empresa de Melanie depende de um recrutamento de qualidade e da retenção de funcionários para satisfazer as necessidades de sua base de consumidores em expansão. A rotatividade de empregados pode atrapalhar projetos, além de prejudicar a relação com os consumidores. Por mais que ela saiba disso, cada mês Melanie tem que lidar com mais e mais desligamentos.
 
A empresa de Melanie não é daquelas que veem seus colaboradores como algo garantido. Na verdade, ela tem introduzido benefícios novos ou aprimorados, como 401 mil planos de contribuição, participação nos lucros e licença-maternidade e paternidade. Mesmo com tudo isso, nas reuniões de desligamento, Melanie ouve uma reclamação recorrente: empregados estão saindo em busca de salários mais altos.
 
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Muitos deles são millennials com enormes dívidas estudantis que superam enormemente o que Melanie teve de enfrentar no passado. Outros são mais velhos e ainda estão tentando se recuperar das grandes perdas que tiveram durante a recessão, entre outros problemas.
 
Aliás, nas reuniões de desligamento, alguns empregados afirmaram não entender esses benefícios ou nem mesmo saber que eles existiam. Além disso, ela também percebeu que problemas financeiros tornam os trabalhadores mais distraídos e ineficientes. Mas o que pode ser feito? Bem, se o sucesso de uma organização começa com seus funcionários, Melanie tem consciência que é preciso mudar. Uma mudança que beneficie seus empregados e a empresa como um todo. E ela sabe que isso deve acontecer na raiz do problema: o bem-estar financeiro.
 
 
1. Estresse financeiro entre seus empregados = estresse para sua empresa
 
A soma da inflação e dos custos do ensino superior aumentou muito nas últimas três décadas, especialmente desde 2000, de acordo com dados de 2015 da organização College Board. O Institute for College Access & Success (Instituto para o Acesso e Sucesso Universitário) descobriu que, em 2014, quase sete em cada dez estudantes de universidades públicas ou sem fins lucrativos formaram-se com débitos estudantis – totalizando assustadores U$ 28.950 cada, em média.
Muitos millennials chegam ao mercado de trabalho super endividados. Nos EUA, millennials citam o “aumento do salario mínimo” como a principal razão pela qual deixam um emprego. De acordo com o estudo global sobre equilíbrio profissional e pessoal de gerações, produzido pela EY, os trabalhadores de várias gerações escolheram “benefícios e salários competitivos” como o quesito mais importante para eles.
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Mas o problema vai muito além do recrutamento e retenção de talentos, envolvendo também produtividade e lucratividade. Uma pesquisa recente da Society for Human Resource Management (Sociedade para a Administração de Recursos Humanos) descobriu que 83% de profissionais de recursos humanos afirmam que o estresse financeiro dos empregados afetava negativamente o desempenho no trabalho.
Diante dessas tendências, administrar o estresse financeiro e reduzir a rotatividade de empregados tornaram-se imperativos empresariais – algo que as empresas podem alcançar por meio da introdução de programas de apoio ao bem-estar financeiro.
 
 
 
2. Mais millennials e benefícios complexos impulsionam a necessidade de programas
 
A demografia da mão de obra está mudando. O estudo Global Generations da EY mostra que, atualmente, os Estados Unidos têm uma divisão quase igual entre diferentes gerações em cargos de gerência: 39% são millennials; 37% são da Geração X; e 35% são baby boomers. Isso mudará rapidamente nos próximos anos: millennials serão, em média, 50% da mão de obra americana até 2020, e 75% da mão de obra global até 2030.
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Decisões financeiras sobre planos de benefício também se tornaram mais complicadas. Empregados têm mais escolhas a fazer, já que os planos de aposentadoria e saúde mudaram muito na última década e meia. Muitos estão transformando em vários detalhes e acabam com uma estratégia que não combina com seus objetivos – se é que eles têm uma estratégia.
 
 
3. Com menos estresse, empregados têm mais a oferecer
 
Programas de bem-estar financeiro, financiados pelo empreendedor, deveriam ser parte essencial dos esforços para aumentar a felicidade do empregado – e então impulsionar engajamento e diminuir a rotatividade. Essa afirmação foi baseada no fato de que os colaboradores de uma empresa visam atacar as três principais causas de estresse citadas em uma pesquisa de 2014 da Harris Interactive: dinheiro, trabalho e economia.
Empregados felizes acarretam maior produtividade e lucratividade, refletidos em:
– 43% de aumento na produtividade (Hay Group),
– 33% de aumento na lucratividade (Gallup),
– 37% de aumento nas vendas (Shawn Achor),
– 300% de melhora na inovação (Harvard Business Review),
– 51% de redução na rotatividade de empregados (Gallup) e
– 66% de redução nas licenças-saúde (Forbes).
Relatório de 2014 do Departamento de Proteção Financeira do Consumidor (Consumer Financial Protection Bureau) afirma que programas de bem-estar financeiro poderiam trazer mais retorno de investimentos, similares àqueles de grandes programas de saúde, totalizando US$ 1 a US$ 3 para cada dólar gasto.
 
 
4. Os objetivos de empregados e empregadores alinham-se em um programa de bem-estar
 
Tanto os colaboradores como o próprio empreendedor têm muito a ganhar com esses programas que apoiam a mão de obra, já que todas as pessoas inevitavelmente acabam por enfrentar diversos momentos de estresse a cada estágio da vida. Sem investir muito, é possível que empresas esforcem-se para conhecer suas equipes, o que elas precisam e qual a melhor forma de atender suas necessidades.
1- Analise sua mão de obra atual para entender as diferenças de geração;
2- Analise os resultados de recursos humanos para determinar o nível atual de estresse financeiro. Por exemplo, você consegue examinar quantas pessoas estão tomando algum dos 401 mil empréstimos ou tendo seus salários comprometidos, assim como as taxas de rotatividade, custos de planos de saúde, absenteísmo e os índices de desempenho no trabalho;
3- Reconsidere sua estratégia de comunicação para ajudar os empregados a apreciar melhor, entender o valor e utilizar planos de benefício, assim garantindo maior impacto na retenção de funcionários;
4- Considere o valor de se construir um programa de bem-estar financeiro a partir dessas descobertas.
Desta forma, as empresas conseguem desenhar planos que vão direto ao ponto que está incomodando seus funcionários, permitindo que eles entendam como os benefícios relacionam-se diretamente com suas necessidades e dando a eles alguma paz de espírito.
 
 
5. Empregados aproveitam mais os benefícios – e você aproveita melhor os empregados
 
As empresas gastam muito com benefícios – muitos dos quais são especificamente voltados a melhorar as finanças dos funcionários. No entanto, se eles não entendem tais benefícios e não os aproveitam ao máximo, você pode acabar com dois resultados:
a. Maior estresse de funcionários; ou
b. Maior rotatividade em razão da busca por melhores salários.
 
Ambos os resultados impactam seu lucro. Assim como aprendeu a empresa da Melanie, um programa de bem-estar financeiro bem-planejado e executado pode melhorar significativamente os resultados. Ela descobriu que os benefícios não eram bem utilizados e que pressões decorrentes de gastos com saúde justificavam mudanças na cobertura oferecida pela empresa.
 
A empresa da Melanie agora utiliza pequenos vídeos para promover serviços de educação e aconselhamento financeiros, incluindo webinars; um site de planejamento; e assessoria individual. Melanie agora acredita que, com um pouco de educação, a empresa está ajudando ainda mais seus funcionários – e vice-versa.
 
Fonte: Endeavor
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Estresse pode aumentar o afastamento de funcionários

Estresse pode aumentar o afastamento de funcionários
 
A engenheira de segurança do trabalho Marcia Ramazzini conhece bem a questão do estresse, que ela diz ser preocupação mundial. No Brasil, o problema já é a 3ª causa de afastamentos por mais de 15 dias nas empresas. As estatísticas e indicadores demonstram que em 2020 os transtornos mentais devem ser a principal causa de afastamentos.
 
Pensando nisso, o Programa Trabalho Seguro, criado em 2011 pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), escolheu o tema “Transtornos mentais relacionados ao trabalho” para discussão no biênio 2016/2018.
 
Segundo a engenheira, “a Organização Internacional do Trabalho (OIT) adotou em 2016 o estresse como tema. Aqui no Brasil temos o programa trabalho seguro do Tribunal Superior do Trabalho, que adotou os transtornos mentais relacionados ao trabalho, o estresse”.
 
Para Marcia Ramazzini, a situação econômica traz um estresse muito mais acentuado devido ao alto índice de demissões gerando uma instabilidade emocional para quem continua no mercado de trabalho. Ela destaca que a relação do RH tem que ser muito boa e aberta. “Os funcionários têm de saber o que está acontecendo na empresa e as dificuldades enfrentadas, para não serem pegos de surpresa. Com relação à produção, o estresse gera o acidente porque a pessoa tende a ficar mais distraída, tende a ficar mais depressiva e muda totalmente o comportamento”, comenta.
 
A especialista afirma que o estresse consiste em um conjunto de perturbações que caracterizam o desequilíbrio físico e psíquico. Esse problema altera o cotidiano da pessoa em todos os sentidos, abalando o relacionamento com os colegas de trabalho, desempenho das atividades e, consequentemente, a produção na empresa.
 
Marcia Ramazzini explica que é muito importante que as empresas numa situação como essa procurem identificar a origem do problema que ocasionou o estresse. “É preciso saber a origem do problema. Se o estresse é em função de problemas pessoais – o que chamamos de nexo causal – que é o problema raiz. Quando uma pessoa é identificada com estresse passa a ter acompanhamento maior do médico da empresa e da psicóloga para saber de onde veio, para lidar com o problema, se deve-se afastar e o que fazer. Há também um acompanhamento com medicamentos”, detalha.
 
Na avaliação de Marcia Ramazzini, o índice de afastamento de funcionários com estresse tende a aumentar. Segundo a perita, tem sido registrado um aumento dos casos de estresse nas empresas. Ela diz que esse estado pode ser classificado em dois tipos. Um deles, o ocupacional, é geralmente de ordem organizacional, como conflitos com a chefia, responsabilidades mal delegadas, trabalho monótono ou repetitivo, entre outras atitudes vivenciadas dentro da empresa. Já o estresse não ocupacional é causado por fatores externos, tais como a morte de um ente querido, separação, problemas financeiros ou com os filhos, abusos físicos ou sexuais, brigas, entre outros que acontecem fora do ambiente de trabalho, mas que interferem no desempenho do funcionário.
 
O funcionário que sofre com tais perturbações o demonstra por meio de sintomas fisiológicos, como úlceras, gastrites, gastroenterites e aumento da pressão arterial. Agressividade, frustração e baixa autoestima também são consequências que se apresentam como sintomas psicológicos, assim como baixo desempenho, absenteísmo, presenteísmo e danos intencionais também são resultados de algum tipo de estresse e caracterizam os sintomas de aspecto comportamental.
 
“As empresas devem começar a se preocupar e adotar programas específicos. É nossa responsabilidade manter a integridade física e mental dos funcionários. Estamos cada vez mais ensimesmados, muitas vezes não sabemos quem está ao lado. Olhamos à nossa volta e não enxergamos o que está acontecendo ao nosso redor, é aí que mora o problema. Acidente é comportamento e se faz com prevenção”, finaliza a especialista.
 
Fonte: Fenacon
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