Fazer Pix vai mudar a partir desta sexta-feira 29/10

Fazer Pix vai mudar a partir desta sexta-feira 29/10
 
 
O Pix pode ficar ainda mais descomplicado com as novas regras do Banco Central que entram em vigor a partir desta sexta-feira, 29/10. A terceira fase do open banking entra em vigor na data, possibilitando que os iniciadores de pagamentos atuem diretamente com os pagamentos instantâneos.
 
Isso significa que o usuário poderá fazer transferências dentro dos aplicativos dos próprios iniciadores de pagamentos, sem precisar entrar na ferramenta do banco. De acordo com o BC, as mudanças devem gerar uma redução de sete para três passos.
 
A partir de sexta, será possível pagar por um produto ou serviço dentro do próprio ambiente de quem oferece Pix como opção de pagamento. Ao pedir um lanche no iFood, por exemplo, o usuário poderá fazer o pagamento no aplicativo de delivery, sem necessidade abrir o do banco.
 
A autorização da transação seguirá sendo de competência da instituição financeira, garantindo a segurança do processo. Quem quiser continuar acessando a ferramenta do banco para usar a funcionalidade continuará tendo essa opção.
 
O WhatsApp está entre as companhias que podem atuar como iniciadores de pagamento. Com a entrada da terceira fase do open banking, a empresa deve ampliar suas possibilidades para permitir Pix na sua própria plataforma.
 
 
Terceira fase
 
A implementação na nova etapa do open banking ocorreria em agosto, mas foi adiada para outubro. Mais uma etapa está prevista para dezembro, com a previsão de troca de informações entre as instituições.
 
“É na fase 3 do open banking que começará a integração nas prestações de serviços. Ela ocorrerá de forma gradativa, envolvendo primeiramente o Pix, e integrando posteriormente os pagamentos com TED e transferências entre contas na mesma instituição, boletos, débitos em conta e, por fim, propostas de créditos”, explica especialista em regulação da JL Rodrigues & Consultores Associados, José Luiz Rodrigues.
 
“Essa fase proporcionará o surgimento de novas soluções e ambientes para a realização de pagamentos e, posteriormente, novas dinâmicas às operações de crédito. É uma fase direcionada para difundir o acesso a serviços financeiros, mas preservando a segurança do Sistema Financeiro Nacional”, completa.
 
 
 
Fonte: Capitalist (27/10/2021)
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Quais cuidados devem ser tomados com os dados da empresa?

Quais cuidados devem ser tomados com os dados da empresa?
 
Dados, de forma simples, são agrupamentos de informações de diversas fontes e formatos.
 
Esses conjuntos de informações, quando organizados dentro de um contexto empresarial, tendem a direcionar equipes e oportunidades de maneira estratégica.
 
E é aí que está o poder do acervo de dados da empresa .
 
Antes de tudo, quando a companhia possui uma grande quantidade de dados de sistemas comerciais, é possível direcionar ferramentas para o uso estatístico dessas informações.
 
Isto possibilita, não só trazer gráficos para a tela, mas, também, direcionar equipes comerciais com maior porcentagem de possibilidades de fechamento de negócios, por exemplo.
Como saber quais dados da empresa são mais importantes?
 
Todos eles são importantes, sem exceção. Por quê? Porque todos estão relacionados. Ou seja, quanto maior o acervo e a diversidade dos dados, maior é a assertividade da análise.
 
Portanto, o ponto que dita o foco dessas informações, normalmente, são os objetivos da empresa naquele determinado momento.
 
Se a sua empresa deseja alavancar vendas, ou aumentar a precisão dos vendedores, devem ser usados dados dos clientes, vendas, meios eletrônicos e mídias sociais para coletar informações.
 
Desta forma, o gerente comercial terá um direcionamento mais preciso sobre o seu objetivo. As possibilidades sempre são muitas.
 
 
Quais cuidados devem ser tomados em relação à proteção de dados pessoais?
 
A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) trouxe diretrizes para o mercado brasileiro que limitam e adequam a manipulação e retenção de informações pessoais.
 
É preciso entender que todos os dados que relacionam pessoas com negócios, sejam funcionários, prestadores ou clientes, tratam-se de informações sigilosas.
 
Esses dados devem estar expostos somente às pessoas que realmente devam ter acessos a eles.
 
Para isso, é imperativo um mapeamento eficiente dos dados da empresa.
 
Atualmente, existe um mercado repleto de soluções inovadoras, como a Inteligência Artificial, para a gestão de dados eletrônicos, além de ferramentas adequadas para a identificação de dados virtuais e físicos.
 
Portanto, as instituições são responsáveis por capacitar seus funcionários na adequação desta nova cultura, bem como revisar processos que possam causar a exposição desses dados.
 
Desta maneira, estarão preparadas para lidar com a proteção de dados.
 
 
Fonte: Contábeis
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Petrobras coloca em operação um gigante de 20 toneladas e 34m de comprimento

Petrobras coloca em operação um gigante de 20 toneladas e 34m de comprimento
A Petrobras anunciou ontem (16/06) em fato relevante, que iniciou as operações do Dragão. O supercomputador da maior petroleira do Brasil marca a sua estreia com 200 TB de memória RAM e potência equivalente a quatro milhões de smartphones ou cem mil notebooks. O dispositivo será destinado a projetos estratégicos de exploração e produção (E&P).
A montagem do supercomputador da Petrobras foi anunciada em dezembro e durou cerca de três meses. A estatal afirmou que precisou de dez caminhões para transportar todas as partes do Dragão até o seu local de instalação. A máquina pesa 20 toneladas e é dividida em fileiras de oito a nove blocos, que totalizam 34 metros de comprimento.
As operações tiveram início no começo de junho. O Dragão possui 200 TB de memória RAM, rede de 100 Gb/s e milhões de processadores matemáticos. Segundo a companhia, ele supera outros supercomputadores da estatal, como o Atlas e o Fenix, e tem o desempenho de quatro milhões de celulares ou cem mil “laptops modernos”.
Petrobras inicia operações do supercomputador Dragão
O dispositivo será destinado a projetos estratégicos da companhia. Entre as iniciativas, estão os programas EXP100 e PROD1000, que visam alavancar os negócios de exploração e produção da estatal brasileira. Além disso, a máquina aumenta a performance de dados geofísicos e reduz os riscos geológicos e operacionais.
“Com a evolução da capacidade de processamento de dados geofísicos, reduzimos o risco nos projetos de E&P e podemos dimensionar melhor os projetos, o que traz grande economia, e até posicionar melhor os poços, aumentando o índice de sucesso exploratório”, disse Fernando Borges, diretor de Exploração e Produção da Petrobras.
De acordo com Nicolás Simone, diretor de Transformação Digital e Inovação, o Dragão dá sequência à estratégia de garantir “mais economicidade, agilidade, segurança e resiliência” às operações da estatal. O executivo ainda aponta que nove supercomputadores foram colocados em operação em cerca de dois anos.
“Esperamos chegar ao final de 2021 com cerca de 40 petaflops de capacidade, sem contar o uso de nuvem”, concluiu.
Fonte: Click Petróleo e Gás
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Migração para o ONVIO

A Contabilidade do amanhã hoje… está apenas começando…

Dia 1º de julho de 2021 o escritório contábil comemora 30 anos de serviços prestados e a partir deste dia será disponibilizado aos clientes uma nova ferramenta, o ONVIO  da Thomson Reuters, companhia líder mundial no fornecimento de informações inteligentes para negócios e profissionais das áreas contábil e jurídica. No Brasil a Thomson Reuters é proprietária da Domínio Sistemas, líder no país no segmento de ERP contábil. Com muito orgulho, somos usuários da Domínio Sistemas, da Thomson Reuters.

A ferramenta ONVIO possui diversos módulos, dentre eles o ONVIO Portal do Cliente é uma plataforma online da empresa Thomson Reuters, onde você e seu  escritório contábil trabalharão numa plataforma, totalmente integrada atualizando as informações em tempo real ganhando assim mais tempo para cuidar de seu negócio. Com presença global, estando disponível em diversos países do mundo, como Estados Unidos, Canadá, Argentina, Brasil e dezenas de outros países nos mais diversos continentes. No Brasil o ONVIO – Portal do Cliente substituirá o Domínio Atendimento no seguimento contábil.

Confira como ocorrerá a migração para o ONVIO até o dia 1 º de julho de 2021 : )

Processo de migração

O processo de migração para o ONVIO ocorrerá à partir de 22 de junho de 2021 às 24:59:59, não sendo necessário nenhuma ação do usuário do cliente do escritório contábil para início da migração.

Indisponibilidade do Domínio Atendimento

Dentre os dias 23 de junho até o dia até o dia 30 de junho estaremos concluindo a migração de arquivos e usuários dos clientes do escritório contábil, assim, o Domínio Atendimento ficará indisponível para acesso à partir das 00:00:01 do dia 23 de junho. Excepcionalmente caso o cliente precisar de algum documento digital, será encaminhado através do Atendimento Digital, amplamente utilizado pelos clientes do escritório. O Atendimento Digital está disponível através do site  www.salesesales.com.br/atendimentodigital e em todo o site do escritório, no APP (aplicativo para smartphone), Fanpage, Facebook Messenger e Telegram (em breve Instagram e WhatsApp).

NOTA: Nos dias 23, 24 e 25 de junho NÃO haverá expediente de atendimento (nem pelo Atendimento Digital), conforme Comunicado n 86 / Ano: 2020 e calendário Anual 2021. Antecipe as suas Solicitações de Serviços / Informações.

Download de arquivos disponíveis do Domínio Atendimento

Solicitamos que os clientes do escritório contábil efetuem o download de arquivos disponibilizados através do Domínio Atendimento que considerarem necessários até o dia 22/06/2021. No ONVIO Portal do Cliente, serão publicados os documentos já disponibilizados no Domínio Atendimento à partir da competência janeiro de 2021, como por exemplo holerites de pagamento de janeiro de 2021 em diante, etc.

Endereço Eletrônico do ONVIO

À partir do dia 1º de julho de 2021 o cliente do escritório contábil deve acessar o ONVIO Portal do Cliente (e não mais o Domínio Atendimento) através do endereço eletrônico abaixo:

www.onvioportaldocliente.com.br

Usuário e Senha do ONVIO Portal do Cliente

O usuário e senha de acesso ao ONVIO Portal do Cliente atende aos criteriosos padrões de segurança exigidos pela União Européia, cumprindo a GRPD (lei de proteção de dados da União Européia). Conforme já foi dito, o ONVIO é uma ferramenta global, presente de diversos países em diversos continentes. O ONVIO Portal do Cliente  segue rigorosamente a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados brasileira).

A estrutura de acesso ao Domínio Atendimento é a seguinte:

Endereço eletrônico

www.dominioatendimento.com

Usuário

primeironome.ultimonome.ssti (exemplo thiago.sales.ssti)

Senha

Definida exclusivamente pelo usuário

Você cliente do escritório contábil pode continua acessando o Domínio Atendimento até às 23:59:59 do dia 22 de junho de 2021.

Já estrutura de acesso ao ONVIO Portal do Cliente é a seguinte:

Endereço eletrônico

www.onvioportaldocliente.com.br

Usuário

e-mail corporativo do usuário (denominado Thomson Reuters ID)

Senha

Definida exclusivamente pelo usuário (a senha deve obedecer os critérios de segurança em conformidade com a GDPR e LGPD)

NOTA: não possuindo e-mail corporativo será cadastrado e-mail pessoal.

Todo cadastro de usuários dos clientes é realizado pelo escritório contábil. Após a conclusão completa do cadastro o usuário apenas deve trocar a senha de acesso à partir de 1º de julho de 2021.

ATENÇÃO: a ferramenta ONVIO Portal do Cliente é gratuita para os clientes da Sales & Sales Assessoria Contábil e Empresarial e o número de usuário por CNPJ é ilimitado. Entretanto, seguindo os padrões internacionais de segurança de dados é proibido o acesso  por pessoa que não seja o titular do e-mail/senha, devendo a empresa inclusive em caso de suspeita de uso da conta ONVIO por terceiro, efetuar a denúncia por descumprimento de Lei específicas de segurança de dados, podendo a conta do usuário de acesso ao ONVIO ser imediatamente suspensa e até excluída do ONVIO. No ordenamento jurídico brasileiro inclusive o acesso a qualquer sistema por uma pessoa que se “passa por outra” pode constituir crime previsto no Código Penal Brasileiro.

Recursos Domínio Atendimento x ONVIO Portal do Cliente

Todos os recursos presentes no portal Domínio Atendimento estarão disponíveis no ONVIO Portal do Cliente, com o grande diferencial do ONVIO Portal do Cliente ser uma ferramenta cloud computing nativa, sendo possível por exemplo compartilhar um arquivo digital disponibilizado no ONVIO Portal do Cliente, seja através do e-mail ou serviço de mensageria que o usuário tenha instalado no celular (smartphone).

Acompanhamento de Solicitação de Serviço / Informação

Toda Solicitação de Serviço / Informação continua a ser realizado através do site do escritório contábil www.salesesales.com.br/servicos ou do APP (aplicativo para smartphone) o cliente acompanha o processamento da Solicitação de Serviço / Informação  através do ONVIO Portal do Cliente da mesma forma como já acontece no Domínio Atendimento.

Lançamento de Rubricas para Folha Mensal

Lançamentos de Rubricas para fechamento da Folha Mensal 06/2021 serão lançadas através do ONVIO Portal do Cliente da mesma forma como já acontece no Domínio Atendimento.

APP ONVIO Portal do Cliente

Além do acesso através do endereço eletrônico www.onvioportaldocliente.com.br você cliente também pode acessar o ONVIO Portal do Cliente através do telefone celular. O APP (aplicativo para smartphone) está disponível para Android e iOS (Iphone), sendo um grande diferencial em relação do Domínio Atendimento que não possui um APP para acesso.

O e-mail de acesso e senha para acesso via APP é o mesmo utilizado para acesso através do endereço eletrônico www.onvioportaldocliente.com.br acesse documentos e acompanhe todas as Solicitações de Serviços / Informação da sua empresa como achar mais prático : )

Segue abaixo os Qr Code para do APP Onvio Portal do Cliente para Android e iOS (Iphone), faça o download e já deixe instalado o APP no seu smartphone.

APP para Android

APP para iOS (Iphone)

Programa de Manutenção do Emprego e Renda 2021

Prezado cliente

No exato momento da publicação desta notícia o Congresso Nacional está votando a questão orçamentária para “reedição da Medida Provisória 936/2020” para liberação da Redução de Jornada e Suspensão de Contrato para o ano de 2021, medidas mais que esperadas por diversos setores tendo em vista o agravamento da pandemia do coronavírus no país.

Atentos as notícias e processo legislativo, já preparamos a ferramenta para solicitação de Redução de Jornada ou Suspensão de Contrato tão logo a Medida Provisória venha ser publicada. Atualmente mais de 53,4% das solicitações de serviços são realizadas pelo APP (aplicativo para smartphone) do escritório contábil que embora não tenha sido lançado oficialmente ainda, muitos cliente já fazem uso. Em razão do alto custo de serviços digitais atualmente por razão da procura em razão da pandemia, neste primeiro momento as solicitações de Redução de Jornada e Suspensão de Contrato estarão disponíveis apenas através do APP (aplicativo para smartphone). Caso ainda não tenha efetuado a instalação é muito simples:

PASSO nº 01
Android: abra o navegador chrome e digite o endereço eletrônico www.salesesales.com.br/aplicativo
iOS (Iphone): abra o navegador safari e digite o endereço eletrônico www.salesesales.com.br/aplicativo

PASSO nº 02
No rodapé, clique em “Adicionar o app Sales&Sales à tela inicial”

PASSO nº 03
No rodapé, clique em “Instalar”

PASSO nº 04
Feche o navegador chrome ou safari e abra o APP através do ícone adicionado à tela inicial

Observação:
– por razão da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) dependendo das configurações de privacidade do seu smartphone, ícone de APP podem não ser adicionado automaticamente à tela inicial. Faça o processo manual.

                             

Pronto APP instalado : )
Simples, fácil e prático

PASSO nº 05
Clique no ícone de “Programa de Manutenção do Emprego e Renda”
ATENÇÃO: O ícone estará disponível após algumas horas após a publicação da Medida Provisória!

PASSO nº 06
Clique na opção desejada e preencha as informações

         

Atenciosamente

Sales & Sales Assessoria Contábil e Empresarial
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Publicação Automática
Notificação por E-mail pelo DA
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Entenda por que excluir o WhatsApp não é a solução

Entenda por que excluir o WhatsApp não é a solução

Após a notificação sobre algumas mudanças na política de privacidade do WhatsApp, muitos usuários optaram por usar outro aplicativo de troca de mensagens. Essa seria a solução?

Desde que o Facebook anunciou recentemente que mudaria os termos e condições de uso do WhatsApp, a notícia acabou causando bastante controvérsia, levando vários usuários a tomar a decisão de mudar para outros aplicativos de troca de mensagens. Muitos escolheram essa opção por receio de que a privacidade de suas informações fosse afetada por essas mudanças, mas talvez sem realmente saber por que estavam fazendo isso.

Tudo o que foi dito sobre as mudanças realmente ocorrerá? Eles estão me espionando? Devo trocar o WhatsApp por outro aplicativo? Estas são apenas algumas das muitas perguntas de muitos usuários nas últimas semanas. Por isso consideramos oportuno destacar algumas informações sobre tudo o que já foi dito para ajudar a muitos usuários a entenderem melhor as mudanças na política de privacidade do WhatsApp.

Mudaram os termos e condições de uso para nos espionar?

A reação dos usuários se deve ao que aconteceu anteriormente com o Facebook? Este caso seria um exemplo das consequências causadas pelo uso incorreto dos dados dos usuários no passado? Ou isso ocorreu apenas porque as pessoas estão mais conscientes sobre a importância de proteger suas informações pessoais?

Seja qual for a razão que motivou esse receio nos usuários do WhatsApp, a realidade é que quando as notificações começaram a aparecer no app indicando que havia um prazo para aceitar os novos termos e condições e que aqueles usuários que não aceitassem deveriam escolher um novo aplicativo de mensagens, não demorou muito para o surgimento de notícias falsas, memes e teorias da conspiração alegando motivos sombrios que uma empresa como o Facebook poderia ter para fazer tais mudanças.

Mas a realidade é bem diferente daquela que muitos usuários destacam nas redes sociais. Talvez o mais importante que vale a pena deixar claro é que essas mudanças não implicam que o Facebook poderá ler ou acessar as mensagens privadas de seus chats e/ou grupos. Vale lembrar que o aplicativo implementou um algoritmo de criptografia ponta a ponta nas conversas há algum tempo, de forma que a mensagem é criptografada antes de sair do dispositivo com a chave única de cada usuário e só pode ser descriptografada no dispositivo do usuário que recebe a mensagem. Portanto, se a mensagem for interceptada, será praticamente impossível descriptografa-la.

Dessa forma, esclarecendo esse ponto, podemos agora nos enfocar no que a mudança realmente implica. É preciso lembrar que o Facebook comprou o aplicativo WhatsApp há pouco mais de seis anos e desde então, junto com a aquisição de outros aplicativos – inclusive o Instagram – vem construindo um ecossistema de aplicativos e aos poucos tem conseguido integrar os dados de seus usuários em um único perfil no qual são coletadas informações de diferentes aplicativos. O objetivo de tudo isso é poder disponibilizar produtos, serviços e promoções associadas às preferências dos usuários, o que implica muito mais lucro para o Facebook já que suas campanhas de publicidade se tornaram mais eficazes.

Ao visualizar esse processo, fica mais fácil entender o motivo pelo qual o Facebook deseja adicionar informações relacionadas ao uso do WhatsApp, como as contas com as quais um usuário interage, se estas forem contas de empresas, em qual momento usam esses serviços, endereço IP com o qual se conecta ou dados do dispositivo móvel do usuário. Isso, somado às informações de perfis de outras redes e aplicativos como Instagram ou Facebook, sem dúvidas nos permite levar a segmentação e o conhecimento sobre os usuários a um patamar bem mais superior.

Privacidade dos dados em aplicativos de troca de mensagens

Diante dessas mudanças anunciadas pelo Facebook no WhatsApp, muitos usuários correram para baixar e começar a usar outros aplicativos de mensagens, sendo o Telegram e o Signal dois dos mais conhecidos e baixados. E embora seja verdade que aplicativos como o Signal foram projetados desde o seu design para oferecer níveis mais elevados de privacidade aos seus usuários, o fato de parar de usar o WhatsApp, mas continuar usando o Instagram ou o Facebook, implica que, como usuários, continuamos compartilhando uma grande quantidade de dados, e isso mencionando apenas os aplicativos mais conhecidos do ecossistema do Facebook. Tudo isso deixando de lado empresas como a Google ou a Microsoft, que também oferecem um grande número de serviços para facilitar a vida de milhões de usuários em troca de seus dados e que são utilizados por um alto percentual de usuários que também utilizam produtos do ecossistema do Facebook.

É verdade que outros aplicativos de troca de mensagens coletam menos dados sobre o uso que os usuários fazem do aplicativo, o que se deve em grande parte à estrutura dos desenvolvedores desses aplicativos e à evolução que tiveram nos últimos anos.

No caso do Telegram, por exemplo, a criptografia das conversas não vem por padrão em todos os chats, mas apenas nos quais o usuário escolhe, enquanto o Signal ou o WhatsApp contam com esse recurso por padrão para todas as comunicações. Por outro lado, o Signal é o único aplicativo de código aberto que é patrocinado por uma fundação sem fins lucrativos que obtém recursos de usuários e grandes empresas como a Amazon, enquanto o Telegram e o WhatsApp contam com investidores como fonte de financiamento privada.

Informe-se antes de tomar qualquer decisão

Levando em conta essa grande variedade de nuances, e sem nos deixar levar por notícias sensacionais, memes ou informações falsas que circulam na Internet, podemos assumir uma posição racional sobre o que queremos que aconteça com nossos dados ao usar nossos dispositivos. Talvez existam usuários para os quais as mudanças que serão implementadas no WhatsApp sejam positivas e tenham interesse em conteúdos e promoções alinhados às suas preferências, tornando muito mais fácil a busca por informações na rede. Ou também há outros usuários para os quais a ideia de estar em um sistema no qual contam com tanta informação sobre suas preferências não seja nada cômodo e interessante.

Você já se perguntou que tipo de usuário você é e o que está disposto a disponibilizar a essas grandes empresas para continuar usando seus produtos e serviços “gratuitos”? Caso não tenha pensado sobre isso, este pode ser um ótimo momento para começar a pensar no assunto. Talvez alguns digam que já é tarde, que já entregamos muitas informações e que seria impossível sair de todo esse sistema, mas pelo menos estar atento a tudo o que acontece nesse ecossistema interligado nos posiciona em um lugar diferente e nos dá mais ferramentas para poder pensar e decidir com responsabilidade como queremos usar a tecnologia.

O que pode acontecer no futuro?

Tendo uma postura mais clara e informada sobre o que acontece com nossos dados ao usar esses aplicativos, é praticamente impossível não se aventurar em pensar o pode acontecer no futuro. Iniciamos o caminho para uma realidade hiperconectada há alguns anos, talvez alguns sem perceber, tendo cada vez mais dispositivos e aplicativos que estão o tempo todo coletando nossos dados e compartilhando-os com terceiros.

Toda essa situação implica em riscos para nós enquanto usuários da tecnologia, afinal estamos usando uma tecnologia susceptível a falhas e vulnerabilidades que colocam em risco a segurança dos nossos dados e a privacidade (como o que ocorreu na última semana com o Signal, Facebook Messenger, Duo e com o aplicativo Google Chat), e é parte de nossa responsabilidade como usuários estarmos cientes desses riscos para tomar as medidas de proteção mais adequadas.

E o desafio vai muito além do uso que fazemos como usuários da tecnologia de forma segura, já que é necessário que os governos e os setores privados estabeleçam regras transparentes de respeito a privacidade dos usuários e que situações como a que ocorreu com a Cambridge Analytica não se repita. Temos leis que ajudam a lidar com essas situações, como a LGPD no Brasil ou o GDPR na União Europeia, mas ainda é necessário que esse tipo de iniciativa chegue a mais países, pois embora toda essa tecnologia facilite muitas atividades do dia a dia, caso seja utilizada de forma inadequada pode levar a influenciar os critérios de escolha de muitas pessoas, limitando suas liberdades.

Fonte: welivesecurity.com
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Proteção de dados: o que você, empresas e poder público podem fazer

Proteção de dados: o que você, empresas e poder público podem fazer

A notícia de que dados de 220 milhões de brasileiros foram vazados na internet chocou o país, até porque o Brasil tem hoje cerca de 212 milhões de habitantes, o que mostra que até quem já faleceu teve seus dados divulgados. O vazamento foi descoberto pelo laboratório de cibersegurança da Psafe, em 19 de janeiro, e até o momento da publicação desta reportagem os responsáveis não foram localizados.

“É o maior vazamento de dados que já aconteceu no Brasil. Tem dimensões gigantescas tanto por envolver toda a população brasileira, até pessoas que já morreram, quanto pela quantidade de dados expostos de cada um”, explicou Juliana Oms, advogada e analista de pesquisas do programa de direitos digitais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Diante desse cenário, é fundamental entender qual a importância dos dados nas nossas vidas e como cada pessoa, empresa e poder público podem agir para evitar ainda mais danos relacionados à divulgação indevida de dados.

O quão grave é esse vazamento?

O conteúdo dos dados vazados pode ser dividido, de maneira geral, em duas categorias: dados financeiros e dados de perfil. Quem teve seus dados financeiros vazados fica, então, mais vulnerável a golpes financeiros.
O advogado Daniel Costa, que estuda Direito da Proteção e Uso de Dados na PUC-Minas, conta que, com determinados dados pessoais, “é possível solicitar cartão de crédito ou empréstimos em nome de terceiros”, o que configura crime de falsidade ideológica.

O vazamento de dados financeiros também pode aumentar a ocorrência de um golpe conhecido como phishing. O termo vem de “fish”, verbo em inglês que significa pescar, já que consiste em “fisgar” vítimas com mensagens bombásticas. “É quando, por exemplo, você recebe um boleto que tem a informação da empresa que você já tem relação e que tem todos os seus dados corretos, mas esse boleto traz uma conta que não é a da empresa que ele indica”, explica Oms.

Além de dados financeiros, foram expostas outras informações pessoais, como dados de comportamento. Essas informações podem ser utilizadas, como apontam Oms e Costa, para manipular as pessoas por meio de publicações e publicidades direcionadas. Um exemplo de uso de dados com esses fins foi o caso da empresa Cambridge Analytica que usou testes de personalidade e curtidas no Facebook para coletar dados de usuários da rede e, assim, divulgar propaganda eleitoral personalizada.

Para além do que os fraudadores podem fazer com nossos dados, a cientista da computação Nina da Hora aponta que a gravidade do vazamento também está na demonstração de como os nossos dados são tratados no Brasil. “O cuidado com os nossos dados, seu armazenamento e segurança não estão sendo feitos de acordo e com o zelo que merecem. Então, é um caso a se pensar em como a gente pode questionar quem cuida dessa infraestrutura”, comenta.

O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA PROTEGER SEUS DADOS
-Não clicar em links suspeitos e maliciosos
– Ter cuidado com mensagens oferecendo prêmios
– Reforçar senhas de bancos e de redes sociais
– Realizar autenticação de dois fatores para ter acesso às redes sociais e e-mails. Isso dificulta os golpes
– Não confirmar informações por telefone a não ser que você tenha entrado em contato com a empresa ou banco
– Fazer cadastro no Caixa Tem para que fraudadores não se cadastrem com seus dados e recebam benefícios do Governo
*Fontes: Juliana Oms, advogada e analista de pesquisas do programa de direitos digitais do Idec e Nina da Hora, cientista da computação

A proteção de dados no Brasil

Mesmo sem saber, ainda, quem são os responsáveis pelo vazamento, a LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados, que passou a ter validade em 2020, prevê, nesse caso, punições que vão desde advertências até multas que podem chegar a R$ 50 milhões por infração, multas diárias e até eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração. Essas sanções da lei, contudo, só entrarão em vigor em agosto deste ano. Por outro lado, existem outros meios de punir os responsáveis seja através do Código Civil, do Código de Defesa do Consumidor e até da lei do cadastro positivo.

Em relação a alguns países da América Latina como a Argentina, a lei de proteção de dados brasileira está atrasada em mais de 20 anos. “A nossa LGPD é uma lei que ficou tramitando no Congresso e no Executivo por muito tempo.

Ela realmente chegou com um pouco de atraso, mas, por um lado, já chegou atualizada com o novo regulamento da União Europeia”, explica Oms. Além disso, a instalação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que é quem regulamenta a proteção de dados no Brasil, ocorreu depois da implementação da lei.

A consequência do atraso da lei, como pontua Oms, não tem como consequência apenas a ausência de uma legislação que possa trazer diretrizes para o tema como também faz com que o país não desenvolva uma cultura de proteção de dados. Sobre isso, a consultora em privacidade e proteção de dados, Maria Luiza Fernandes, pontua. “Um dos maiores desafios nesse momento é a chamada cultura da LGPD porque as empresas estão se adequando, mas isso não é por si só suficiente. Isso envolve coisas como educação digital básica para então evoluirmos para uma discussão relacionada à privacidade”.

O QUE AS EMPRESAS PODEM FAZER PARA PROTEGER SEUS DADOS
– Adotar medidas de seguranças e administrativas técnicas aptas a proteger os dados de acessos não autorizados ou às situações acidentais de vazamento
– Mesmo que país ainda não tenha adotado medidas técnicas específicas, seguir padrões internacionais consolidados em proteção de dados
– Estabelecer regras de boas práticas por meio de um código de conduta específico a ser adotado na empresa
*Fonte: Juliana Oms, advogada e analista de pesquisas do programa de direitos digitais do Idec

Meus dados vazaram, e agora?

Em maio de 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a proteção de dados é um direito fundamental. Logo, o primeiro passo para começarmos a pensar sobre proteção de dados é o conhecimento dos nossos direitos. “É bom conhecer as garantias que qualquer cidadão, como titular de dados pessoais, tem para reduzir os danos materiais que possam advir de vazamentos dessa magnitude”, diz o advogado Daniel Costa.

Caso você perceba que seus dados estejam sendo usados em fraudes financeiras, por exemplo, é importante que você entre em contato com a instituição informando que não reconhece o procedimento adotado (pode ser cartão de crédito, boletos, empréstimos, entre outros). “Posteriormente, você deve registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia Virtual do seu estado, sem necessitar se deslocar a uma delegacia de crimes virtuais física”, explica Costa.

Você também pode, segundo a LGPD, pedir que as empresas que tenham posse dos seus dados informem como elas conseguiram esses dados e por quais motivos elas os possuem. “Se for possível identificar que a origem dos dados é fraudulenta, a empresa vai ter que parar de usar os dados e vai estar sujeita, inclusive, às penalidades da lei. Para qualquer empresa, utilizar dados de uma fonte como essa, é, por si só, um risco muito grande de ser processada posteriormente”, explica Danilo Doneda, advogado, professor no IDP e membro da Câmara dos Deputados no Conselho Nacional de Proteção de Dados.

Além de responsabilizar o autor desse vazamento histórico de dados, o poder público pode garantir o pagamento de indenizações à população por dano moral coletivo. Segundo a advogada Juliana Oms, o governo brasileiro também “pode determinar um plano de contingência para minimizar os danos causados que pode envolver campanhas de informação indicando formas de se proteger, ou até mesmo a criação de um site para que a população possa saber se seus dados foram vazados ou não”. “Agora que o vazamento já aconteceu a gente tem que fazer todo o possível para que esses dados não causem os danos que eles podem causar e que novos vazamentos ocorram”, completa.

O QUE O GOVERNO PODE FAZER PARA PROTEGER SEUS DADOS
– Responsabilizar quem vaza dados da população
– Criar medidas para que não existam grandes bancos de dados com informações muito sensíveis de muitas pessoas
– Garantir que a inserção em cadastros diversos, como o cadastro positivo, não seja automática
– Emitir padrões técnicos mínimos mais específicos para cada tipo de tratamento de dados
*Fonte: Juliana Oms, advogada e analista de pesquisas do programa de direitos digitais do Idec

Fonte: ECOA
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

LGPD: Os reflexos da LGPD nas Reclamações Trabalhistas

LGPD: Os reflexos da LGPD nas Reclamações Trabalhistas
 
 
A Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD “acabou de ser publicada” e já causa um alvoroço nas empresas, muito além do que se previa.
 
O principal objetivo da LGPD sem dúvida é a proteção de dados das pessoas naturais onde evitar os abusos com as informações disponíveis usadas sem o mínimo consentimento dos titulares dos dados, mas em recente levantamento realizado a pedido do Valor pela Data Lawyer pesquisando dados até 26 de novembro de 2020 a Lei 13.709/2018 aparece em 139 ações trabalhistas.
 
Utiliza-se nas ações o direito legítimo do titular dos dados, previstos na LGPD para se buscar informações destes a fim de robustecer reclamações trabalhistas.
 
Alguns exemplos citados na publicação do Valor em 20/01/2021 trazem situações preocupantes para as empresas e assim gerar sua atenção para prevenção e melhoria em controles.
 
Fundamentos no artigo Art. 18. Inciso II da citada Lei, o titular dos dados pessoais tem direito a obter do controlador, em relação aos dados do titular por ele tratados, a qualquer momento e mediante requisição o acesso aos dados, titulares vem pedindo informações aos seus ex-empregadores.
 
Em um dos casos a parte reclamante solicitava o acesso as folhas de ponto e o termo de compensação de jornada durante todo o período de seu contrato de trabalho.
 
No caso acima vê-se que as empresas deverão ter doravante mais controles não só nas suas rotinas de trabalho, mas também na localização de informações, haja vista que a Lei determina que as informações sejam dadas de forma imediata (Art. 18, § 6º)
 
Então, percebemos que o titular dos dados, aqui tratando especificamente de funcionários, estes poderão solicitar quaisquer informações ofertadas aos empregadores, razão pela qual deve-se objetivamente tê-las e de forma organizada a fim de cumprir a Lei e evitar as suas sanções.
 
Aliás sanções estas que só entrarão em vigor a partir de agosto de 2021, que podem atingir multas de até 2% do faturamento bruto da empresa ou R$ 50 milhões por infração. Porém há que se ressalvar que embora as multas só estejam previstas para o segundo semestre de 2021 o Judiciário já decidido por condenações pecuniárias em desfavor das empresas no caso de desconformidade com a Lei.
 
Desta forma é tempo de se preparar entendendo a situação de cada empresa, mapeando e organizando os dados pessoais e agindo efetivamente na adequação completa aos ditames da Lei Geral de Proteção de Dados.
 
Quando antes se prepararem menos riscos advirão.
 
 
 
Fonte: Folha Vitória (Autor: Luiz Fernando Nobrega)
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Nova regra do WhatsApp sobre dados dos usuários contraria a Lei Geral de Proteção de Dados

Nova regra do WhatsApp sobre dados dos usuários contraria a Lei Geral de Proteção de Dados
 
 
As novas regras de uso do WhatsApp devem ser o primeiro grande teste para a Lei Geral de Proteção de Dados, aprovada em 2018, mas que entrou em vigor há apenas quatro meses. A atualização nos termos de uso do aplicativo permitirá que a companhia compartilhe com outras empresas dados pessoais do usuário, como o número de telefone, a fotografia e o número de IP (a identificação digital do aparelho), com dados de localização do celular ou outro dispositivo. A aceitação dos termos é obrigatória: quem não concordar não poderá usar o WhatsApp.
 
Alguns juristas têm afirmado que as regras estão em desacordo com a nova legislação e, na semana passada, o Procon de São Paulo notificou a empresa a apresentar uma justificativa legal para as novas regras. O Facebook, proprietário do WhatsApp, contratou advogados especializados em direito digital para assessorar a companhia e, em um sinal de que cogita rever sua decisão, adiou o início da vigência dos novos termos: de 8 de fevereiro, a data passou para maio.
 
“Decidimos prolongar o prazo no qual as pessoas deverão revisar e aceitar os termos atualizados. Ninguém terá a conta suspensa ou apagada em 8 de fevereiro de 2021. Também faremos um trabalho intenso para esclarecer todas as informações incorretas sobre como a privacidade e a segurança funcionam no WhatsApp”, afirmou a empresa, em sua página institucional. A empresa, porém, não deixou claro se irá alterar os termos de uso. De acordo com juristas ouvidos pela Gazeta do Povo, o aplicativo tem razões para a cautela.
 
A professora Sheila Leal, professora de Direito Digital e Direito do Consumidor na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), afirma que as regras do WhatsApp podem acabar contestadas judicialmente. “O artigo 5º da lei [LGPD] é claro ao dizer que dado pessoal é toda informação relacionada a uma pessoa natural, seja ela identificável ou não identificável”, afirma. Por isso, a justificativa do Facebook – de que o compartilhamento de dados não permitirá a identificação do cliente – não resolve o problema.
 
Ela também questiona o fato de que, ao comercializar os dados com outras empresas, o Facebook não terá como impedir o mau uso dessas informações. “Quando o dado for compartilhado com as empresas parceiras do Facebook, nós não sabemos se essas empresas estarão adaptadas à lei e se vão manter esses dados na segurança que é a expectativa do titular dos dados”, explica a professora.
 
Sheila ainda observa que, como agravante, as regras divulgadas pelo WhatsApp não permitem a utilização do aplicativo por usuário que não aceitem integralmente os termos de uso (e, portanto, o compartilhamento de seus dados).
 
Para Spencer Toth, presidente da Comissão Especial de Direito Digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, um aspecto central do debate depende da definição do que é um serviço “essencial”. Embora haja alternativas ao WhatsApp, como o Telegram, o aplicativo do Facebook é de longe o mais popular, a ponto de ser usado pela Justiça como forma de comunicação: “O Judiciário utiliza o WhatsApp para servir como mecanismo de intimação. Se uma vara só utiliza o WhatsApp, ainda que haja aplicativos equivalentes, isso significa que o WhatsApp é essencial?”, indaga.
 
Caso o aplicativo seja considerado essencial, aumentam as chances de o Judiciário derrubar a obrigatoriedade do compartilhamento de dados por parte do usuário. “No momento em que o serviço é considerado não essencial, me parece que é possível se criar uma situação em que a não aceitação dos termos implica a não utilização do serviço. Mas é uma área nebulosa”, afirma o advogado.
 
Para Toth, o debate sobre as novas regras do WhatsApp também joga luz sobre um aspecto inevitável da era digital: as relações entre consumidores e empresas estão cada vez mais distantes do modelo previsto no Código de Defesa do Consumidor. No caso do WhatsApp, por exemplo, o cliente não adquire um produto ou serviço nos moldes tradicionais, já que não há uma transação financeira:  “Dentre as coisas que nós vamos precisar repensar está a própria definição do que é uma relação de consumo. O ‘pagamento’ é a coleta de dados”, observa.
 
Os novos termos do WhatsApp também são alvo de questionamento na Índia. Lá, citando preocupações com a privacidade, o Ministério da Tecnologia solicitou que a empresa não implemente as novas regras. Na União Europeia, onde as regras de privacidade são muito mais rígidas, o aplicativo não pretende aplicar os novos termos de uso.
 
Procurado pela Gazeta do Povo, o WhatsApp informou que as novas regras se aplicam apenas à interação dos usuários com perfis comerciais dentro do aplicativo. “Para aumentar a transparência, o WhatsApp atualizou suas Políticas de Privacidade para que descrevam que, daqui para a frente, as empresas podem optar pelos serviços seguros de hospedagem do Facebook para ajudar no gerenciamento das comunicações com seus clientes no WhatsApp. Embora, é claro, continue sendo uma decisão do usuário se ele gostaria ou não de se comunicar com uma empresa no WhatsApp”, diz a nota enviada pela empresa.
 
A empresa afirma ainda que “esta atualização não muda as práticas de compartilhamento de dados entre o WhatsApp e o Facebook, e não impacta como as pessoas se comunicam de forma privada com seus amigos e familiares em qualquer lugar do mundo”.
 
 
 
Fonte: Gazeta do Povo
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Conformidade de empresas com LGPD é cobrada pelo mercado e vira valor competitivo

Conformidade de empresas com LGPD é cobrada pelo mercado e vira valor competitivo
 
Passados apenas quatro meses da entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados, que define as regras sobre o tratamento das informações pessoais dos cidadãos, a conformidade das empresas com as novas normas já é cobrada pelo mercado. Mesmo que a mudança de cultura em relação à segurança dos dados esteja apenas começando no Brasil, a maneira como as companhias têm lidado com a privacidade tornou-se um valor competitivo, que tem influenciado cada vez mais as escolhas de consumidores, investidores e parceiros comerciais.
 
Essa foi a conclusão da live realizada nesta quarta-feira, 20 de janeiro, sobre a LGPD. O webinar reuniu Miriam Wimmer, diretora da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD); Fabiano Barreto, advogado e especialista em Política e Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Felipe Palhares, sócio da área de Proteção de Dados, Tecnologia e Negócios Digitais do BMA Advogados; e Renato Cirne, diretor Jurídico e de Compliance da FSB Comunicação.
 
Com a nova legislação em vigor, o desafio agora é a sua regulamentação, missão que cabe à Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Segundo Miriam Wimmer, diretora da ANPD, embora a LGPD venha sendo discutida há mais de 10 anos no Brasil, ela começou a valer muito recentemente, uma série de normas precisa ser editada e ainda existem muitas dúvidas sobre a sua aplicação. “Uma característica de leis que são construídas a muitas mãos como a LGPD é que ela deixa espaços abertos para disputas interpretativas. O nosso esforço é traduzir essa lei e relacioná-la com outras normas já existentes. Tudo isso gera uma necessidade de detalhamento e interpretação que é urgente e complexa”, afirmou.
 
Wimmer citou como outro importante papel da ANPD a conscientização da sociedade sobre a cultura de proteção de dados. “Estamos falando de uma mudança de cultura que ainda está começando no país. Lá na Europa, cuja legislação inspirou a nossa, já se usam regras de tratamento de dados desde a década de 70. O papel da ANPD é, então, sensibilizar, educar e orientar os agentes que tenham posse de dados sobre a responsabilidade de lidar com informações de terceiros. Esse é um desafio que não pode ser subestimado e é uma das nossas prioridades”, ressaltou.
 
Para Felipe Palhares, sócio do BMA Advogados, embora a mudança de cultura leve tempo, já é possível notar o movimento de adequação das empresas às novas regras. “Uma mudança de cultura nunca é simples, mas as organizações já estão incorporando novas ações e revendo práticas do dia a dia para entender o que é necessário fazer para aderir à legislação. Não é um movimento fácil, mas é um movimento necessário. E, como a LGPD traz um valor positivo para toda a sociedade, as normas precisam ser compreendidas e absorvidas por todos”, disse.
 
Palhares destacou que o mercado também tem pressionado pelo respeito às regras de privacidade e segurança dos dados. “Não é só uma exigência da lei, mas uma cobrança do mercado também. Temos notado que estar em conformidade com a LGPD passou a gerar valor competitivo entre as empresas. Para diversos players, a adequação às normas de proteção de dados virou fator decisivo em disputas comerciais, na hora de fechar novos negócios”, explicou.
 
 
O setor industrial e a LGPD
 
Fabiano Barreto, da Confederação Nacional da Indústria, disse que as empresas do setor estão cada vez mais conscientes da importância dos cuidados no tratamento das informações pessoais. “No início, havia uma percepção de que essa era uma preocupação apenas para empresas de redes sociais ou de tecnologia. Hoje, já há um entendimento que há fluxo de dados em toda a jornada do consumidor, e isso tem facilitado a adequação da indústria. A aprovação da LGPD foi uma conquista para o país e a CNI vem ressaltando a importância da lei para proteger os direitos do cidadão e, ao mesmo tempo, melhorar a inserção do Brasil no mercado internacional”, declarou.
 
Apesar dos elogios à nova lei, a CNI defende que haja um tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas, com regras mais simples e mais adequadas à realidade das PMEs. Barreto lembrou que, em países onde as leis sobre proteção de dados já estão mais avançadas, como as nações da União Europeia, as exigências para empresas menores foram simplificadas. “A obrigatoriedade de manter registro das operações de tratamento de dados e a nomeação de um encarregado, uma espécie de ouvidor da LGPD, são incompatíveis com a estrutura das empresas de menor porte. Mesmo com o tratamento diferenciado, as micro e pequenas empresas continuariam sujeitas integralmente à LGPD. A ideia é apenas simplificar algumas exigências, como já acontece no exterior”, argumentou.
 
 
Comunicação e compliance
 
Para se adequarem à LGPD, as instituições públicas e privadas têm concentrado seus esforços em ações dos seus departamentos jurídico e de tecnologia. Mas é importante também pensar na comunicação. A comunicação interna, por exemplo, tem se mostrado fundamental no processo de revisão de cultura organizacional e de educação dos colaboradores sobre o papel de cada um na governança dos dados. Já a comunicação externa é decisiva para que os clientes sejam informados de forma transparente como suas informações estão sendo tratadas
 
De acordo com Renato Cirne, da FSB Comunicação, o papel da comunicação é estratégico dentro desse novo cenário de proteção de dados no Brasil. “Cito três pontos mais imediatos de como a área de comunicação pode ajudar nessa transição às novas regras: 1) criar clima interno de mudança garantindo que todos os colaboradores saibam o que é necessário fazer e o porquê; 2) engajar e estimular as equipes na compreensão de que elas são agentes das mudanças e diretamente beneficiadas pela legislação; 3) por fim, ajudar na sustentação da mensagem sem deixa-la cair no esquecimento. A comunicação precisa ter sempre coerência, continuidade e consistência”, afirmou.
 
Compliance tem sido outra área a ganhar ainda mais importância dentro das empresas com a chegada da LGPD. Segundo Cirne, o setor, que é o responsável por garantir a conformidade com as normas legais, também precisa se preparar para as mudanças que estão em curso. “Promover uma reorganização interna para o tratamento das informações pessoais – de funcionários e clientes – em conformidade com as novas regras não é tarefa simples. É necessário haver a identificação dos gaps, do fluxo de dados dentro das empresas e a criação de um comitê de acompanhamento dessas aplicações que serão necessárias”, disse.
 
 
Fiscalização da LGPD
 
Cabe à Autoridade Nacional de Proteção de Dados fiscalizar o respeito às novas regras, mas as sanções administrativas – que podem incluir de advertência a multas e até a proibição do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados – só passam a valer, por lei, a partir de 1o de agosto de 2021. Miriam Wimmer, diretora da ANPD, explicou que, mesmo quando as penalidades passarem a vigorar, o objetivo não é punir, mas recorrer a instrumentos que possam ajudar as empresas no cumprimento das regras. “Queremos uma regulação responsiva com diálogo, vamos incentivar a prevenção à ocorrência de danos,” declarou.
 
Mesmo que as sanções administrativas ainda não possam ser aplicadas pela ANPD, Felipe Palhares esclareceu que, com a LGPD em vigor, empresas e governos que não cumprirem as normas podem ser acionados judicialmente. “A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais já está valendo. Por isso, nada impede que o Ministério Público, o Procon ou a Senacon, por exemplo, iniciem investigações por eventuais violações da LGPD e que esses órgãos – e até os próprios indivíduos – ajuízem ações”, concluiu.
 
 
 
Fonte: Exame.com
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma