Covid-19: Em tempos de coronavírus, a importância de uma adequada gestão financeira

Covid-19: Em tempos de coronavírus, a importância de uma adequada gestão financeira
 
 
O mundo está reduzindo sua atividade econômica por conta da pandemia do coronavírus SARS cov 2 (coronavirus). Isto certamente pode afetar a situação financeira de várias empresas no Brasil, por diferentes motivos. Por isso mesmo, ter uma boa gestão financeira pode ajudar a empresa a proteger o seu fluxo de caixa e se defender dos efeitos econômicos desta pandemia.
 
Um passo importante é sempre elaborar uma DRE (Demonstração do Resultado do Exercício). Dependendo do perfil da empresa, a DRE deve ser apresentada na Escrituração Contábil apenas anualmente. Mas é uma boa prática de gestão elaborá-la em períodos mais curtos, como a cada mês.
 
O artigo 187 da Lei no 6.404 estabelece um roteiro interessante sobre as informações que devem constar na DRE:
– a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos;
– a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto;
– as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
– o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;
– o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto;
– as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados;
– o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.
 
Com a DRE em mãos, o empresário pode planejar o seu fluxo de caixa e projetar cenários. Por exemplo: o que aconteceria com a empresa se a receita bruta caísse 50% por conta dos impactos da pandemia? Com os números na mão a empresa consegue se antecipar e tomar as medidas que precisar para atravessar este momento: redução de despesas, contratação de empréstimos emergenciais, ajustar a linha de produtos para o novo momento ou outras medidas.
 
Martin Reeves, economista do Boston Consulting Group, afirma que “uma empresa deve identificar e reagir a um ambiente de negócios deteriorado o mais cedo possível. Então, ela deve retirar os impedimentos para que a empresa possa sobreviver e atravessar este cenário”. Á essa abordagem ele chama “Estratégia de Recuperação”.
 
É exatamente o que se recomenda que as empresas façam neste momento. Isto significa usar o trabalho do contador como mais do que o atendimento de obrigações fiscais, mas como um suporte estratégico para a sobrevivência da empresa.
 
Uma oportunidade possível de ser explorada é aproveitar que o Real está desvalorizado para procurar oportunidades de gerar receita nova em dólar. Um prestador de serviços ou um pequeno fabricante brasileiro pode oferecer seus produtos ou serviços a um custo competitivo em dólar. Esta pode ser uma forma de transformar este momento desafiador em oportunidade.
 
A Remessa Online é um correspondente cambial registrado no Banco Central, e atua de acordo com as mais rigorosas regras de compliance. Por meio da plataforma, a empresa pode receber seus pagamentos do exterior de forma rápida, barata e segura.
 
 
 
Fonte: Jornal Contábil
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Empresas alcançam ganhos robotizando processos na área fiscal e contábil

Empresas alcançam ganhos robotizando processos na área fiscal e contábil
 
 
Segundo pesquisa da Gartner, até 2022 o mercado de soluções de RPA movimentará um total de US$ 2,4 bilhões e estima que, 85% das grandes organizações terão adotado alguma forma de automação. Diante desse cenário, podemos dizer que já não é mais novidade que essas soluções estão modificando o modelo de trabalho das empresas, inclusive as brasileiras.
 
Dessa forma, não precisamos mais imaginar como seria automatização dos cálculos dos tributos ou até mesmo a geração e validação dos livros fiscais, pois essas e outras atividades já podem ser robotizadas e executadas com precisão. Mas como trazer essa tecnologia, que muitos acreditam ser um alto investimento, para dentro da organização e fazer com que as equipes contábeis e fiscais comecem a usufruir desses benefícios?
 
Já existem diversos cases de empresas brasileiras, que estão conseguindo implementar a robotização em seus processos, utilizando o Workmatic PRO, uma solução de robotização e automação da Decision IT S.A., empresa brasileira especializada em prover soluções fiscais inteligentes e focadas no atendimento ao SPED. Esse foi o caso da multinacional Gerdau, que implementou o robô Workmatic PRO para automatizar a obrigação acessória FCI – ficha de conteúdo de importação. De acordo com André Carlos Citolin, Gerente de Tributos Indiretos da Gerdau, o processo é 100% automatizado e funciona 24/7, trazendo redução de custo pra a operação, agilidade na logística e compliance, ou seja, sem falhas. Para Citolin, o maior ganho do projeto foi na logística, onde “nós tínhamos situações, que a demanda chegava na sexta-feira a tarde, e só conseguíamos despachar o caminhão na segunda-feira com a informação da FCI. Hoje, com o robô, o processo flui e todas as notas fiscais saem com a FCI”.
 
A Lojas Koerich, uma dos maiores varejistas de Santa Catarina, com 128 filiais, robotizou a entrega mensal da obrigação EFD ICMS/IPI, devido ao alto número de filiais que precisavam ser validadas e enviadas ao Fisco uma a uma por uma pessoa. Manu Hauptli, Supervisora Contábil e Fiscal, elogia os resultados e afirma “o que uma pessoa fazia em dois dias, o robô faz em um único dia. Isso faz com que o funcionário tenha mais tempo para realização de atividades que melhorem os processos internos e se dediquem a entender e legislação”.
 
Outro case varejista, é a Lojas Lebes, que também robotizou a geração, validação, conciliação e envio da obrigação EFD ICMS/IPI. Dulce Gobbe, Gerente Contábil e Tributário, afirma que para iniciar o projeto foi necessário rever três pilares: a cultura da empresa; os atuais processos; e a tecnologia para a área tributária. “A maior dificuldade foi a viabilização, por se tratar do primeiro projeto de robotização da empresa. Então, mensurar e demonstrar os ganhos, foi a etapa mais importante.”
 
Essas empresas são alguns exemplos de que sim, é possível, inserir a robotização em seus processos e conseguir resultados a curto prazo. “A robotização já faz parte do dia a dia de diversas áreas das empresas e a área contábil e fiscal não poderia ficar de fora. Atualmente já entendemos o uso de robôs como algo positivo e que vem agregar a todos. O trabalho que os robôs substituem normalmente é repetitivo e operacional, dessa forma deixa para os seres humanos trabalhos mais ricos, nos quais sempre teremos o diferencial de sermos seres pensantes e que conseguem ter um olhar mais estratégico sobre o todo”, comenta Caroline Renner, Diretora de Marketing e Comercial da Decision IT.”
 
 
 
Fonte: Decision IT SA
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Caixa Dois e a Abominável Contabilidade Paralela

Caixa Dois e a Abominável Contabilidade Paralela
 
 
Apresentamos uma breve análise sobre evidências do uso do caixa dois, via contabilidade paralela, que envolvem crimes como evasão de tributos e danos aos sócios minoritários, credores e aos empregados.
 
Pretendemos com este breve estudo, demonstrar quais são as práticas mais usuais para tal delito.
 
A abordagem do tema se justifica em função do risco da violação dos princípios da “probidade”, da “função social da propriedade”, “diligência” e da “fidelidade das demonstrações contábeis”. Além da real e importante necessidade de se divulgar técnicas de percepção periciais contabilísticas, que envolvem estratégias e táticas vinculadas ao planejamento de um exame pericial e/ou exame periódico de rotina nos controles internos realizados pela auditoria.
 
A pesquisa está lastreada em casos reais, onde foi detectado tal patologia, no nosso laboratório de perícia forense-arbitral, cujo resultado do exame, na maioria dos exames vinculados à apuração de haveres, indenizações, responsabilidade de gestores, entre outros análogos; foi um diagnóstico positivo para a prática do caixa dois e desvio de finalidade.
 
 
Introdução:
 
Muitas são as ocorrências do delito de caixa dois. Trata-se de um juízo de fato. Motivo pelo qual, os contadores, na busca da credibilidade dos relatos contabilísticos, estão tentando alinhar a contabilidade contemporânea à compliance, o que, por si só, indica a existência de um juízo de valor por parte dos operadores da contabilidade.
 
Os administradores são pessoalmente responsabilizados pelos tributos sonegados, nos casos de abuso de poder, art. 135 do CTN. Naturalmente quem acusa, deve provar a conduta abusiva do gestor.
 
 
Desenvolvimento:
 
Inicialmente consideramos deveras importante, a identificação de evidências, como sendo um paradigma para uma investigação. Naturalmente sem que com isto, seja violado o direito inalienável dos gestores e sócios controladores, a ampla defesa e o contraditório.
 
O caixa dois via simulação ou dissimulação de registros contábeis, ou de forma indireta por uma contabilidade paralela, é aquela movimentação financeira feita às margens das normas da política contábil vigente, geralmente com o objetivo de burlar o fisco, enganar os sócios/acionistas minoritários, ou credores de uma forma geral.
 
O delito, saldo do “caixa dois”, é gerado com a omissão do registro da receita, ou com pagamentos fictícios, que podem envolver: despesas, custos, e dívidas simuladas.
 
Caracterizam-se como omissão no registro de receita e caixa “dois” ou contabilidade paralela, os seguintes fatos:
 
I – A existência de saldo credor de caixa;
 
II – A falta de escrituração de pagamentos efetuados;
 
III – A manutenção no passivo já pagas, ou cuja exigibilidade da dívida não seja comprovada;
 
IV – Depósitos bancários, cuja origem não seja: financiamentos, empréstimos, aporte de capital social, integralização de capital, desconto de duplicatas, alienações de ativos permanentes, valores decorrentes de transferência de outras contas da própria pessoa jurídica e/ou de suas coligadas ou controladas, operações de factoring entre outras hipóteses análogas e lícitas. É deveras importante o fato de que os depósitos bancários ou encaixes oriundos de intermediação de negócios ou de receita de intermediação, não constituem caixa “dois” ou a receita no seu sentido tributário;
 
V- Manutenção de saldos em contas bancárias e/ou investimentos não registrados na contabilidade;
 
VI- Pagamento de salários dos empregados fantasmas, também são fontes geradoras de “caixa dois”;
 
VII- A falta da emissão e registro de notas fiscais pela compra, caracteriza a omissão de receita, e manutenção de registros paralelos;
 
VIII- A prática de “nota calçada” ou meia nota, em que a via destinada ao registro de suas vendas figura por valor inferior ao valor real da operação, configura omissão de receitas operacionais e geração de caixa dois.
 
A conciliação do extrato de uma conta bancária, com os registros do Livro Razão, são base de uma não comprovação da origem dos recursos representados por cheques ou dinheiro recebidos de terceiros, depositados em contas-correntes tituladas pela pessoa jurídica, aliada à impossibilidade de identificação das correspondentes operações na escrita contábil por ela mantida, leva a presunção, por evidências, de que tais recursos, caixa dois, se originaram de receitas não reconhecidas na contabilidade.
 
As multas ou qualquer forma de punição pela prática de caixa dois, ou seja, as não-conformidades, cujo ato gerador tem causa no caixa dois, são originárias de culpa ou dolo, omissão ou ação deliberada do gestor de uma célula social. As multas e punições não podem ser atribuídas à pessoa jurídica, pois esta não deve ser responsabilizada por atos de desvio de conduta dos gestores e/ou sócios controladores. A ausência da fidelidade nas demonstrações contábeis, implica a quebra da personalidade jurídica dos gestores e sócios/acionistas controladores, consequentemente, com o confisco de bens para o pagamento dos danos gerados pelo delito.
 
Todas as possíveis causas do caixa dois, representam uma maquiagem ao balanço patrimonial e ao balanço de resultado econômico, está maquiagem cria a figura do balanço putativo (balanço que aparenta ser verdadeiro, certo, sem o ser; suposto, reputado como fidedigno). Para a descaracterização do balanço putativo, os fatos caracterizadores do caixa dois, maquiagem, como passivos fictícios, entre outros, devem ser reclassificados para contas do patrimônio líquido, lucros/prejuízos acumulados.
 
 
Considerações finais:
 
O caixa dois, as multas e demais ônus devidos pelo crime de sonegação, devem ser registrados no ativo exigível a longo prazo, como um direito da pessoa jurídica de receber dos administradores, por abuso de poder e desvio de conduta. Tal opinião e certeza contabilística, fundamentam-se na teoria ultra vires e nos artigos 47[1] e 1.016[2] do CC/2002.
 
A desmaquiagem dos balanços, é fato relevante e incontrovertido, para solução das questões vinculados à: distribuição disfarçada de lucros/dividendos, apuração de haveres, pedido de recuperação judicial ou decretação de falência, responsabilidade de gestores e dos sócios/acionistas controladores, registro do direito da pessoa jurídica de receber dos gestores, os desvios de recursos e multas, pagamento a empregados de participações nos lucros, e pagamento de lucros/dividendos que reflitam a situação econômica real.
 
 
 
Fonte: Contábeis (Autor(a): WILSON ALBERTO ZAPPA HOOG)
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Qual a Diferença entre Balanço e Balancete? Entenda

Qual a Diferença entre Balanço e Balancete? Entenda
 
 
A gestão financeira de uma empresa é uma das áreas mais importantes de um negócio, por isso, saber a diferença entre balanço e balancete é essencial.
 
Estes relatórios irão refletir no desempenho e sucesso da empresa, pois, contém informações financeiras da mesma.
 
Por isso, tenha profissionais experientes, com capacidade e conhecimento para realizar esse tipo de documentação.
 
Continue acompanhando este artigo e entenda mais sobre balanço e balancete e as diferenças entre cada um.
 
 
Conceito de Balanço
 
O Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil que apresenta a posição financeira e patrimonial de uma empresa – de forma quantitativa e qualitativa -, em um determinado período.
 
Ou seja, é o principal demonstrativo financeiro de um negócio, pois, oferece uma visão completa do patrimônio do negócio.
 
Este relatório irá expor a situação financeira da empresa dentro de um ano, sendo portanto, elaborado no fim de cada exercício social.
 
Ele pode ser elaborado trimestral e anualmente, mas geralmente, é elaborado no fim de cada ano.
 
Nele, as contas devem ser classificadas segundo os elementos do patrimônio e agrupadas de forma em que o conhecimento da situação financeira seja facilitado.
 
Ele é composto pelas seguintes subdivisões: Ativos, Passivos e Patrimônio líquido.
 
Ativos: são todos os bens diretos de uma instituição, como, imóveis, dinheiro em caixa, etc e bens intangíveis, como marcas, patentes e etc.
 
Passivos: são todas as obrigações diante de terceiros, como impostos, dívidas, salários, etc.
 
Patrimônio Líquido: é o patrimônio da empresa, ou seja, seu valor é a diferença entre o valor do ativo e o valor do passivo.
 
Para entender mais sobre o Balanço Patrimonial, confira este artigo completo elaborado pela Soften.
 
 
Conceito de Balancete
O Balancete de verificação é um relatório opcional, onde contém saldos de créditos e débitos de todas as contas do plano de contas.
 
Sua referência são as informações do Livro Razão e o conteúdo aponta a situação contábil em um determinado momento, da instituição.
 
Este relatório deixa claro se as finanças estão a favor de seu negócio, ou seja, se há desenvolvimento em suas finanças.
 
O uso deste relatório, geralmente, é apenas interno, sendo de interesse da empresa e de seus gestores, desenvolvê-lo, podendo ser emitido em qualquer período.
 
O Balancete tem a função de encontrar fraudes e corrigir erros, como:
 
– Documentos omitidos;
– Lançamentos duplicados;
– Saldos e documentos em conflito; e etc.
 
 
Diferença entre Balanço e Balancete
 
É possível verificar algumas diferenças entre os dois, pois, o balancete pode ter a alteração em valores.
 
Já o balanço é o relatório final, não podendo ter seus resultados modificados.
 
Ou seja, um pode ser feito ao decorrer de todo o ano, se for de escolha da empresa, mas o outro precisa ser feito no fim de todo ano, para verificação da situação patrimonial da empresa.
 
Além disso, a diferença é que o balancete de verificação não é obrigatório para nenhuma empresa, tendo maior liberdade em sua emissão.
 
Já o Balanço patrimonial é obrigatório a toda empresa de capital aberto, PMEs e empresas de grande porte, segundo a Lei n. 6.404/76 e a Norma TH 1000.
 
Portanto, a diferença entre balanço e balancete está na obrigatoriedade entre eles, seus valores e informações.
 
 
Tenha um sistema financeiro qualificado e organize sua gestão
 
Para elaboração de todos os relatórios financeiros, como o balanço patrimonial e balancete de verificação, é importante que haja organização e ferramentas qualificadas.
 
Como um sistema de gestão financeira, seu negócio terá muito mais qualidade no controle de contas, despesas, investimentos e relatórios mensais e anuais.
 
 
 
Fonte: Soften Sistemas
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Conciliação bancária: o que é e como fazer

Conciliação bancária: o que é e como fazer
 
 
A conciliação bancária é uma das ferramentas indispensáveis para a gestão financeira de qualquer empresa, seja qual for o seu porte. A prática, porém, revela alguma dificuldade em realizar o processo ou mesmo a falta de compreensão quanto à sua importância.
 
É por isso que, neste artigo, vamos apresentar o conceito e trazer um passo a passo para não errar.
 
O que é conciliação bancária?
Conciliação bancária é o processo que consiste na comparação entre o extrato bancário com as informações de controle financeiro interno de uma empresa.
 
É a partir desse exercício que o empreendedor coloca lado a lado despesas, recebimentos e o saldo disponível, conferindo se as movimentações previstas foram realizadas e se os resultados encontrados apresentam ou não divergências.
 
A prática está integrada às ações de gestão financeira de qualquer empresa, embora apresente características próprias de acordo com o negócio. Quem recebe por meio de boletos, cartões de crédito ou débito, por exemplo, depende dessa tarefa para evitar prejuízos.
 
O que ocorre nesses casos é que os valores originados em vendas ou na prestação de serviços caem diretamente na conta bancária da pessoa jurídica. É a partir da conciliação, portanto, que se confirma se houve ou não o crédito esperado, assim como o débito de contas a pagar.
 
Esse aspecto, por si só, já representa motivo suficiente para se dedicar à tarefa. Mas há outras razões que podemos pontuar para que donos de negócios ampliem o seu conhecimento sobre a conciliação bancária e assumam o compromisso pela sua realização.
 
Por que fazer conciliação bancária
 
Monitorar o dinheiro das vendas via cartões e boletos é a razão mais óbvia para fazer a conciliação bancária rotineiramente. Mas ela também é importante para saber se não houve fraudes internas – dinheiro depositado a menos – ou cheques recebidos como pagamento não descontados.
 
É a partir da conciliação bancária que as possíveis inconsistências são percebidas. Você pode até pensar que é capricho, mas, ao longo de um ano, pequenos erros em lançamentos e recebimentos somados podem atrapalhar a saúde financeira do negócio.
 
Ao mesmo tempo, se o fluxo dos registros de entradas e saídas apresenta erros, tal defasagem pode induzir o gestor ao erro, chegando a resultados diferentes dos reais. Nunca é demais lembrar que equívocos no fluxo de caixa podem levar à tomada de decisões prejudiciais ao futuro do negócio.
 
Também um acompanhamento rigoroso e frequente (seja diário ou mensal) favorece a comunicação com a contabilidade e o fornecimento de informações relevantes para o fechamento do mês.
 
Cabe destacar ainda os prejuízos imediatos, nem sempre observados. Estamos falando de descontos que passam despercebidos quanto o extrato bancário sequer é observado.
 
Pode acontecer ao contratar um empréstimo, por exemplo. A cobrança de taxas e a incidência real de juros nem sempre são observadas pelo empreendedor, que pode acabar surpreendido por um saldo inferior ao que deveria existir.
 
Quer mais? Se a sua empresa possui um cartão corporativo, pode criar um processo específico para a sua fatura. É útil para compreender melhor cada despesa e também monitorá-las e promover possíveis ajustes em tempo.
 
Isso sem falar na relevante informação financeira que a conciliação bancária oferece para ajustar o planejamento estratégico da empresa. Junto ao fluxo de caixa e à análise contábil, você tem aí um pacote de ferramentas capaz de conduzir o negócio ao encontro de seus objetivos.
 
Planilha de conciliação bancária
 
Para empreendedores iniciantes ou que nunca tiveram contato com esse tipo de solução, uma boa maneira de começar a realizar a conciliação bancária é a partir de uma planilha. Vale usar um modelo criado no programa Excel, por exemplo, preenchendo os campos de acordo com as suas informações.
 
Com esse instrumento em mãos, é possível acompanhar e classificar as movimentações do extrato bancário, o que permite identificar de forma efetiva o quanto está gastando e recebendo.
 
A planilha de conciliação bancária é também uma solução simples e prática para não perder de vista nenhum crédito ou débito em conta da empresa, o que é um compromisso com o seu controle financeiro.
 
Mas conforme o seu conhecimento avança, é provável que perceba que a planilha possui algumas limitações. A principal delas se relaciona com o preenchimento manual das informações, o que é entediante e aumenta a vulnerabilidade a erros.
 
Como a tecnologia já evoluiu bastante, após identificar na prática a importância da conciliação bancária, vale investir em uma solução automatizada, que não só realiza o monitoramento e controle das finanças como agrega outras funcionalidades para cuidar melhor do dinheiro do negócio.
 
Como fazer conciliação bancária
 
Seja na planilha ou software, você precisa criar um processo rotineiro para a conciliação bancária. Ela pode ser semanal, mensal ou até mesmo semestral – depende da quantidade de movimentações e conforme a necessidade de organização. O ideal, porém, é realizar a tarefa diariamente para alcançar um controle mais rigoroso das finanças.
 
Antes de tudo, crie o hábito de registrar todas as movimentações financeiras da empresa. Também guarde recibos, notas fiscais, extratos bancários, comprovantes de pagamento, depósitos e transferências. Desse modo, caso identifique valores que não caíram na conta, você terá a comprovação.
 
Anote todos os dias o saldo bancário, as entradas e as saídas de dinheiro. Assim, você fará o controle interno do caixa da empresa, discriminando cada movimentação. Ao deixar de fora os valores mantidos em espécie para atividades administrativas, os números devem bater.
 
É importante observar não apenas os números finais, mas também as datas de lançamento. Uma empresa organizada, com conduz bem as finanças, precisa ter uma cultura de respeito aos prazos, o que evita pagar multas por atraso, por exemplo.
 
Com tudo registrado, basta conferir os números e as datas. Se notar algum dado diferente, investigue a origem da divergência e busque sua correção imediata. Praticando a conciliação bancária com frequência, você vai ter uma gestão financeira cada vez mais eficiente e sem desperdícios.
 
Conciliação passo a passo
 
Realizar a conciliação financeira depende, basicamente, de quatro passos. Vamos conferir em detalhes cada um deles agora.
 
1. Cultura de prestação de contas
É necessário fazer um registro diário de todas as entradas e saídas nas contas bancárias, incluindo tarifas e juros, se for o caso. Não há como ter controle e realizar futuras avaliações se não houver uma cultura de prestação de contas na empresa.
 
2. Verificação de saldos
A conferência também é um passo essencial, apesar de não ser uma das tarefas mais prazerosas do mundo. Veja se os saldos iniciais e finais do controle interno estão batendo com os saldos do extrato bancário.
 
3. Análise de detalhes
A conferência não serve apenas para a análise dos saldos. A diversão continua: é fundamental verificar se todas as datas correspondem com as anotadas pelo controle interno. Isso minimiza o risco de ser multado por atrasos, por exemplo.
 
4. Correção e armazenamento
Por fim, qualquer divergência entre os dados do controle interno e aqueles da conta bancária deve ser corrigida assim que percebida. Não se esqueça de guardar notas fiscais, extratos e comprovantes de pagamento para ter acesso às informações a qualquer hora.
 
 
 
Controle de contas com a conciliação bancária
A conciliação bancária é uma tarefa que faz parte de um processo maior, o da gestão financeira do negócio. A ferramenta se torna ainda mais relevante quando o empreendedor a percebe dessa forma e, assim, pode aproveitar tudo o que ela é capaz de oferecer no controle das finanças.
 
1. Previsão de fluxo de caixa
Cada vez mais, é necessário ter rapidez e segurança em relação à tomada de decisões na empresa. Para isso, é importante que o empreendedor tenha exata noção da situação financeira e orçamentária do negócio.
 
Algumas empresas são levadas à falência devido ao fluxo de caixa negativo que decorre, ocasionalmente, de lançamentos defasados de entradas e saídas financeiras. Por outro lado, isso é evitado ao fazer a conciliação bancária, porque permite saber quanto terá em caixa futuramente.
 
2. Saldo atualizado
Em razão de um atraso decorrente de algumas transações, como o pagamento por cheques, por exemplo, o processo de avaliação financeira pode ficar momentaneamente comprometido.
 
A correção e identificação de saldos desatualizados é mais rápida se você tiver o hábito, dentro de sua empresa, de bater saldo entre sua conta e seu controle financeiro.
 
Nas hipóteses de emissão de cheques, é essencial que o empreendedor leve em conta o atraso entre a sua emissão e sua efetiva compensação bancária, seja ela pelo próprio negócio ou por parte de um cliente. A conciliação possui as ferramentas e mecanismos necessários para identificar essas divergências temporárias e corrigi-las.
 
3. Planejamento orçamentário efetivo e realista
Qualquer empreendedor de sucesso deve considerar a manutenção de um criterioso planejamento orçamentário, permitindo realizar análises efetivas e realistas de seus negócios.
 
Para que isso se concretize, a conciliação bancária é de fundamental ajuda. Atualmente, sua integração com os sistemas bancários permite a importação imediata de extratos nos principais bancos, em procedimento fácil e prático, realizado via internet.
 
Além disso, a identificação dos lançamentos é automatizada e individualizada. É possível confirmar a conciliação de registros pelo sistema e também rejeitar as sugestões propostas, completando de forma manual a sua identificação.
 
Isso significa que a análise da situação financeira do negócio será personalizada, de forma a propiciar um cenário financeiro transparente ao empreendedor.
 
4. Softwares financeiros fáceis de usar
Atualmente, existem sistemas financeiros e sites especializados nesse tipo de atividade. Eles são de fácil utilização e capacitação, o que qualifica o controle de dados e o gerenciamento financeiro.
 
Procure uma solução que conte com suporte técnico e consiga personalizar rapidamente as atividades de conciliação bancária de acordo com as necessidades de seus negócios.
 
Por ser um serviço automatizado, é mais simples e menos custoso. Contar com a ajuda de um contador ou assessoria contábil vai contribuir ainda mais para que os números dos lançamentos feitos no software sejam claros.
 
5. Maior controle de movimentações financeiras
A conciliação financeira proporciona maior controle sobre todas as movimentações financeiras realizadas em banco, inclusive as que não foram lançadas na contabilidade, com grande vantagem ao uso de uma solução automatizada.
 
Devido à natureza informatizada e automática do processo de conciliação, a identificação de lançamentos e produção de resultados é imediata. Além disso, seus resultados podem ser apresentados de forma analítica, otimizada, com dados distribuídos por área de cada despesa e rendimento.
 
Automatize e qualifique a conciliação bancária
A planilha no Excel é um dos métodos mais tradicionais para essa comparação entre o extrato bancário e o controle interno. Mas há como fazer conciliação bancária de uma maneira muito mais ágil, que vai poupar longas horas de trabalho.
 
Com o ContaAzul, você tem um software que permite o registro simplificado de despesas e receitas da empresa, podendo categorizá-los facilmente. Essa função permite gerar relatórios com gráficos, nos quais você pode enxergar com clareza quais são os maiores gastos e de onde vem mais dinheiro.
 
Mas o melhor está por vir: é possível integrar esse controle interno com o extrato bancário em poucos cliques, sem ter o trabalho de abrir a planilha no Excel e atualizá-la manualmente. O processo de conciliação bancária do ContaAzul é extremamente simples, e pode ser feito de duas maneiras: importação automática ou manual do extrato.
 
 
Importação automática do extrato bancário
 
O ContaAzul possui uma aba chamada Conciliação Bancária, que possui a opção de sincronizar os dados automaticamente. Basta configurar a sua conta com as informações de acesso e de segurança. Em seguida, o software faz todo o trabalho com o mínimo de tempo e poucos cliques, exibindo as possíveis divergências na tela.
 
É a forma mais recomendada por demandar o mínimo de tempo para ser realizada. Também facilita ao máximo a verificação de divergências nos lançamentos, registros faltantes ou equivocados no sistema, além da conferência dos saldos bancários.
 
Nesse processo, não é preciso dar baixa nos títulos financeiros – ao conciliar os lançamentos, o ContaAzul dá a baixa de forma automática.
 
 
Importação manual do extrato bancário
 
Os bancos disponibilizam aos clientes um arquivo em formato .OFX, que contém informações sobre transações bancárias realizadas. O controle financeiro no ContaAzul permite importar esse arquivo, realizando a sincronização com os lançamentos registrados no software.
 
Apesar de não ser tão prático quanto a importação automática, pois exige que você baixe o extrato e importe o arquivo no software, ainda é um processo muito ágil, que economiza horas se comparado a uma atualização manual de planilha de conciliação bancária.
 
Faça a conciliação bancária com a ContaAzul
Como vimos neste artigo, a conciliação bancária é um processo fundamental de gestão financeira em qualquer empresa. Ao baixar a nossa planilha, você dá um passo importante para cuidar melhor do dinheiro do negócio. Mas é possível ir além.
 
A conciliação bancária na ContaAzul é facilitada pela integração entre diferentes módulos do sistema de gestão online, garantindo que o saldo corresponda ao esperado e que você saiba exatamente o que é cada item do extrato, que contas foram ou não pagas e, assim, agir rapidamente para evitar prejuízos. É praticidade e segurança em uma só ferramenta.
 
 
 
Fonte: ContaAzul
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Contas pessoais + contas da empresa = problemas, na certa! Saiba por que e como separar

Contas pessoais + contas da empresa = problemas, na certa! Saiba por que e como separar
 
 
Uma das principais regras de finanças empresariais é a separação das contas da pessoa física e da pessoa jurídica. Não é por acaso, a maior parte dos negócios que fecham por problemas financeiros não seguem esta regra.
 
Sabemos o quanto é difícil gerir um negócio pelo empreendedor, e muitas vezes essa mistura não é observada e nem corrigida. O que acaba sempre gerando mais problemas.
 
Fica uma percepção que a empresa não gera lucro e que o sócio não ganha nada da empresa, o que pode ser somente uma enorme confusão e falta de controle.
 
Seus efeitos são ainda piores quando não se há um controle financeiro que indique essa situação, trazendo outros riscos para a empresa, como problemas fiscais e ainda descaracterização da personalidade jurídica.
 
1. Problemas em misturar contas pessoas e contas da empresa
As vezes nem nós nos damos conta de que pequenas ações podem gerar enormes problemas. Sabe aquele boleto da escola do seu filho que você paga pela empresa? Pois bem, estou falando dele mesmo.
 
Pode parecer cômodo fazer isso, pagar suas despesas pessoais, tão cômodo que com certeza se você não tiver disciplina e controle isso se tornará um hábito rotineiro. O problema disso é que não perceberá com o tempo e isso levará para uma cilada financeira.
 
Vamos entender os principais problemas desta salada de contas na vida da empresa:
a- Perda do controle financeiro da empresa
É, parece que não, mas isso irá acontecer. Pagando suas despesas você não terá mais o controle do resultado que sua empresa realmente está gerando.
 
O pior, você poderá ter a visão de que a empresa não tem lucros e tomar uma série de decisões erradas por conta disso.
 
É comum ficar a impressão que o sócio não retira nada da empresa, quando na verdade existe uma saída constante não percebida.
 
b- Não ter visibilidade dos gastos
A partir da perda de controle sobre as finanças, uma tarefa importante do empreendedor que é entender e controlar os gastos, será totalmente prejudicada.
 
O empresário na tentativa de produzir resultados poderá cortar gastos essenciais da empresa, aqueles que certamente poderiam ajudar a empresa a crescer mais.
 
c- Poderá gerar problemas na Receita Federal
Esses gastos pessoais na empresa, se não registrados, não farão parte dos rendimentos do empreendedor. Isso chamará atenção da Receita Federal que possui várias formas de confrontar a informação.
 
Isso levará a uma situação de malha fina, com uma situação de “rendimentos de trabalho disfarçadas”.
 
A provável consequência é o arbitramento de tributos, que poderiam ser melhor planejados pelo Contador, reduzindo encargos. Para isso, é muito importante o registro correto da despesa. No arbitramento é sempre mais caro e com mais impacto para o empreendedor.
 
d- Nunca haverá planejamento de ambos os lados
Agora algo importante: A capacidade de planejamento financeiro seu e da empresa ficará comprometido.
 
Você não se planejará pois sempre haverá o caixa da empresa, mas o pior é a empresa nunca se planejar.
 
Então ficará difícil compor caixa para investimentos, e é ainda possível que a empresa fique endividada e utilize dinheiro mais caro através de empréstimos.
 
Isso prejudicará a sua própria capacidade de gerar mais renda no futuro.
 
e- A confusão patrimonial poderá descaracterizar a empresa e atingir seus bens
Será que consegui convencer que é um péssimo negócio essa confusão de contas? Se sim, a sua dúvida agora deve ser: “Ok, mas o que eu recebo como sócio?”
 
Existem três fontes de rendas que um sócio pode retirar da empresa: Pró-labore, Lucros e Dividendos e Alugueis. Vamos ver cada um.
 
Pró-Labore: Se você tem em sua empresa uma fonte de trabalho e renda, o pró-labore é o rendimento sobre o trabalho do sócio. Ele deve ser definido de acordo com a capacidade da empresa e do valor que os sócios esperam receber pelo trabalho. Temos um Guia Completo sobre esse tema, comentando inclusive de sua obrigatoriedade.
Lucro e Dividendos: As sobras da empresa, após todos os custos e despesas (incluindo o pró-labore) são os lucros de seu negócio. Eles podem ser distribuídos entre os sócios, e a boa notícia é que não se desconta IR ou paga-se INSS para isso.
Alugueis: Isso mesmo, os sócios de uma empresa podem receber alugueis. Pense em uma situação, um sócio de uma empresa de transporte que colocou o seu caminhão próprio para ser utilizado na empresa. Esse caminhão é pessoal, e para evitar a própria mistura e problemas com isso, pode se firmado um contrato de aluguel. Mas atenção pois existe IR neste caso.
 
Ponto Fundamental: Defina previamente os rendimentos entre os sócios
Um ponto fundamental disto tudo é fazer um acordo inicial entre os sócios sobre a retirada. Esse é um dos principais problemas de uma sociedade, principalmente quando há sócios que atuam trabalhando e outros que são investidores.
 
Em algumas situações, os sócios discordam sobre o que é justo ou não sobre as retiradas. O ideal é que antes de iniciar o negócio, se defina o que cada sócio receberá pelo seu trabalho e como se dará a divisão de lucros. Isso evitará muitos problemas.
 
 
2. Como separar de vez as contas da PF com a PJ
Agora chegou o momento de você mudar a história de sua empresa e dessa salada de frutas da mistura entre contas pessoais e da empresa. Vamos as dicas:
 
a- Utilize contas bancárias separadas
Muitas vezes o empreendedor utiliza a sua própria conta pessoal para iniciar a empresa. Então se queremos dar um fim nisso, temos que ter uma conta para a empresa e outra diferente para o sócio.
 
O custo de uma conta bancária não pode ser mais impeditivo, pois com o advento das Fintechs existem diversas soluções mais em conta que podem ser utilizadas, saiba mais sobre isso em Como as Fintechs podem ajudar o seu Negócio a Crescer.
 
b- Mude a titularidade das contas empresariais
Um problema recorrente é o sócio pagar as contas da empresa e por isso achar correto pagar as suas pela empresa. Temos que eliminar essa situação.
 
Peça um cartão de crédito corporativo para as pequenas despesas, como estacionamentos, combustíveis, pequenas compras. Assim nunca mais utilize seu cartão pessoal.
 
Outra questão, mude as contas de luz, água, telefone, internet para o nome da empresa. É ela que utiliza então ela deve gerar receita para pagar essas despesas.
 
c- Defina a retirada dos sócios
Falamos sobre os rendimentos dos sócios, mas a sua empresa também deve definir uma forma organizada de pagar os sócios.
 
Determine as datas do pró-labore e a periodicidade dos lucros. Não é uma boa prática pagar lucros mensalmente, isso pode ser encarado como pagamento de trabalho disfarçado de lucro.
 
Defina eles de forma anual, semestral ou até trimestral. Garanta também que o seu Estatuto ou Contrato Social permita fazer isso nesta periodicidade. Normalmente no contrato é anual.
 
d- Não use o caixa, mas se usar, classifique corretamente
Bem, queremos que você não misture as contas, mas pode ocorrer em uma emergência ou em uma situação não prevista.
 
Se isso acontecer você deve classificar essa conta como retirada de sócios. Isso permitirá ter visibilidade do que de fato é despesa da empresa e o que é retirada do sócio.
 
Com isso, acabará a sensação de que o sócio nada retira da empresa e a empresa não produz lucro suficiente. Ok?!
 
3. Tenha um controle Financeiro na sua Empresa
 
Conclusão
Gerir uma empresa é muito difícil e as vezes negligenciamos algumas boas práticas. Entre elas, a separação das contas da pessoa física da pessoa jurídica. Sem essa separação pode existir a percepção que a empresa não gera lucros e que o sócio não recebe rendimentos.
 
Além disso, vários problemas podem surgir e atrapalhar o crescimento da empresa. O ideal é que se defina entre os sócios os rendimentos que podem ser pró-labores, lucros ou alugueis.
 
Separar as contas também não é difícil. É preciso ter disciplina e criar contas bancárias separadas, mudar o nome das titularidades, definir um processo de pagamento de sócios e classificar corretamente despesas.
 
Não se esqueça de fazer o essencial controle fluxo de caixa e de sempre contar com um contador parceiro para o seu negócio.
 
 
 
Fonte: Capital Social Contabildiade
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Por que você deve separar as finanças da empresa das pessoais?

Por que você deve separar as finanças da empresa das pessoais?
 
 
Separar as finanças da empresa das pessoais é vital para que o negócio prospere, caso contrário, existe o risco de criar confusões no caixa, gerar dificuldades de avaliação sobre o real estado econômico da companhia e ainda ter problemas com o fisco.
 
Para evitar isso, deve-se buscar meios de isolar o que é seu do que é do empreendimento, ação essa que deve ser feita tanto em relação às receitas quanto em referência às dívidas e obrigações. A orientação vale para gestores, investidores e empreendedores, que são os que costumam ter contato direto com o capital da empresa.
 
Adiante, explicamos como você pode fazer isso e ainda listamos algumas dicas para melhorar a gestão e o planejamento financeiro do seu negócio. Não deixe de conferir!
 
 
Qual é a importância de separar finanças da empresa das finanças pessoais?
 
Separar as finanças da empresa do que você precisa para adquirir bens, pagar contas ou mesmo do seu salário é fundamental para evitar descompassos na gestão econômica da companhia. Afinal, tirar dinheiro do bolso ou pegar recursos do caixa prejudica o empreendimento porque mascara seus resultados.
 
Em outras palavras, essas atitudes podem passar a impressão de que ele está no azul, quando apresenta prejuízo, ou que se encontra em dificuldade econômica quando, na verdade, está gerando lucro.
 
Também é possível evitar a perda de controle econômico e a falta de visibilidade em relação à realidade interna dos gastos da empresa. Isso significa que, no final do mês, você saberá melhor se a empresa bateu as metas, obteve ganhos, gerou muitas despesas etc.
 
Outro risco é com relação à fiscalização, já que confusões geradas por conta dessa mistura de pessoal e empresarial podem passar a impressão de que há irregularidades na companhia, como tentativas de ocultar recursos. Consequentemente, sua organização pode ser multada e ainda sofrer outras sanções previstas em lei.
 
Você também pode ficar impossibilitado de conseguir financiamento de terceiros com instituições financeiras ou mesmo potenciais investidores devido a incoerências nos controles e demonstrativos da sua empresa. Isso pode ocasionar a perda de oportunidades, dificuldades de expansão por falta de capital de giro e estagnação do negócio.
 
 
Qual é a forma correta de gerir o dinheiro que entra na empresa?
 
Não existe bem uma forma correta de gerir o dinheiro que entra na empresa, mas há dicas que podem ajudar a organizar as finanças e otimizar o gerenciamento de receitas e obrigações. Veja algumas:
– Faça o controle de fluxo de caixa — esse instrumento serve para organizar as entradas e saídas de valores no seu negócio;
– Monte reservas financeiras — lembre-se de juntar fundos em momentos de prosperidade para, caso passe por crises, você consiga superá-las com mais facilidade. As reservas devem ser tanto da empresa quanto pessoais, pois isso evita que você pegue dinheiro do empreendimento em um apuro;
– Adote indicadores financeiros — esses instrumentos fornecem informações mais concretas para você basear suas decisões econômicas, uma vez que retratam, em forma de números, os resultados e o desempenho da empresa.
 
 
Como separar as contas da empresa das pessoais?
 
A primeira coisa que você pode fazer é limitar seu acesso ao caixa da organização, estipulando períodos determinados para isso. Também procure separar todos os cartões de crédito e de débito, além das contas bancárias que são suas das que são da empresa.
 
Essa ação é fundamental para que você consiga se disciplinar, já que é mais fácil se perder em relação ao que é seu e ao que é do empreendimento quando os meios de movimentar recursos são os mesmos.
 
Encarregar um ou mais funcionários de sua confiança para gerir os montantes do negócio e realizar o acesso junto a você é outra solução, já que precisará convencê-los da necessidade de tirar ou incluir uma quantia. O mesmo pode ser feito com um contador, que deverá ser seu aliado enquanto você se organiza para deixar as duas contas devidamente separadas.
 
Lembre-se, ainda, de adotar ferramentas de gestão financeira que otimizam o controle das finanças e facilitam a administração dos recursos da empresa. O melhor é um sistema ou aplicativo, já que planilhas podem gerar confusões à medida que aumenta o volume de dados registrados. Essa prática, inclusive, pode gerar resultados já no curto prazo, o que é algo positivo e gera motivação para manter a disciplina.
 
 
Qual é o papel do pró-labore?
 
Para parar de pegar o dinheiro da empresa com o objetivo de cobrir gastos pessoais, lembre-se de definir um pró-labore que atenda às suas necessidades. Esse é o nome dado ao “salário do empresário”, ou seja, o rendimento efetivo que você receberá mensalmente da sua organização pelos serviços que você presta a ela (gestão).
 
No entanto, seja realista e tome cuidado para não tirar mais do que a empresa é capaz de fornecer — e, por consequência, fazê-la passar por apertos financeiros. Uma dica é estipular o valor a receber com base na média que é paga no mercado para o tipo de cargo que você ocupa (normalmente de liderança).
 
 
Como se organizar financeiramente para ver a empresa crescer?
 
Além de seguir as dicas acima para ter dinheiro para investir na inovação e ampliação da sua empresa, é importante contar com um modo de conseguir recursos para aproveitar oportunidades de crescimento. Uma dica é o empréstimo coletivo, uma alternativa de crédito mais viável e menos custosa do que as opções tradicionais do mercado.
 
Ele é concedido por meio de uma plataforma tecnológica que aproxima pessoas interessadas em aplicar recursos (investidores) de empreendedores que necessitam de capital. Eles, por sua vez, podem aplicar o montante obtido em reformas em seus empreendimentos, melhorias nas instalações ou mesmo expansão das operações de suas empresas.
 
Além disso, busque formas de se capacitar na área, prezando por uma boa educação financeira. Também lembre-se de estabelecer objetivos e metas pessoais e empresariais, que devem ser claros e realistas. Dessa forma você poderá buscar meios para alcançá-los, o que geralmente envolve se organizar melhor economicamente e separar finanças da empresa das suas contas pessoais.
 
Agora que você já sabe sobre como se organizar melhor do ponto de vista econômico e consegue separar as finanças da empresa das contas pessoais, que tal descobrir qual é a importância de um fluxo de caixa para o seu negócio?
 
 
Fonte: biva.com.br
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Quais as Vantagens e Desvantagens do Lucro Real?

Quais as Vantagens e Desvantagens do Lucro Real?
 
No Lucro Real, a tributação Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) – e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), se dá mediante a apuração contábil dos resultados, com os ajustes determinados pela legislação fiscal.
 
A base de cálculo do imposto, determinada segundo a lei vigente na data de ocorrência do fato gerador, é o lucro real correspondente ao período de apuração.
 
Em tese, esta é a forma de tributação mais justa, por atender à característica mais expressiva do imposto sobre a renda das pessoas jurídicas, que é a incidência sobre o resultado efetivo (receitas menos despesas), e não sobre um resultado teórico (como no caso do Lucro Presumido).
 
Porém, devido à burocracia fiscal exigida pelo Lucro Real, muitas empresas e profissionais da área tributária acabam acomodando-se a formas mais simples de apuração do imposto (Lucro Presumido ou Simples Nacional).
 
De fato, para uma empresa com pequeno faturamento, os custos burocráticos para os controles exigidos pelo Lucro Real tendem ser maiores que os tributos apurados (IRPJ e CSLL). Em tese, tais empresas, quando a legislação do Imposto de Renda o admite, deveriam optar ou pelo Lucro Presumido ou pelo Simples Nacional.
 
Mas a grande maioria das demais empresas, mesmo as pequenas, deveriam estar atentas às possibilidades que o Lucro Real permitem ao Planejamento Tributário, já que nossa legislação não veda a escolha da forma de tributação, salvo em relação ao valor da receita bruta e/ou de determinadas atividades.
 
Por exemplo: empresas capitalizadas podem deduzir, na apuração do Lucro Real, os juros calculados mediante a TJPL sobre o capital próprio. A tributação destes juros (15%) é menor que a tributação do IRPJ (15 a 25%) e da CSLL (9%).
 
 
Assim, as principais vantagens para opção pelo Lucro Real, são:
 
1. Tributação tecnicamente mais justa, sobre os resultados (e não sobre uma base faturamento, como no Lucro Presumido);
 
2. Aproveitamento de créditos do PIS e COFINS (especialmente interessante para empresas que tem menores margens de comercialização);
 
3. Possibilidades de utilização de dezenas de formas de planejamento tributário;
 
4. Compensação de eventuais prejuízos fiscais existentes.
 
 
As desvantagens seriam:
 
1. Maior ônus burocrático, pela necessidade de controles e acompanhamentos fiscais e contábeis especiais;
 
2. Incidência do PIS e COFINS às alíquotas mais altas (mas permitindo os créditos estipulados na legislação).
 
 
Fonte: guiatributario.net
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Mudanças nas IFRS exigem preparo das empresas

Mudanças nas IFRS exigem preparo das empresas
 
 
Sua empresa está preparada para as constantes alterações das normas internacionais de contabilidade? As mudanças nas IFRS requerem atenção por parte das companhias abertas e fechadas, uma vez que devem ocorrer de forma constante nos próximos anos.
 
Já em janeiro de 2018 entram em vigor a IFRS 9 completa e a IFRS 15. A primeira diz respeito às novas regras de contabilização, fiscalização e apresentação dos Instrumentos Financeiros. Já a IFRS 15 é relativa ao reconhecimento de receitas com os clientes.
Para 2019 está prevista a IFRS 16 que trata do arrendamento mercantil. As mudanças não param por aí. A IFRS 17, sobre contratos de seguros, tem sua vigência programada para 2021.
 
As contabilidades das empresas devem estar preparadas para essas mudanças nas IFRS e adequações. Entre as alterações aguardadas no decorrer dos próximos anos estão três pilares de trabalho:
 
– Comparabilidade das demonstrações financeiras:
Uma das alterações refere-se aos fundamentos para o Ebit – Lucro antes dos Juros e Tributos, e Ebitda – Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, que necessitam de padronização.
 
De acordo com a conselheira da Fundação de Apoio ao Comitê de Pronunciamentos Contábeis – FACPC, Doris Wilhelm, atualmente podem ocorrer diferenças nos processos de Ebits. “Tivemos uma situação de três Ebits diferentes com critérios distintos em uma mesma demonstração financeira”, declarou.
 
Isso pode ocorrer porque no Brasil, a instrução n° 527 da CVM já constitui parâmetros para o cálculo do Ebitda e do Ebit, mas que as empresas podem relatar um indicador de critério próprio, e ainda alguma outra forma de cálculo que atenda internacionalmente às agências de rating (classificação de risco de crédito) e detentores de dívida (bonds).
 
 
– Revisão de Disclosure Iniciative:
É referente ao processo de divulgação de informações financeiras de forma transparente. O documento deve ser mais bem formulado. As reclamações dos investidores apresentadas são desde o excesso de informações à falta de conteúdo.
 
 
– Taxonomia:
Nesse caso, as companhias brasileiras negociadas em Nova York terão que prestar contas à Comissão de Valores dos Estados Unidos até setembro de 2018 de forma eletrônica. No Brasil, as informações são prestadas à Comissão de Valores Mobiliários no formato PDF. Essa alteração também deve ser implantada na Europa até 2021.
 
 
 
Fonte: BLB
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Qual a importância do nome da sua empresa?

Qual a importância do nome da sua empresa?
 
Muitas pessoas não sabem da importância que o naming, processo de criação do nome de uma empresa, serviço ou produto, tem dentro de uma estratégia corporativa. A escolha de um bom nome pode fazer com que o desenvolvimento de uma marca seja acelerado em anos e que ela cresça mais rapidamente. Em um projeto de branding, o nome, que, juntamente com o tom de voz e o slogan, faz parte da identidade verbal, pode iniciar o processo de posicionamento de uma marca e contar ao público quais são seus diferenciais. É importante perceber que um nome criado de forma adequada pode determinar o curso de uma marca. Assim, é de suma importância que o nome escolhido esteja em consonância com os valores da empresa, que transpareça sua história e, especialmente, que vislumbre seu futuro. Bem como a essência, um nome não deve ser.
Noticia_Importancia_Nome_Sua_Empresa_2017
 
Um nome criado de forma adequada pode determinar o curso de uma marca, ele não é fruto de uma tentativa de descrição do produto ou serviço oferecido, mas sim do espírito, da personalidade da empresa, e o que intrinsecamente a diferencia de qualquer outra, porque isso é o que vai ligar a marca emocionalmente a todos aqueles que entrarem em contato com ela. Para a criação de um nome é também preciso pensar diferente, pensar grande, ir além do dicionário e considerar que empresas como Google e Flickr não se prenderam a padrões de linguagem; que a Blackberry e a Apple foram à contramão do convencional; e que todas essas são referências em seus setores. Com opções de nomes disponíveis cada vez mais escassas, o diferencial do nome da sua marca pode ser o inesperado, o incomum, o extraordinário, sendo crucial manter-se aberto para todas essas possibilidades.
 
Criar um nome não é algo simples de se fazer: requer muita pesquisa e conhecimentos específicos, entre eles o de linguística. Antes de escolher o um nome para a sua marca, lembre-se que ele deve ser curto, simples, memorável, fácil de pronunciar, ler e escrever, visualmente interessante, de fácil busca na internet, possuir conceito e ser original (distintivo/não convencional), estratégico (traduzir os atributos e posicionamento da marca), deve gerar associações positivas, atemporal (além da moda), e é claro legalmente protegível. Só através de muitas pesquisas, análises e tentativas (inúmeras delas) que se chegará a um nome que vai fazer com que uma marca não se torne mais uma no mercado, mas que se destaque e seja lembrada como autêntica e única.
 
 
 
 
Fonte: Administradores (Autor: Lucas Saad)
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma