Como criar uma cultura de melhora contínua da segurança?

Os recentes ataques às redes das empresas de saúde Anthem e na Premera Blue Cross são os estudos de caso mais recentes que demonstram a convergência necessária de TI com as operações de segurança. Esse é um dos exemplos que os profissionais de segurança deveriam divulgar para mostrar o que pode acontecer com uma rede.

A equipe de operações de rede pode ser o melhor recurso do departamento de segurança, pois é ela que vai ajudar a entender melhor as operações de segurança de uma empresa, algo que as soluções tradicionais de segurança e práticas recomendadas não conseguem oferecer sozinhas. Conseguir entender o que é uma atividade “normal” da rede é fundamental para a identificação rápida de atividades suspeitas que apontam para um invasor malicioso, de dentro ou de fora da empresa, ou causadas por erro de um funcionário inocente que acabou resultando em roubo, perda ou vazamento de dados.

Preencher o hiato entre o Centro de Operações da Rede (NOC) e o Centro das Operações de Segurança (SOC) não é só um desafio em termos de tecnologia, mas também organizacional. Para promover essa colaboração é preciso: eliminar os silos que separam os sistemas e o pessoal, criar equipes comuns de resposta a emergências compostas por pessoal da área de operações de rede e de segurança e implantar um plano a longo prazo para aprimoramento constante dos processos e treinamento.

Em um organograma típico de TI, o departamento de operações de rede é responsável por garantir o desempenho do sistema e a disponibilidade das informações, enquanto o de segurança das informações protege os sistemas e grupos de informações contra ameaças. Entretanto, a série de brechas/ameaças sofisticadas contra grandes empresas nas áreas de Varejo, Serviços Financeiros e Saúde, no ano passado, mostram que haverá uma mudança.

Na maioria dos casos, as empresas nem percebem que foram invadidas até que um terceiro avise. A própria Anthem descobriu a invasão quando um administrador de banco de dados notou que alguém havia iniciado uma consulta usando a sua conta. Mas o invasor já havia passado seis meses em silêncio roubando informações.

O mais importante para qualquer empresa é a necessidade de avaliar sua habilidade de detectar atividades na rede que possam indicar violação de dados. Essa capacidade é reduzida pelo fato de que as operações de segurança e da rede normalmente acontecem em silos. Isso significa que a vulnerabilidades de segurança precisam ser tratadas duas vezes: uma pela equipe do SOC e depois pela equipe do NOC, que não consegue identificar a ameaça. Além disso, a maioria dos sistemas e aplicativos opera dentro dos seus silos e não se comunica entre si. Por esse motivo, TI não consegue agilizar e automatizar o compartilhamento de informações nem correlacionar os eventos entre as vulnerabilidades de segurança e os problemas de desempenho.

O primeiro passo para superar esse obstáculo organizacional é reconhecer o valor da equipe de rede nas operações de segurança. Eles têm visibilidade e acesso a dados forenses que simplesmente não existem em outras partes de uma empresa. Uma vez que a liderança reconheça isso, é só começar a utilizar as ferramentas e processos para integrar os recursos da rede aos processos de segurança. Parece simples, mas é muito importante entender claramente o que é uma situação normal para impedir atividade potencialmente nociva na sua rede.

As equipes de segurança devem trabalhar para usar os investimentos da equipe de rede em agentes de captura de pacotes, analisadores de pacotes, origens de fluxo de rede e monitoramento do desempenho de profunda inspeção de pacotes. Normalmente eles podem ser bem integrados em um sistema de Gerenciamento de Eventos de Incidentes de Segurança (SIEM) para visibilidade com alta fidelidade e rápida visualização de problemas para uso forense.

A brecha na Premera serve como aviso para os profissionais de segurança da informação, que unindo forças com a equipe de rede, não se descuidem da necessidade de continuar com a tradicional diligência devida. A Premera não instalou os patches de segurança mais recentes, deixando assim a porta aberta para os invasores.

Uma Mudança de Cultura

Com o objetivo de promover a colaboração, as funções e responsabilidades devem ser claras dentro das equipes do NOC e SOC, com o devido suporte de apoios ativos. No entanto, não basta apenas documentar, você tem que usá-los, analisar os principais pontos fracos e melhorá-los sempre. As equipes conjuntas de resposta a emergências possibilitam maior visualização, maior conhecimento do ambiente, coleta mais rápida de dados, análise mais detalhada e, obviamente uma postura mais sólida com relação à segurança das informações. Identifique e indique um líder forte que consiga comandar mesmo as equipes e moldá-las como um grupo coeso, comprometido com a melhoria contínua e não só com a conformidade.

*João Paulo Albuquerque Melo é gerente geral da Riverbed do Brasil

Fonte: http://computerworld.com.br/
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Microsoft libera atualização gratuita do Windows 10

A Microsoft liberou hoje (29) a última versão de seu sistema operacional, o Windows 10, em 190 países. A atualização gratuita está disponível para usuários de Windows 7 ou 8.1.

Quem já possuía os requisitos mínimos para os sistemas antigos deve rodar o SO tranquilamente. É preciso ter processador de 1 GHz, 1GB de memória RAM (2GB para a versão de 64 bits) e pelo menos 20GB de espaço livre no HD.

Segundo a Microsoft, a atualização deve levar entre 30 a 45 minutos, sem contar o download do arquivo de 4 a 5GB. E como a novidade foi lançada hoje em muitos países, é preciso ser paciente para baixar todos os dados.

Ainda de acordo com a companhia, as empresas receberão o sistema apenas em 1º de agosto. Algumas das novidades mais esperadas pelos usuários do Windows 10 são a assistente pessoal Cortana, o novo menu iniciar e o navegador Edge, que também estreia junto com a atualização.

Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia
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Prepare-se: Lançamento do Windows 10 deve afetar tráfego na Internet

A Microsoft deve somar mais um recorde ao seu currículo essa semana. A expectativa é que o lançamento (e consequente distribuição) do Windows 10 atinja patamares até então inalcançados em termos de tráfego de internet essa semana. “Será, facilmente, o maior volume trafegado em um dia/semana”, projetou Dan Rayburn, analista da Frost & Sullivan, sobre o acontecimento.
“A menos que não haja apelo e as pessoas não atualizem o sistema operacional tão rápido quanto o esperado, o software vai criar sérios problemas em termos de experiência de usuários”, advertiu o especialista. “Espere downloads lentos por dias, não horas. A qualidade pode deteriorar-se muito rapidamente e permanecer ruim por um longo tempo”, adicionou.
A versão final do Windows 10 chegará aos membros do programa Insider na quarta-feira (29/07). Para os demais usuários, a Microsoft afirmou que o sistema operacional chegará em ondas de lançamento. Não há muita clareza sobre como esses grupos serão divididos e estarão aptos à atualização.
A fabricante também planeja dispositivos com um upgrade pré-carregado para usuários das versões 7 e 8.1 que “reservaram” a nova edição do software. Dessa forma, apenas após alguns recursos de pré-requisitos serem silenciosamente carregados no aparelho que a companhia irá disparar um alerta sinalizando que a máquina está pronta para o processo.
A entrega escalonada e o pré-carregamento pode aliviar um pouco o congestionamento, concordou Rayburn, mas ele está confiante de que ainda haverá problemas e atrasos. “O volume total é tão alto… que impactará na oferta, sendo impossível simplesmente dobrar a capacidade de rede”, respondeu, quando questionado sobre o rollout em ondas.
De acordo com o analista – e baseado em conversas que ele disse que teve com algumas fontes – a Microsoft reservou cerca de 40Tbps (terabits por segundo) de capacidade para múltiplas entregas de conteúdo pela rede (CDN, na sigla em inglês), recorrendo a serviços de empresas como Akamai, EdgeCast, Level 3 e Limelight Networks. A ideia é que isso suporte a distribuição do Windows 10.
Em comparação, no lançamento do iOS 8 ano passado, a Apple reservou aproximadamente 3Tbps. Metade dos acessos ocorreu dentro de duas horas depois do anúncio. O pico ocorreu a noite. Outro grande evento da companhia fundada por Steve Jobs, incluindo algumas apresentações ao vivo transmitidas pela web, registraram picos de 8Tbps, de acordo com Rayburn.
“Foi um dos eventos de maior escala”, reiterou James DeMent, diretor de serviços da Akamai, sobre o anúncio feito por Tim Cook, em setembro de 2014. “O Windows 10, com o número de dispositivos elegíveis, e possível demanda, tem o mesmo tipo de apelo”, adicionou.
O volume massivo de tráfego simultâneo, e a Microsoft se precavê reservando 13 vezes o volume total da Apple no lançamento do iOS, deve chacoalhar muitos provedores de serviços de internet (ISP). Pode, assim, haver problemas na capacidade de interconexões entre prestadores e operadoras resultante do volume.
Para manter uma qualidade aceitável do serviço (QoS) para seus clientes, dos quais nem todos estarão buscando o Windows 10, mas streaming de áudio ou vídeo ou simplesmente navegar na Web, ISPs adotarão uma “taxa limite” para download do Windows 10, comentou Rayburn. Em outras palavras, embora alguém possa ter 40Gbps (gigabit por segundo) de conexão, talvez não atinja essa velocidade na atualização do sistema operacional.
O analista afirma que a fabricante seria incapaz de ampliar essa capacidade ou atender totalmente a necessidade uma vez que trata-se de um evento de massa com uma oferta gratuita. Os fornecedores de infraestrutura, ainda, estariam hesitantes em disponibilizar mais capacidade e afetar outros clientes.
Embora a estratégia de lançamento em “ondas”, o contingente impactado deve retardar o tempo de atualização do sistema operacional a muitos usuários e a própria internet, de maneira geral. “Nunca usamos o termo ‘quebrou a internet’ – apesar de muitas pessoas usarem a expressão quando a conexão não funciona. Mas, com o volume de downloads esperados e a capacidade reservada pela Microsoft, acredito que a web enfrentará problemas reais de desempenho nos próximos dias”, comentou Rayburn.
A Akamai, que o analista da Frost & Sullivan acredita que responde pela maior fatia de responsabilidade na distribuição da nova versão do sistema operacional, preferiu não comentar o assunto de maneira explícita. Mas DeMent concordou em tratar o assunto de forma geral. “Se algo não for configurado ou preparado corretamente, pode, sim, derrubar a rede”, reconheceu.
Quando indagado sobre a abordagem de entrega escalonada e o pré-carregamento, o executivo notou que é uma postura usada quando grandes quantidades ou tipos específicos de conteúdo são movimentados pela internet.
“Ninguém quer esperar 24 horas para baixar alguma coisa”, enfatizou DeMent, “e o pré-carregamento é uma tática que os proprietários de conteúdo usam para tentar gerenciar o ambiente. Você não pode jogar dinheiro em ampliar a conexão”, afirmou, referindo-se ao fato de que nem todo mundo tem uma acesso de 100 Gbps.

Fonte: http://computerworld.com.br/prepare-se-lancamento-do-windows-10-deve-afetar-trafego-na-internet

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Nove notícias para ficar por dentro do lançamento do Windows 10

Falta pouco. A versão final do Windows 10 chega ao mercado no dia 29 de julho de 2015. Usuários das versões 7 e 8.1 que se cadastraram para a “reserva” do software poderão fazer o download do novo sistema operacional da Microsoft dentro de poucos dias. Nessa reta final, separamos nove notícias publicadas ao longo dos últimos meses na Computerworld Brasil para quem quer estar preparado para a chegada da plataforma.
1. Microsoft disponibilizará Windows 10 em “ondas”. Usuários das edições Enterprise e Education, disponíveis somente para clientes com licenciamento de volume, terão acesso ao software a partir de 1º de agosto.
2. Sistema operacional também virá em pendrives. Versão do produto já está em pré-venda na Amazon, mas só será enviado no final de agosto.
3. Upgrade será gratuito apenas no primeiro ano. A Microsoft confirmou que usuários das versões 7 e 8 do sistema só poderão fazer a atualização grátis do software nos 12 primeiros meses após seu lançamento.
4. Sistema operacional terá dez anos de suporte. Windows terá suporte “mainstream” até 13 de outubro de 2020. E, depois disso, receberá mais cinco anos de suporte “estendido”, até 14 de outubro de 2025.
5. … mas o suporte só começará a contar quando cliente usar sistema. Fabricante pretende acabar com modelo tradicional, que contava com datas de aposentadoria definidas.
6. Fato ou ficção? Separando mitos e verdades sobre o Windows 10. Chegou o momento de esclarecer alguns rumores sobre o novo sistema operacional da Microsoft, que chega ao mercado no dia 29 de julho.
7. Nove motivos para não migrar para o Windows 10 (por enquanto). Muitos usuários estão ansiosos para o lançamento do sistema operacional, mas esperar alguns meses pode não ser uma má ideia. Listamos os motivos para que você espere um pouco mais para fazer esse processo.
8. Windows 10 não salvará vendas de PCs em 2015, projeta Gartner. Segundo consultoria, chegada do novo sistema da Microsoft só deve impulsionar mercado no ano que vem. Mas isso pode mudar no ano que vem.
9. Upgrade gratuito do Windows 10 derrubará vendas de PCs, projeta IDC. Segundo analistas da consultoria, vendas de computadores devem cair 6,2% em 2015, mais do que no ano passado.

Fonte: http://computerworld.com.br/nove-noticias-para-ficar-por-dentro-do-lancamento-do-windows-10

As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.