eSocial reforça necessidade de investimento em tecnologia

eSocial reforça necessidade de investimento em tecnologia
 
 
A curva de adoção de tecnologia pelo RH geralmente é menor que a de outras áreas da empresa, no entanto, os avanços proporcionados pela transformação digital podem ajudar os profissionais da área a lidar com a lentidão de uma série de processos que exigem atividades manuais, como a checagem de documentos, por exemplo, não apenas para o eSocial, mas também para atender às demandas dos funcionários e dos negócios por mais agilidade.
 
Dados apurados pelo IBOPE e divulgados em uma reportagem do Valor no último ano mostram que mais de 80% dos entrevistados de um estudo do instituto acreditam que a adoção do eSocial vai forçar as empresas a investir mais em tecnologia no RH. Hoje, apenas 35% das empresas já estão com esse processo em andamento e cerca de 20% nem têm previsão.
 
Entre as tecnologias que devem trazer mais agilidade ao RH nos próximos anos, várias delas estão relacionadas à digitalização e à análise de documentos, que é um dos mais importantes para reduzir riscos e garantir a conformidade do RH da empresa em relação à legislação vigente. Dados divulgados este ano por um estudo da Deloitte revelam que apenas 31% dos entrevistados consideram que suas empresas estão prontas ou muito prontas para a robotização e a automatização, no entanto, 72% consideraram este tema como muito importante ou importante.
 
Tecnologias de digitalização como o OCR (Optical Character Recognition) dão mais agilidade às análises e, combinadas à robotização, podem reduzir consideravelmente o tempo necessário para a realização de tarefas como validação de currículos e dados de perfis de candidatos em relação às demandas de uma determinada vaga, por exemplo. Hoje um gestor de RH hoje pode levar de três a quatro horas executando essa tarefa de forma manual. Ao adotar a robotização, isso pode ser feito em apenas uma hora, liberando o profissional de RH para se ocupar com outros estágios da contratação e gestão dos talentos, como ações de engajamento, planejamento de sucessão e planos de desenvolvimento – áreas que vão impactar de maneira mais expressiva os resultados do negócio.
 
Por meio do OCR, tecnologia de digitalização que converte documentos físicos em dados legíveis que podem ser pesquisados e editados no computador, as empresas podem desonerar o RH na checagem manual de documentos, um processo fundamental diante das exigências do eSocial. Sistemas automatizados de gestão de documentos podem facilmente reunir de maneira automática todas as informações de um funcionário para exibir o status de sua documentação em minutos.
 
Além de dar mais agilidade aos processos diários, tecnologias de digitalização e robotização reduzem os riscos relacionados aos erros humanos e, consequentemente, os custos, especialmente quando falamos da análise de um grande volume de dados por meio de tarefas manuais e repetitivas. No caso do eSocial, por exemplo, um único erro pode ocasionar a parada do funcionamento do sistema.
 
A quantidade de documentos em papel produzida pelas empresas hoje aumenta 20% todos os anos, e o RH é responsável por boa parte desse volume, uma vez que a maioria dos processos desta área depende de documentos e a legislação exige que parte deles ainda tenha sua versão física mantida. Diante deste cenário, é fundamental que as empresas possam dar apoio à automatização de processos do RH, e o investimento em iniciativas de digitalização e robotização vai ser fundamental.
 
 
 
Fonte: Administradores (Autor(a): Juliana Trindade)
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Partiu Cloud Fiscal

Partiu Cloud Fiscal
 
Algumas modas em TI, assim como em outras áreas de gestão, tem muito a contribuir no aprimoramento das organizações das empresas. E quando tratamos uma tendência como modismo acabamos por misturar “alhos com bugalhos”. Modismos são processos e metodologias aplicáveis por pouco tempo para um público direcionado comercialmente ou para um público geral – minha interpretação do conceito postado na Wikipedia. Já a tendência está livre da efemeridade do modismo, portanto, tem-se no senso comum, que deverá durar e principalmente modificar os processos e hábitos de uma parte significativa ou de grande parcela da sociedade.
 
Estamos diante de uma nova revolução: a revolução da nuvem. Muito até aqui se fez pela computação aplicada. Várias entidades utilizam seus sistemas de computação para fazer gestão de empresas, especialmente na década de 1970 e 1980. Na década de 1990 houve o grande incremento de sistemas de gestão de mercado, os chamados ERPs – do inglês Enterprise Resource Planning. Estes sistemas tiveram seus antecessores em sistemas para fins específicos, tais como Folha de Pagamentos, Gestão de ativos, etc. Então nos primeiros anos deste novo século tivemos a proliferação de sistemas de gestão (ERPs) no mercado brasileiro.
 
Após a este verdadeiro compartilhamento de recursos e inteligências entre as empresas usuárias dos sistemas de mercado – o compartilhamento de recursos em apenas uma fábrica de software (sistemas) trouxe, em geral, redução de custos e colocou empresas concorrentes lado a lado no uso do mesmo sistema de gestão. As empresas perceberam que seus sistemas de gestão podem ser os mesmos e ainda assim seus dados serem distintos (dos concorrentes). Esta visão possibilitou que empresas trocassem seus sistemas e mantivessem a confiança nos resultados gerados.
 
Artigo que sou gentilmente citado pelo amigo Mauro Negruni
 
Estamos numa nova fronteira tecnológica. Agora além de compartilhar sistemas em locais distintos (cada empresa com seu ambiente) poderemos compartilhar também a infraestrutura para sustentação destes sistemas. Esta é uma notícia que vem tomando espaço nos meios de comunicação especializados. É também preocupação das pessoas em geral com suas cópias de segurança, fotos e outros arquivos dos computadores e smartphones. Onde estão estes dados? Como eu (e outras pessoas poderão ter acesso)? E se eu perder como recuperar? Várias outras dúvidas vem a cabeça dos cidadãos. No âmbito empresarial a dúvida toma outras proporções, todavia, a essência é a mesma.
 
Para os Fiscos, especialmente, a possibilidade de manter uma capilaridade do tamanho do país é ainda mais atraente. Veja-se o caso da nota fiscal eletrônica que possui emissão de norte a sul, em volumes consideráveis e o serviço permanece disponível em alta taxa. A quantidade de dados que “sobem” para o ambiente fiscal é gigantesca formando uma rica nuvem de informação. O Cloud Fiscal. Não são apenas os dados das notas fiscais eletrônicas, são também dados de transportes, contas de energia, água, gás canalizado, etc. Com a entrada gradual da NFC-e, a nota fiscal eletrônica do consumidor final (e do SAT-ECF) a gama de informações será maior e mais importante. Esta gama de informações, gostem ou não os contribuintes, estarão numa nuvem. Pode não ser uma nuvem pública que qualquer pessoa usa, como no caso do whatsapp ou outras redes sociais, mas uma nuvem privada dos Fiscos.
 
O compartilhamento de informações é o mais interessante e importante no caso do cloudfiscal: a possibilidade de que cada ator dentro do seu território possa atuar sobre informações partilhadas (que estão na nuvem fiscal) com outros atores. Por exemplo, os postos fiscais (ao longo das estradas, portos, aeroportos, e outras vias de transporte) podem registrar o trânsito de materiais e documentos fiscais cujo emitente ou destinatários não estão na sua jurisdição. A nuvem facilita muito esta colaboração, afinal funciona como um caixa eletrônico multibancos, onde é possível a partir de um ponto acessar bases de dados corporativas e liberar saques de forma segura.
 
Como muito bem disse o professor Edgar Madruga, que estará em Porto Alegre no dia 12 de maio, no Conexão SPED 2016, as bases do Cloud Fiscal já foram lançadas:
 
Com suas bases lançadas em 2011 pelo Encontro Nacional de Administradores Tributários Estaduais (ENCAT) e a Receita Federal do Brasil, aquilo que à época se convencionou chamar de “a segunda onda da Nota-Fiscal eletrônica” finalmente assumiu por completo as feições de “Cloud Fiscal”.
 
Enquanto o custo de operação na nuvem estiver favorável, então, manterá o impulso para uso desta tecnologia. A economia gerada é bastante significativa. As corporações não medirão esforços para que a onda do Cloud esteja ainda mais presente no dia-a-dia, pois estarão investindo menos em infraestrutura de TI.
 
Fonte: Decision IT
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

A importância da inovação nos processos de TI em 2016

A importância da inovação nos processos de TI em 2016
 
Embora tenha sido esperado com certo receio pela maioria das empresas, 2016 chegou trazendo com ele desafios que podem impulsionar mudanças realmente positivas para os negócios. Sabemos que o atual cenário econômico exige atenção e jogo de cintura para todo mundo. E por isso, a fim de conter custos, muitas empresas colocaram um ponto final no ano passado estabelecendo ações conservadoras, que trazem pouca – ou nenhuma – inovação para os negócios. Acredito que esse é um
grande equívoco que pode, inclusive, refletir em perda de boas
oportunidades.
 
Vou explicar melhor. Indo na contramão da retenção econômica, o mercado de tecnologia continua a todo vapor. As empresas perceberam que a multicanalidade veio para ficar e vêm apostando em soluções que permitem a criação de laços mais fortes com seus parceiros e consumidores. Soma-se a isso o crescimento da necessidade de se estabelecer pontes com públicos de interesse. Atribuir bons canais de relacionamento se tornou um diferencial competitivo e que visivelmente impacta os negócios. Ou seja, se pararmos para analisar, TI nunca foi tão estratégica como agora. Portanto, vale a pena deixar de lado
investimentos de uma área que pode gerar melhores resultados?
 
Por isso penso que inovação é a palavra-chave para quem quer crescer e se sobressair às intempéries do cenário econômico. Mesmo que a adoção de novas soluções e estratégias envolvam um investimento inicial, os benefícios que vêm a seguir compensam e tendem a trazer grandes ganhos para a organização, melhorando a produtividade interna – o que consequentemente reflete em diminuição de custos – e oferecendo melhores serviços aos clientes e parceiros.
 
Por falar em aumento da produtividade, esse com certeza é um dos tópicos mais abordados nos últimos meses pelas empresas. A adoção de estratégias que possibilitam operações mais rápidas, com linguagem prática e que não exigem a ampliação da força de trabalho para sua manutenção impactam diretamente os resultados. Acredito que sempre
devemos considerar que o investimento que deixamos de fazer por querer economizar pode ser o mesmo investimento realizado pela concorrência e que resultará no seu destaque no mercado.
 
Em meio a tudo isso, a retenção de clientes também aparece como uma importante meta para esse ano. Muitas verticais, como o varejo, mercado de créditos, entre outros, encontram-se em retração. Como fazer então para evitar que meus parceiros procurem fornecedores mais baratos? Além de inovar nos serviços oferecidos, como citei, penso que é fundamental apostar em estratégias que melhorem o relacionamento a partir de métricas que mostrem o real valor do serviço prestado.
 
Por fim, vale ressaltar que tempos de crise também podem representar uma oportunidade de crescimento. Tudo depende de como lidamos com as oportunidades e expectativas do mercado. As empresas devem, mais do que nunca, advogarem em prol de suas marcas. E a tecnologia com certeza é um forte aliado nessa jornada, que impacta diretamente os resultados e a
percepção dos clientes. Então, pesquise e avalie qual é a melhor
estratégia para inovar, surpreender e gerar melhores resultados para os negócios.
 
 
Fonte: http://www.jornalcontabil.com.br/ (Autor: CARLOS BERTHOLDI, PRESIDENTE DA AVAYA BRASIL)
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

O eSocial vai dar trabalho à internet

O eSocial vai dar trabalho à internet

Tudo indica que o eSocial passará a ser obrigatório a partir de setembro de 2016. Portanto daqui a exato um ano, e desde já, este tema deve fazer parte das preocupações do empresariado.
A questão é: conseguirá a Internet, o meio pelo qual os dados das empresas serão exigidos, dar vazão ao que está sendo solicitado pela Receita Federal do Brasil e demais órgãos que compõem o colegiado do eSocial envolvidos no projeto?

Até agora, nenhuma das versões dos manuais publicados orientando sobre o uso do eSocial (sendo o último divulgado em julho), trouxe previsões sobre quais procedimentos deverão ser adotados em situações de contingência. Se empresas que reclamam da demora ou da impossibilidade de gerar os documentos de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) por causa de falhas na conexão com a Internet, por exemplo, isso no eSocial será um grande transtorno.

O volume de dados exigido dos contribuintes pelo meio eletrônico é crescente e avança em ritmo superior ao das melhorias na Internet no país. Informações divulgadas na imprensa dão conta que num levantamento realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) mostrou que um documento de 3,8 gigabyte leva cerca de nove horas e meia para ser baixado por empresas brasileiras. A média mundial é de 4,5 megabytes por segundo e no Brasil é de 2,9 megabytes por segundo.

É neste ambiente que as empresas brasileiras vão operar. O volume de dados exigido pelo eSocial é muito grande. O sistema irá requerer que uma empresa de grande porte preencha mais de mil e quinhentos campos relativos a informações trabalhistas e previdenciárias. O volume de dados, em bytes, que essas obrigações irão gerar só será evidenciado quando a fase de teste do sistema iniciar, o que deve ocorrer ainda neste ano de 2015.
Diferente dos demais arquivos magnéticos exigidos dentro do projeto SPED, as informações deverão ser prestadas diariamente. Atrasos no envio doa dados serão penalizados com multas. A Resolução N° 1 do Comitê Diretivo do eSocial, publicada no Diário Oficial de 24 de julho de 2015, regulou os novos prazos que deverão ser seguidos pelas empresas para envio dos dados detalhados dos seus colaboradores. Informações relativas à folha de pagamento, por exemplo, terão de ser encaminhadas pelo eSocial até o dia sete do mês subsequente.

Caso não esteja disponível o acesso a Internet nesse dia, haveria de se ter planos alternativos para o cumprimento da obrigação fiscal acessória, assim como no Projeto de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), na qual existe a emissão de documento em contingência. Entretanto, não existe até o momento nada para atendimento alternativo apresentado pelo grupo de trabalho responsável pelo eSocial.

Na prática, as empresas terão de enviar aos órgãos públicos um volume maior de informações e em velocidade maior também, se comparado com o atual. A qualidade dessas informações terá de aumentar, pois equívocos serão facilmente identificados por meio do cruzamento de dados da Receita Federal, da Previdência, do Ministério do Trabalho e da Caixa Econômica Federal, que são os organismos envolvidos com o sistema.

*Edmir Teles é gerente de consultoria BPO da Divisão de Aplicativos da Sonda IT, maior integradora latino-americana de soluções de Tecnologia da Informação

Sobre a Sonda América Latina (www.sonda.com) e a Sonda IT (www.sondait.com.br)
A Sonda é a maior integradora latino-americana de serviços e soluções de Tecnologia da Informação (TI). Fundada em 1974, a companhia tem presença direta em dez países da região, tais como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru e Uruguai. Atualmente a empresa opera com 22 mil colaboradores e seu faturamento em 2014 alcançou a marca de US$ 1.447 bilhão. Suas principais áreas de negócios são os serviços de TI em diferentes modalidades, aplicações e infraestrutura. Sua cobertura de negócios compreende uma ampla diversidade de indústrias. No Brasil, a Sonda IT atua desde 1989 e está presente nos principais Estados do País.

Fonte: http://www.jornalcontabil.com.br/
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.

Governo eleva contribuição previdenciária de 2% para 4,5% no faturamento do setor de TI

Foram 45 votos a favor e 27 contra.

Luís Osvaldo Grossmann

O Senado aprovou nesta quarta, 19/8, o projeto que aumenta as alíquotas de contribuição sobre o faturamento de 51 setores econômicos – enquanto apenas alguns foram salvos, parte da indústria de alimentos, a grande maioria verá o percentual dobrar, como é o caso das empresas de tecnologia da informação, cuja alíquota passará de 2% para 4,5%. Foram 45 votos a favor e 27 contra.

O relator do projeto, Eunicio Oliveira (PMDB-CE), manteve o texto aprovado na Câmara sem nenhuma alteração. “Apesar de não considerar a proposta ideal, pois deixa de fora setores importantes, vamos virar essa página. Mesmo discordando do texto, que poderia ser alargado, encaminho os pareceres nos termos da Câmara”, afirmou.

Tal alargamento não foi aceito pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que na hora da votação recebia duas dezenas de empresários que fizeram seu último apelo por um novo entendimento. Foram três horas de discussão intensa, mas o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, manteve-se irredutível contra a ideia de, no lugar de poupar alguns setores, tratar todos de forma semelhante mas com aumentos menores das alíquotas – no caso de TI, o apelo era de 2% para 3%.

“Tentamos, mas não foi possível um entendimento. O ministro não concordou com os argumentos e insistiu que a fórmula proposta pelo governo é a melhor”, resumiu o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Humberto Barbato. Segundo ele, com a reoneração da folha de pagamento, novas demissões estão à porta. “Já demitimos 15 mil até julho e esse número deve aumentar”, disse o presidente da Abinee.

Para o setor de tecnologia da informação, se houve ganho na reunião foi a sinalização de que há espaço para a discussão de outros temas que ainda terão impacto na atividade produtiva, como a promessa do próprio Levy de modificar o sistema de tributos como PIS e Cofins. E se não houve espaço para negociar qualquer alteração na votação da reoneração da folha, poderão ser discutidas medidas ainda durante os 90 dias até que a mudança tributária entre em vigor.

“Ficaram muito claras as posições e o ministro sustentou que o financiamento da Previdência deve se dar com a folha de pagamento. Talvez seja possível discutir alguma medida diferente durante a noventena e nesse sentido o melhor foi manter uma porta aberta para voltarmos à mesa”, disse o presidente da Brasscom, Sérgio Paulo Gallindo.

A franqueza da reunião com Levy foi destacada por diferentes empresários. Mas o que alguns evitaram descrever é que o clima chegou a ficar tenso durante o que foi um verdadeiro embate de visões distintas – especialmente na troca de argumentos entre o presidente da Fiesp, Paulo Skaf e o ministro Joaquim Levy. O ministro indicou que a desoneração funciona como um subsídio ao setor produtivo – e que as empresas devem ser capazes de viver sem ele.

As empresas argumentaram que e no lugar de elevar a contribuição sobre o faturamento (de 1% para 2,5% e de 2% para 4,5%), a proposta de aumentos menores (para 1,5% e 3%, respectivamente) garantiria a mesma arrecadação esperada pelo governo ainda em 2015: cerca de R$ 11 bilhões. Mas além de mostrar certa incerteza sobre esses números, o ministro acabou deixando claro que o prazo também é fundamental: e que, por isso, não poderia apoiar uma mudança no Senado que levaria a discussão de volta à Câmara.

Fonte: Convergência Digital
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.

Como criar uma cultura de melhora contínua da segurança?

Os recentes ataques às redes das empresas de saúde Anthem e na Premera Blue Cross são os estudos de caso mais recentes que demonstram a convergência necessária de TI com as operações de segurança. Esse é um dos exemplos que os profissionais de segurança deveriam divulgar para mostrar o que pode acontecer com uma rede.

A equipe de operações de rede pode ser o melhor recurso do departamento de segurança, pois é ela que vai ajudar a entender melhor as operações de segurança de uma empresa, algo que as soluções tradicionais de segurança e práticas recomendadas não conseguem oferecer sozinhas. Conseguir entender o que é uma atividade “normal” da rede é fundamental para a identificação rápida de atividades suspeitas que apontam para um invasor malicioso, de dentro ou de fora da empresa, ou causadas por erro de um funcionário inocente que acabou resultando em roubo, perda ou vazamento de dados.

Preencher o hiato entre o Centro de Operações da Rede (NOC) e o Centro das Operações de Segurança (SOC) não é só um desafio em termos de tecnologia, mas também organizacional. Para promover essa colaboração é preciso: eliminar os silos que separam os sistemas e o pessoal, criar equipes comuns de resposta a emergências compostas por pessoal da área de operações de rede e de segurança e implantar um plano a longo prazo para aprimoramento constante dos processos e treinamento.

Em um organograma típico de TI, o departamento de operações de rede é responsável por garantir o desempenho do sistema e a disponibilidade das informações, enquanto o de segurança das informações protege os sistemas e grupos de informações contra ameaças. Entretanto, a série de brechas/ameaças sofisticadas contra grandes empresas nas áreas de Varejo, Serviços Financeiros e Saúde, no ano passado, mostram que haverá uma mudança.

Na maioria dos casos, as empresas nem percebem que foram invadidas até que um terceiro avise. A própria Anthem descobriu a invasão quando um administrador de banco de dados notou que alguém havia iniciado uma consulta usando a sua conta. Mas o invasor já havia passado seis meses em silêncio roubando informações.

O mais importante para qualquer empresa é a necessidade de avaliar sua habilidade de detectar atividades na rede que possam indicar violação de dados. Essa capacidade é reduzida pelo fato de que as operações de segurança e da rede normalmente acontecem em silos. Isso significa que a vulnerabilidades de segurança precisam ser tratadas duas vezes: uma pela equipe do SOC e depois pela equipe do NOC, que não consegue identificar a ameaça. Além disso, a maioria dos sistemas e aplicativos opera dentro dos seus silos e não se comunica entre si. Por esse motivo, TI não consegue agilizar e automatizar o compartilhamento de informações nem correlacionar os eventos entre as vulnerabilidades de segurança e os problemas de desempenho.

O primeiro passo para superar esse obstáculo organizacional é reconhecer o valor da equipe de rede nas operações de segurança. Eles têm visibilidade e acesso a dados forenses que simplesmente não existem em outras partes de uma empresa. Uma vez que a liderança reconheça isso, é só começar a utilizar as ferramentas e processos para integrar os recursos da rede aos processos de segurança. Parece simples, mas é muito importante entender claramente o que é uma situação normal para impedir atividade potencialmente nociva na sua rede.

As equipes de segurança devem trabalhar para usar os investimentos da equipe de rede em agentes de captura de pacotes, analisadores de pacotes, origens de fluxo de rede e monitoramento do desempenho de profunda inspeção de pacotes. Normalmente eles podem ser bem integrados em um sistema de Gerenciamento de Eventos de Incidentes de Segurança (SIEM) para visibilidade com alta fidelidade e rápida visualização de problemas para uso forense.

A brecha na Premera serve como aviso para os profissionais de segurança da informação, que unindo forças com a equipe de rede, não se descuidem da necessidade de continuar com a tradicional diligência devida. A Premera não instalou os patches de segurança mais recentes, deixando assim a porta aberta para os invasores.

Uma Mudança de Cultura

Com o objetivo de promover a colaboração, as funções e responsabilidades devem ser claras dentro das equipes do NOC e SOC, com o devido suporte de apoios ativos. No entanto, não basta apenas documentar, você tem que usá-los, analisar os principais pontos fracos e melhorá-los sempre. As equipes conjuntas de resposta a emergências possibilitam maior visualização, maior conhecimento do ambiente, coleta mais rápida de dados, análise mais detalhada e, obviamente uma postura mais sólida com relação à segurança das informações. Identifique e indique um líder forte que consiga comandar mesmo as equipes e moldá-las como um grupo coeso, comprometido com a melhoria contínua e não só com a conformidade.

*João Paulo Albuquerque Melo é gerente geral da Riverbed do Brasil

Fonte: http://computerworld.com.br/
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.