
eSocial reforça necessidade de investimento em tecnologia


O eSocial vai dar trabalho à internet
Tudo indica que o eSocial passará a ser obrigatório a partir de setembro de 2016. Portanto daqui a exato um ano, e desde já, este tema deve fazer parte das preocupações do empresariado.
A questão é: conseguirá a Internet, o meio pelo qual os dados das empresas serão exigidos, dar vazão ao que está sendo solicitado pela Receita Federal do Brasil e demais órgãos que compõem o colegiado do eSocial envolvidos no projeto?
Até agora, nenhuma das versões dos manuais publicados orientando sobre o uso do eSocial (sendo o último divulgado em julho), trouxe previsões sobre quais procedimentos deverão ser adotados em situações de contingência. Se empresas que reclamam da demora ou da impossibilidade de gerar os documentos de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) por causa de falhas na conexão com a Internet, por exemplo, isso no eSocial será um grande transtorno.
O volume de dados exigido dos contribuintes pelo meio eletrônico é crescente e avança em ritmo superior ao das melhorias na Internet no país. Informações divulgadas na imprensa dão conta que num levantamento realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) mostrou que um documento de 3,8 gigabyte leva cerca de nove horas e meia para ser baixado por empresas brasileiras. A média mundial é de 4,5 megabytes por segundo e no Brasil é de 2,9 megabytes por segundo.
É neste ambiente que as empresas brasileiras vão operar. O volume de dados exigido pelo eSocial é muito grande. O sistema irá requerer que uma empresa de grande porte preencha mais de mil e quinhentos campos relativos a informações trabalhistas e previdenciárias. O volume de dados, em bytes, que essas obrigações irão gerar só será evidenciado quando a fase de teste do sistema iniciar, o que deve ocorrer ainda neste ano de 2015.
Diferente dos demais arquivos magnéticos exigidos dentro do projeto SPED, as informações deverão ser prestadas diariamente. Atrasos no envio doa dados serão penalizados com multas. A Resolução N° 1 do Comitê Diretivo do eSocial, publicada no Diário Oficial de 24 de julho de 2015, regulou os novos prazos que deverão ser seguidos pelas empresas para envio dos dados detalhados dos seus colaboradores. Informações relativas à folha de pagamento, por exemplo, terão de ser encaminhadas pelo eSocial até o dia sete do mês subsequente.
Caso não esteja disponível o acesso a Internet nesse dia, haveria de se ter planos alternativos para o cumprimento da obrigação fiscal acessória, assim como no Projeto de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), na qual existe a emissão de documento em contingência. Entretanto, não existe até o momento nada para atendimento alternativo apresentado pelo grupo de trabalho responsável pelo eSocial.
Na prática, as empresas terão de enviar aos órgãos públicos um volume maior de informações e em velocidade maior também, se comparado com o atual. A qualidade dessas informações terá de aumentar, pois equívocos serão facilmente identificados por meio do cruzamento de dados da Receita Federal, da Previdência, do Ministério do Trabalho e da Caixa Econômica Federal, que são os organismos envolvidos com o sistema.
*Edmir Teles é gerente de consultoria BPO da Divisão de Aplicativos da Sonda IT, maior integradora latino-americana de soluções de Tecnologia da Informação
Sobre a Sonda América Latina (www.sonda.com) e a Sonda IT (www.sondait.com.br)
A Sonda é a maior integradora latino-americana de serviços e soluções de Tecnologia da Informação (TI). Fundada em 1974, a companhia tem presença direta em dez países da região, tais como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru e Uruguai. Atualmente a empresa opera com 22 mil colaboradores e seu faturamento em 2014 alcançou a marca de US$ 1.447 bilhão. Suas principais áreas de negócios são os serviços de TI em diferentes modalidades, aplicações e infraestrutura. Sua cobertura de negócios compreende uma ampla diversidade de indústrias. No Brasil, a Sonda IT atua desde 1989 e está presente nos principais Estados do País.
Fonte: http://www.jornalcontabil.com.br/
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.
Foram 45 votos a favor e 27 contra.
Luís Osvaldo Grossmann
O Senado aprovou nesta quarta, 19/8, o projeto que aumenta as alíquotas de contribuição sobre o faturamento de 51 setores econômicos – enquanto apenas alguns foram salvos, parte da indústria de alimentos, a grande maioria verá o percentual dobrar, como é o caso das empresas de tecnologia da informação, cuja alíquota passará de 2% para 4,5%. Foram 45 votos a favor e 27 contra.
O relator do projeto, Eunicio Oliveira (PMDB-CE), manteve o texto aprovado na Câmara sem nenhuma alteração. “Apesar de não considerar a proposta ideal, pois deixa de fora setores importantes, vamos virar essa página. Mesmo discordando do texto, que poderia ser alargado, encaminho os pareceres nos termos da Câmara”, afirmou.
Tal alargamento não foi aceito pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que na hora da votação recebia duas dezenas de empresários que fizeram seu último apelo por um novo entendimento. Foram três horas de discussão intensa, mas o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, manteve-se irredutível contra a ideia de, no lugar de poupar alguns setores, tratar todos de forma semelhante mas com aumentos menores das alíquotas – no caso de TI, o apelo era de 2% para 3%.
“Tentamos, mas não foi possível um entendimento. O ministro não concordou com os argumentos e insistiu que a fórmula proposta pelo governo é a melhor”, resumiu o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Humberto Barbato. Segundo ele, com a reoneração da folha de pagamento, novas demissões estão à porta. “Já demitimos 15 mil até julho e esse número deve aumentar”, disse o presidente da Abinee.
Para o setor de tecnologia da informação, se houve ganho na reunião foi a sinalização de que há espaço para a discussão de outros temas que ainda terão impacto na atividade produtiva, como a promessa do próprio Levy de modificar o sistema de tributos como PIS e Cofins. E se não houve espaço para negociar qualquer alteração na votação da reoneração da folha, poderão ser discutidas medidas ainda durante os 90 dias até que a mudança tributária entre em vigor.
“Ficaram muito claras as posições e o ministro sustentou que o financiamento da Previdência deve se dar com a folha de pagamento. Talvez seja possível discutir alguma medida diferente durante a noventena e nesse sentido o melhor foi manter uma porta aberta para voltarmos à mesa”, disse o presidente da Brasscom, Sérgio Paulo Gallindo.
A franqueza da reunião com Levy foi destacada por diferentes empresários. Mas o que alguns evitaram descrever é que o clima chegou a ficar tenso durante o que foi um verdadeiro embate de visões distintas – especialmente na troca de argumentos entre o presidente da Fiesp, Paulo Skaf e o ministro Joaquim Levy. O ministro indicou que a desoneração funciona como um subsídio ao setor produtivo – e que as empresas devem ser capazes de viver sem ele.
As empresas argumentaram que e no lugar de elevar a contribuição sobre o faturamento (de 1% para 2,5% e de 2% para 4,5%), a proposta de aumentos menores (para 1,5% e 3%, respectivamente) garantiria a mesma arrecadação esperada pelo governo ainda em 2015: cerca de R$ 11 bilhões. Mas além de mostrar certa incerteza sobre esses números, o ministro acabou deixando claro que o prazo também é fundamental: e que, por isso, não poderia apoiar uma mudança no Senado que levaria a discussão de volta à Câmara.
Fonte: Convergência Digital
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.
Os recentes ataques às redes das empresas de saúde Anthem e na Premera Blue Cross são os estudos de caso mais recentes que demonstram a convergência necessária de TI com as operações de segurança. Esse é um dos exemplos que os profissionais de segurança deveriam divulgar para mostrar o que pode acontecer com uma rede.
A equipe de operações de rede pode ser o melhor recurso do departamento de segurança, pois é ela que vai ajudar a entender melhor as operações de segurança de uma empresa, algo que as soluções tradicionais de segurança e práticas recomendadas não conseguem oferecer sozinhas. Conseguir entender o que é uma atividade “normal” da rede é fundamental para a identificação rápida de atividades suspeitas que apontam para um invasor malicioso, de dentro ou de fora da empresa, ou causadas por erro de um funcionário inocente que acabou resultando em roubo, perda ou vazamento de dados.
Preencher o hiato entre o Centro de Operações da Rede (NOC) e o Centro das Operações de Segurança (SOC) não é só um desafio em termos de tecnologia, mas também organizacional. Para promover essa colaboração é preciso: eliminar os silos que separam os sistemas e o pessoal, criar equipes comuns de resposta a emergências compostas por pessoal da área de operações de rede e de segurança e implantar um plano a longo prazo para aprimoramento constante dos processos e treinamento.
Em um organograma típico de TI, o departamento de operações de rede é responsável por garantir o desempenho do sistema e a disponibilidade das informações, enquanto o de segurança das informações protege os sistemas e grupos de informações contra ameaças. Entretanto, a série de brechas/ameaças sofisticadas contra grandes empresas nas áreas de Varejo, Serviços Financeiros e Saúde, no ano passado, mostram que haverá uma mudança.
Na maioria dos casos, as empresas nem percebem que foram invadidas até que um terceiro avise. A própria Anthem descobriu a invasão quando um administrador de banco de dados notou que alguém havia iniciado uma consulta usando a sua conta. Mas o invasor já havia passado seis meses em silêncio roubando informações.
O mais importante para qualquer empresa é a necessidade de avaliar sua habilidade de detectar atividades na rede que possam indicar violação de dados. Essa capacidade é reduzida pelo fato de que as operações de segurança e da rede normalmente acontecem em silos. Isso significa que a vulnerabilidades de segurança precisam ser tratadas duas vezes: uma pela equipe do SOC e depois pela equipe do NOC, que não consegue identificar a ameaça. Além disso, a maioria dos sistemas e aplicativos opera dentro dos seus silos e não se comunica entre si. Por esse motivo, TI não consegue agilizar e automatizar o compartilhamento de informações nem correlacionar os eventos entre as vulnerabilidades de segurança e os problemas de desempenho.
O primeiro passo para superar esse obstáculo organizacional é reconhecer o valor da equipe de rede nas operações de segurança. Eles têm visibilidade e acesso a dados forenses que simplesmente não existem em outras partes de uma empresa. Uma vez que a liderança reconheça isso, é só começar a utilizar as ferramentas e processos para integrar os recursos da rede aos processos de segurança. Parece simples, mas é muito importante entender claramente o que é uma situação normal para impedir atividade potencialmente nociva na sua rede.
As equipes de segurança devem trabalhar para usar os investimentos da equipe de rede em agentes de captura de pacotes, analisadores de pacotes, origens de fluxo de rede e monitoramento do desempenho de profunda inspeção de pacotes. Normalmente eles podem ser bem integrados em um sistema de Gerenciamento de Eventos de Incidentes de Segurança (SIEM) para visibilidade com alta fidelidade e rápida visualização de problemas para uso forense.
A brecha na Premera serve como aviso para os profissionais de segurança da informação, que unindo forças com a equipe de rede, não se descuidem da necessidade de continuar com a tradicional diligência devida. A Premera não instalou os patches de segurança mais recentes, deixando assim a porta aberta para os invasores.
Uma Mudança de Cultura
Com o objetivo de promover a colaboração, as funções e responsabilidades devem ser claras dentro das equipes do NOC e SOC, com o devido suporte de apoios ativos. No entanto, não basta apenas documentar, você tem que usá-los, analisar os principais pontos fracos e melhorá-los sempre. As equipes conjuntas de resposta a emergências possibilitam maior visualização, maior conhecimento do ambiente, coleta mais rápida de dados, análise mais detalhada e, obviamente uma postura mais sólida com relação à segurança das informações. Identifique e indique um líder forte que consiga comandar mesmo as equipes e moldá-las como um grupo coeso, comprometido com a melhoria contínua e não só com a conformidade.
*João Paulo Albuquerque Melo é gerente geral da Riverbed do Brasil
Fonte: http://computerworld.com.br/
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.