Bloco K – A Empresa compra ou vende sem nota?

Bloco K – A Empresa compra ou vende sem nota?
 
Com o advento do bloco K na EFD Fiscal, a história dos estoques nas empresas terá nova publicidade. Esta publicidade que será externa, aos fiscos, mostrará muito sobre as organizações. Produtos que somem ou surgem no estoque terão sua “mágica” revelada.
 
Os fiscos estaduais e federal têm objetivos distintos sobre o projeto do bloco K. Enquanto o estadual preocupa-se primordialmente com o crédito tributário sobre os insumos da produção, especialmente os indiretos ou intermediários, o fisco federal tem foco na formação do custo que refletirá o lucro fiscal, alvo do IRPJ. Os dois, para suas análises, debruçam seus olhares ao controle do estoque e inventário.
 
Este olhar quantitativo sugere aos profissionais de gestão que o controle será apenas de inventário e sobre as quantidades declaradas. Então vejamos dois exemplos hipotéticos para testar o limite da nossa sustentação:
 
Uma empresa tem no primeiro mês de existência apenas uma peça em seu estoque. Esta unidade está pelo custo de aquisição (apenas uma compra) em valores na contabilidade R$ 100,00.
No segundo mês ela transformou este item em outro produto, ou seja, houve produção e seus custos foram de R$ 20,00. Estes custos foram agregados ao estoque, pois representam os custos da produção (mão de obra, materiais e energia). Desta forma o livro de inventário (bloco H) não entregue aos fiscos está suportando a variação do estoque contábil, que pela produção recebeu R$ 20,00.
 
Não fosse pelo bloco K, a explicação desta variação do estoque estaria presumida, uma vez que o produto inicial não existiria mais e outro item com valor vinte por cento maior “surgiria” no estoque contábil (e no inventário mensal).
 
No terceiro mês, desta nossa pequeníssima história, o produto seria vendido e o custo deduzido para o resultado seria:
– R$ 100,00 – valor da única compra da empresa ou
– R$ 120,00 – valor resultante da produção?
 
Contabilmente, acredito que não temos dúvidas do valor levado para apuração do resultado (contábil e fiscal).
 
Diante do exemplo, é possível verificar que com o bloco K, acompanha ou suporta valores na contabilidade, que via de regra, não foca no controle quantitativo. Espero, a partir desta reflexão, que os profissionais pensem melhor sobre as afirmações quanto ao bloco K ser apenas quantitativo.
 
Gostaria que esta reflexão chegasse à mão dos “controllers” de produção, dos diretores e conselheiros das companhias, esses, os principais impactados pela confecção exata das contas de resultados (DRE – Demonstrativo de Resultado do Exercício). Se o custo estiver preciso, provavelmente os resultados das organizações estarão precisos. Pelo menos neste requisito. Aquelas diferenças de estoques, famosas pelos seus ajustes contábeis, tem, via de regra, a contrapartida no resultado operacional, ou seja, os acionais-cotistas arcam em seu patrimônio.
 
Assim, a conhecida fórmula contábil do estoque, terá outra dimensão para sócios e para o fiscos, pois ajustes na contabilidade significam ajustes nos resultados: estoque final = estoque inicial + compras ou produção – vendas ou consumo da produção. Quando esta relação é distinta entre o controle de estoque e o contábil ocorre os ajustes (afetando o resultado). Neste sentido o bloco K terá lugar como ferramenta de melhoria ao controle de produção, perdas, custos e demais itens componentes do resultado (fiscal e contábil).
 
Fonte: DECISION IT
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Cuidado! Seu estoque pode acabar com a sua empresa

Cuidado! Seu estoque pode acabar com a sua empresa
 
Recordo que, em uma viagem de férias, parei em um pequeno comércio de cidade do interior da Bahia para tomar um refrigerante e descansar após dirigir quilômetros sob um sol de verão. Nunca esquecerei a simplicidade do dono do estabelecimento, que foi me mostrar orgulhoso seu estoque, e enfatizou seus investimentos para garantir a “vida” de sua pequena empresa.
 
Ao entrar, tive uma surpresa: a quantidade de mercadoria era muito maior do que o fluxo de venda aparente do pequeno comércio. Logo, perguntei sobre isso e também sobre a quantidade de produtos descartados devido à baixa saída comercial. O semblante daquele humilde homem mudou e sua expressão demonstrou preocupação com os descartes de mercadorias e com os relatos de eventuais prejuízos.
 
A partir dessa história, retomo a afirmação de que a logística pode ser uma “santa ajuda” e uma estratégia para a integração dos processos de toda a cadeia produtiva. Se bem planejada, a logística ajuda no aumento da lucratividade dos negócios, principalmente as pequenas empresas. Não podemos esquecer que o mundo dos negócios é incerto, sendo necessário um olhar contínuo com foco para o estoque.
 
O descuido do estoque pode trazer consequências negativas para qualquer empresa. Os processos produtivos são integrados, sendo a área comercial e de marketing responsáveis por aumentar as vendas; a área de logística pela redução de custos para aumentar os lucros; e, para que isso ocorra, é necessária uma administração que atenda tanto a produção (materiais) quanto a entrega de produtos acabados ao cliente final.
 
Administrar bem o estoque é garantir que as informações sejam exatas sobre todos os itens e seus valores (monetários) para prevenir possíveis incertezas de demandas. Para tanto, uma ação faz-se necessária: a organização tem que ser precisa e com fluxos que facilitam tanto a entrada e a armazenagem de novos materiais como a saída de produtos acabados para atender os clientes.
 
Agora, a partir desse olhar interno, quando descubro que tenho estoque demais, o que devo fazer?
 
Retomo a conversa com seu Roberto (o pequeno empreendedor da Bahia), que ouviu com atenção as minhas sugestões:
 
1) Faça uma categorização dos produtos, caracterize-os em níveis de entradas e/ou saídas e seus respectivos volumes;
 
2) Crie uma estimativa financeira de valores monetários para cada item a fim de descobrir qual é o valor do estoque atual;
 
3) Evite a perda de vendas, garanta uma assertividade no nível de serviços, busque aumentar o tíquete médio de vendas, a partir de pequenas ações de marketing e promoção;
 
4) Crie ferramentas de controle de estoque (entrada e saída) a partir de uma base de dados (pode ser um planilha em Excel) para efetivar o processo de compra e reposição de novos materiais.
 
Com essas simples dicas o Seu Roberto entendeu que nos dias atuais um estoque volumoso não é sinônimo de capital investido e sim de dinheiro parado, visto que as necessidades dos clientes mudam e a diversidade de produtos é ofertada de maneira cíclica. É necessário criar uma parceria com seus fornecedores para prever possíveis demandas de compras. Administrar estoque é entender a necessidade de equilíbrio entre fornecedor e cliente, sendo o empreendedor um mediador desse processo.
Inicie imediatamente um inventário do seu estoque a partir da máxima de “nem mais, nem menos, apenas o ideal”.
 
Fonte: Exame.com (Autor: Arnaldo Vhieira)
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.

Como não perder dinheiro com o estoque do seu negócio?

Os custos do estoque: como calcular e não perder dinheiro

Escrito por Ana Paula Paulino da Costa, especialista em finanças

Estoque é dinheiro parado. Como em muitos casos não há como trabalhar sem ele, é preciso gerir bem esse fluxo para minimizar o seu custo – não importa se os estoques são de matérias-primas, materiais de consumo (almoxarifado), de projetos em andamento (no caso de serviços) ou ainda de produtos acabados.

A situação ideal é trabalhar com o conceito “just in time”, no qual só há entrega do fornecedor na hora de vender ou usar o item na produção. No entanto, muitas situações indicam a necessidade de se fazer estoques. Se o fornecedor atrasa devido a qualquer imprevisto, a produção pode parar e se tem o risco de perder vendas.

No caso de itens importados, há questões adicionais como embarque, alfândega e alteração do câmbio. Riscos como esses fazem com que as preocupações sejam conflitantes. Por um lado, deseja-se estocar mais itens para a produção (risco de fornecimento) e mais produtos acabados (risco de venda), por outro, deseja-se comprar uma quantidade que seja financeiramente vantajosa para manter o menor valor possível em estocagem e assim diminuir a necessidade de capital de giro.

O primeiro passo para gerir o estoque é classificar os itens de forma a separar os de maior impacto na produção, seja financeiramente (com a técnica da curva ABC) ou de fluxo da produção (teoria das restrições). Os itens que representam mais em termos financeiros ou que podem parar a produção, precisam ser monitorados com outros cálculos, tais como o ponto de reposição e o lote econômico de compra. Há fórmulas matemáticas definidas para isso, mas o importante é compreender o conceito e procurar avaliar os componentes de acordo com cada realidade.

O ponto de reposição considera o consumo do item durante o prazo de entrega do fornecedor e o estoque de segurança – aquele mínimo necessário para fazer frente aos riscos inerentes ao fornecimento e à variação de demanda esperada. Com a soma desse mínimo e todo o consumo durante a entrega se consegue o volume que indica o momento de fazer novo pedido de compra. Dessa forma, faz-se o ajuste do estoque ao consumo médio histórico. A pergunta seguinte é: quanto se deve comprar?

O pedido deve ser no mínimo esse volume do ponto de reposição, mas pode ser maior, fazendo frente a outros riscos de mercado (variações inesperadas e acima da média) desde que a compra seja vantajosa financeiramente. Isso implica em ter disponibilidade financeira; ter espaço físico para a estocagem; não ter risco de vencimento ou deterioração e; não aumentar demais o custo do seguro nem o risco de desperdício.

Uma forma de calcular o impacto financeiro dessa compra é multiplicar o valor pago ao fornecedor pelo custo financeiro (taxa de juros de mercado) entre a data do pagamento e a data de recebimento do cliente. Esse é o custo de carregar esse estoque ou, em outras palavras, de deixar o dinheiro parado. As alternativas de descontos por volume comprado podem ser comparadas dessa forma.

Finalmente, no caso de indústria ou serviço, outra ação é planejar cada etapa da produção de forma a minimizar a necessidade de estocagem. Cada item deve ser comprado de acordo com o consumo em cada etapa da produção.

Ana Paula Paulino da Costa é especialista em finanças e docente da BSP – Business School São Paulo.

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.