Comunicado – 06/07/2020 (Covid-19) – Sem Atendimento Presencial

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Home office: desafios de uma nova realidade

Home office: desafios de uma nova realidade
 
O avanço da tecnologia em todo o mundo levou os trabalhadores tenham à facilidade de realizar suas atividades de forma remota. Milhares de brasileiros estão utilizando sua própria casa como escritório ou uma extensão da empresa. Conhecido como “home office”, ou trabalho à distância, esse tipo de atividade é cada vez mais recorrente no cotidiano das empresas nacionais e estrangeiras no país.
É importante ressaltar que, mesmo trabalhando em casa, o empregado tem garantidos todos os direitos trabalhistas e previdenciários. E essa garantia está destacada no artigo 6.º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que estabelece não haver distinção entre o trabalho desempenhado dentro da empresa ou aquele realizado em seu próprio domicílio, desde que as relações de emprego estejam caracterizadas. Os direitos trabalhistas do empregado que trabalha em casa, dentre outros, são: anotação na carteira de trabalho; salário; férias, acrescida do terço constitucional; recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); e 13.º salário, dentre outros, eventualmente previstos em normas coletivas ou regulamentos internos.
Não há diferenciação para as regras aplicadas ao trabalho presencial àquele prestado no sistema “home office”. A Lei 12.551 de 2011 alterou a redação do artigo 6.º da CLT equiparando o trabalho realizado no estabelecimento do empregador àquele desempenhado no domicílio do empregado, desde que estejam caracterizados os requisitos da relação de emprego. A principal peculiaridade do “home office” é que o empregado realiza suas tarefas em local distinto do seu empregador. A fiscalização, neste caso, será, no mais das vezes, concretizada por mecanismos informatizados, os quais são efetivos no mundo moderno e se equiparam aos meios pessoais e diretos de comando.
No que se refere ao contrato de trabalho, não há exigência legal para que tal condição esteja expressa no documento, notadamente porque prevalecerá como de fato ocorreu a prestação de serviços, ou seja, a maneira pela qual o trabalho foi desenvolvido na prática, se presencialmente, “home office” ou até mesmo nas duas modalidades.
O empregado que presta serviços “home office” também possui os mesmos direitos previdenciários do empregado que está alocado dentro das dependências do empregador, pois, também para este fim, não há distinção do trabalho realizado no estabelecimento do empregador àquele prestado à distância. No que se refere ao acidente sofrido em casa, há discussão na jurisprudência quanto ao reconhecimento de acidente do trabalho. Isto porque o enquadramento como acidente laboral dependerá da comprovação de alguns fatores, como: se ocorreu no horário destinado à jornada de trabalho, o nexo causal do acidente com a atividade e ainda a culpa ou dolo do empregador. E a fiscalização para evitar problemas na Justiça deve ser efetiva. Atualmente, as empresas que possuem funcionários em “home office” contam com plataformas informatizadas de comando para possibilitar o controle de jornada de trabalho, como por exemplo acesso aos sistemas internos e reuniões online.
O fato do trabalhador prestar serviços em domicílio, por si só, não gera o dever da empresa custear gastos com energia elétrica, internet, telefone e etc., pois tais custos não são considerados de uso exclusivo das atividades comerciais do empregador, sendo inviável distinguir os custos com o serviço prestado e a própria habitação do trabalhador. Entretanto, a jurisprudência admite excepcionalmente o ressarcimento de despesas ao empregado, na medida em que reste demonstrada a existência de determinado custo apenas em razão do trabalho.
Outra questão controversa e cujo esclarecimento é importante diz respeito à jornada de trabalho. Nesse particular, vale ressaltar que a exceção legal quanto aos empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho também se aplica aos empregados em “home office”, logo, caso seja inviável ao empregador o controle da jornada praticada externamente pelo colaborador, ou sela seja livremente organizada por este, não estará ele sujeito ao regime jurídico que gera direito a horas extras e afins.
O home office é prática relativamente recente no âmbito das relações de trabalho, razão pela qual a jurisprudência ainda se divide sobre determinados pontos. Portanto, empresas e trabalhadores devem estar sempre bem aconselhados juridicamente no momento da adoção de políticas e rotinas de trabalho, a fim de evitar futuros passivos e problemas jurídicos com aqueles que trabalham em casa. De toda forma, este é mais um dos aspectos que merece ser abordado pelo Poder Legislativo nas reformas trabalhistas, há tanto tempo aguardadas por toda a sociedade.
 
 
Fonte: Administradores (Autor: Karla Guimarães da Rocha Louro) As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Coworking ou home office, qual a melhor opção?

Coworking ou home office, qual a melhor opção?
 
O atual mercado, que exige maior agilidade na tomada de decisões, possibilita novidades nos formatos de trabalhos que no passado eram inimagináveis. Dentre esses, um destaque é a possibilidade de não ter mais uma sede própria para empresa, rompendo as fronteiras físicas para empreender. Hoje existem alternativas como o home office ou o coworking.
 
Mas, até que ponto são interessantes esses modelos de trabalhos e qual é o mais vantajoso? Primeiramente acho importante elucidar o que seria home office e coworking.
 
Home office é a possibilidade de um profissional trabalhar da própria casa, sem se deslocar para o trabalho. Já coworking é um modelo de escritório compartilhado, onde se obtém um espaço profissional, mas com custos bastante reduzidos.
 
Contudo, antes de optar por uma dessas opções é preciso se aprofundar mais nos prós e contras de cada modelo:
 
 
Home office – economia que necessita de disciplina
Quando a pessoa pensa em um home office, a ideia é minimizar ao máximo os custos administrativos que ela possui, tais como aluguel de escritório, gastos com transportes e refeição. Com certeza isso é uma realidade, e outros benefícios como também podem ser somados, como eliminação do tempo de deslocamento aos trabalhos e a possibilidade de ficar mais à vontade para criar.
Porém, muitas vezes as pessoas ao optar por esse caminho esquecem um pequeno detalhe. É necessária muita organização e disciplina para optar pelo home office. A possibilidade de ficar mais relaxada pode fazer a pessoa produzir com melhor qualidade em alguns casos, mas, para outras esse pode resultar em perda de foco profissional. Principalmente, quando o espaço é compartilhado com familiares.
 
Outro ponto que deverá ser levado em conta é que não se elimina todos os custos de um escritório, pois, nessa conta deverão ser considerados gastos com materiais de escritórios, energia, telefone, dentre outros. E o ponto mais complicado nessa opção se torna a necessidade de receber um cliente para uma reunião de negócios, para a qual o espaço da residência deverá estar totalmente adaptado.
 
 
Coworking – pagando pouco pelo lugar adequado
A opção por um coworking trará um custo um pouco maior do que a do home office, contudo, muito menor do que o aluguel de qualquer escritório, existe também a dificuldade de ter que se deslocar para local de trabalho e de que muitas vezes o local não possui a estrutura ideal (principalmente os gratuitos).
 
Em contrapartida, as vantagens são muito grandes, pois, terá um espaço profissional para trabalhar, podendo ter um maior foco. Além disso, poderá optar por um espaço com localização estratégica para os negócios e que também estará apto para receber clientes para reuniões (opte por espaços que disponibilizem essa opção gratuita).
 
Ponto favorável é que pesquisando se poderá encontrar escritórios de coworking que possibilitam todo o suporte de um escritório incluso em um único valor, possibilitando até mesmo recepcionistas e atendentes com atendimento personalizado. Além de ter suporte técnico em caso de problemas técnicos.
 
Existe também o benefício da estrutura que possibilita o crescimento do negócio, pois, se precisar contratar terá só a necessidade de aumentar os espaços locados. Por fim, esses locais são ideais para realização do network, já que dividirá os profissionais com outros profissionais que podem abrir outras opções de negócios.
 
Enfim, não existe uma resposta exata para a questão apresentada, tudo dependerá de qual será a real necessidade do profissional e, principalmente, a capacidade de adequar sua produtividade a esses modelos. Sendo assim necessário grande planejamento.
 
Fonte: Administradores (Autor: Fernando Bottura)
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

O futuro é encurtar distâncias entre o trabalhador e a empresa

O futuro é encurtar distâncias entre o trabalhador e a empresa

No ano passado, em uma de nossas pesquisas feitas com base em dados da base cadastral e também com informações que colhemos ao redor do mundo, descobrimos que na cidade de São Paulo o trabalhador economizaria 20 (vinte) dias ao ano se trabalhasse perto de casa. Não é preciso pensar muito para adivinhar o que aconteceu. O impacto deste tipo de dado é enorme. O que você faria com 20 dias de folga? Alguns tirariam férias. Outros trabalhariam em outro local para aumentar a renda. Muitos dedicariam à família. Ou mesmo a uma atividade física.
O trânsito é assunto de todas as rodas de uma grande metrópole. Em São Paulo, por exemplo, é o trânsito o grande culpado por muitos atrasos. O poder público tem se empenhado em criar alternativas, mas a solução também passa pelas empresas. E muitas já perceberam algo importantíssimo: um profissional feliz, engajado e produtivo é aquele que recebe bem, tem bons benefícios, trabalha em um ambiente feliz e mora perto da empresa. Parece complicado, mas pelo menos em um desses aspectos, há uma solução prática, fácil e com pouco impacto na folha: encurtar a distância entre trabalhador e trabalho.
A geolocalização, utilizada também nos aplicativos de táxi (para citar um exemplo), é capaz de apontar os candidatos dentro do perfil para trabalhar na sua empresa perto dela. Basta utilizar a ferramenta e contratar seguindo este parâmetro que teremos profissionais mais felizes, produtivos e predispostos a continuar mais tempo na companhia. O que ajudaria também a diminuir a rotatividade, algo fundamental para o faturamento de uma empresa. Principalmente agora, em tempos de crise.
Voltando aos 20 dias, quando começamos a falar sobre isso, descobrimos algo que poderia até parecer obvio, mas que se mostrou bem impactante. O paulistano sofre com o trânsito e gostaria de trabalhar mais perto de casa. Alguns até abriram mão de um salário um pouco maior, desde que pudessem ficar menos tempo presos em engarrafamentos.
As companhias têm tentado descobrir como deixar o profissional mais satisfeito. Tanto que as pesquisas de clima são cada vez mais comuns. Você inclusive já deve ter participado de uma. Uma das questões fundamentais sobre a questão do clima, da satisfação, passa pelo tempo que o profissional passa no trânsito. E é muito tempo.
Fonte: incorporativa (Autor: Jacob Rosenbloom)
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.

A sua casa ainda será seu escritório

A sua casa ainda será seu escritório

O setor empresarial vem adotando cada vez mais o sistema conhecido como home office.

Não é novidade nenhuma que o trânsito caótico das grandes capitais vem crescendo de uma maneira descontrolada, diminuindo a qualidade de vida daqueles que precisam enfrentar longas distâncias no trajeto entre residência e trabalho. Neste cenário, perdem também as empresas que observam a queda de produtividade atingir o seu negócio, em razão de funcionários desmotivados com o tráfego intenso diário. Um tempo desperdiçado que poderia ser aproveitado com suas famílias ou em outras atividades.
Na cidade de São Paulo, considerada a mais populosa do Brasil, há mais de 12 milhões de habitantes, o equivalente a 6% da população do país, estimada em mais de 202 milhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de pessoas somado à falta de infraestrutura em mobilidade faz com que o trabalhador paulistano perca em média três (3) horas do seu dia enfrentado o trânsito para ir e vir do trabalho todos os dias.
De olho nisso, diversas companhias passaram a mudar a velha cultura enrijecida e hierarquizada, a fim de se moldar às necessidades de seus funcionários. Para se flexibilizar aos paradigmas atuais de contratação, o setor empresarial vem adotando cada vez mais o sistema conhecido como home office. Uma maneira de auxiliar seus colaboradores a alcançar o equilíbrio entre ter uma carreira de sucesso e uma vida particular saudável.
De acordo com uma pesquisa global do mercado de trabalho, funcionários que atuam a partir de casa custam 30% a 70% menos do que aqueles que batem ponto no escritório. A pesquisa também apontou que a produtividade dos que trabalham de casa é 20% a 40% maior dos que cumprem horário regular dentro de uma empresa. E o mais surpreendente é que sistema tem funcionado. O estudo aponta que o grau de aprovação das companhias com esse tipo de funcionário é aproximadamente de 76%.
Além do quesito mobilidade, o desenvolvimento de novas tecnologias, a crise econômica e as características da geração que compõe a nova força de trabalho são alguns dos outros elementos que moldam as inovações que a nova relação laboral está gerando. Também conhecido como Trabalho 3.0, esta nova forma de atuação vem evoluindo simultaneamente com a internet e já se transformou numa resposta às mudanças rápidas da economia global.
Outra pesquisa realizada pela Prolancer demonstra que o setor freelancer, diretamente ligado ao home office, está em crescimento. Somente no ano passado, o número de trabalhos cadastrados na plataforma cresceu 272,77%. O aumento está claramente em sintonia com o objetivo das empresas de encontrar novas maneiras para enfrentar a complicada conjuntura da economia brasileira.
São estratégias simples como o home office que contribuem para repensar o setor de Recursos Humanos. Por isso, enquanto o mercado abre a mentalidade para novas propostas de contratação, é importante que o profissional passe a se especializar para se adaptar ao que possa surgir no futuro do trabalho. Afinal, é bem provável que a sua casa seja o seu próximo escritório.

Fonte: incorporativa (Autor: Sergio M. Baiges)
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.

Home office com vínculo empregatício

Home office com vínculo empregatício

O teletrabalho (prestação de serviços a distância) não é mais só terceirizado, entenda como isso
funciona

A tecnologia abriu novas oportunidades e trouxe experiências diferentes para o mundo do trabalho.Uma proposta que se populariza rapidamente é o trabalho a distância. Os defensores da contratação de pessoas que trabalham de casa dizem que assim não é mais preciso encarar o trânsito e os riscos dessa jornada diária. Essa mudança também acaba com certas imposições como postura e vestimenta exigidas no ambiente corporativo, necessidade de estar fisicamente em ambientes com pouca ou nenhuma interação ou conflitos, entre outras.

Experiências em áreas técnicas e tecnológicas mostram que as pessoas se sentem mais livres, portanto tendem a render mais e se tornarem mais criativas. Quem é quieto não é perturbado, quem gosta de música pode ouvir o que quiser. No tempo antes gasto com om trânsito é possível almoçar com mais calma, ter pausas para brincar com o cachorro ou buscar o filho na escola sem prejudicar o andamento do trabalho.

Entre os que estão em posição contrária, o argumento é que o home office ou teletrabalho móvel pode ser mais difícil de gerenciar, as relações de sigilo e confiança precisam ser mais formais, bem como o controle de horas trabalhadas e níveis de produção. O colaborador pode ter mais dificuldade de absorver a cultura da empresa e podem surgir problemas de integração de etapas separadas de um projeto ou na hora de reunir os membros da equipe.

O que orientam os advogados
Enquanto os dois lados tentam encontrar um ponto de equilíbrio, a legislação tenta acompanhar o progresso tecnológico. A partir do momento em que o trabalhador a distância é mais um contratado da empresa é preciso observar as mesmas implicações, deveres e direitos trabalhistas do pessoal “in loco”. Além disso há cuidado especial na organização do dia a dia desse trabalhador para que o home office não se transforme em um pesadelo para quem contrata ou para quem presta serviços.

Para a assessora jurídica da SOS Employer, empresa especializada em Recursos Humanos, Joseane Fernandes, o controle de jornada é analisado caso a caso, conforme se desenvolve o contrato de trabalho. No caso da empresa ter meios de controlar a jornada de trabalho do empregado em home office, valem os horários constantes no controle, como um relógio ponto.

“Este controle é realizado por e-mails, conversas por Skype ou outros instrumentos que comprovem o trabalho do empregado, além de prova testemunhal”, orienta. Caso a empresa não controle as horas trabalhadas, vale a mesma regra do trabalhador externo, de acordo com artigo 62 da CLT. (Saiba como montar um home office no caderno Imóveis, nessa edição)

Direitos e deveres previstos
No caso de existir um controle de jornada para quem é contratado da empresa para trabalhar em casa, a advogada Joseane Fernandes destaca que se ficar comprovado o trabalho noturno ou o descumprimento do intervalo interjornada, tais horas deverão ser pagas, mesmo direito garantido ao empregado que exerce as suas atividades no estabelecimento do empregador.

O regime é estabelecido no artigo 6º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o que protege os direitos desse trabalhador. “Os meios telemáticos e informatizados de comando, controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão do trabalho alheio”.

Portanto, se a pessoa trabalha no final de semana sem que esteja previsto em contrato e por imposição do contratante, ou ainda, trabalha por mais horas que o período contratado, os direitos estão garantidos.

A relação é a mesma. pago com o hora extra ou no percentual constante na CLT, o que for mais vantajoso ao empregado.

O trabalho home office vai muito da cultura e conduta de cada empresa, bem como da atividade realizada pelo empregado. Os direitos e obrigações são os mesmos para ambas as partes, quer o empregado trabalhe no estabelecimento do empregado, quer ele trabalhe em seu domicilio – o desenvolver do contrato de trabalho deverá ser pautado na boa-fé recíproca.

Caso o empregado esteja submetido a um controle de jornada, deverá constar na carteira de trabalho e no contrato que esse funcionário exerce atividade externa, segundo os termos do inciso
I, do artigo 62 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Fonte: http://maringa.odiario.com/
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.