Empresas alcançam ganhos robotizando processos na área fiscal e contábil

Empresas alcançam ganhos robotizando processos na área fiscal e contábil
 
 
Segundo pesquisa da Gartner, até 2022 o mercado de soluções de RPA movimentará um total de US$ 2,4 bilhões e estima que, 85% das grandes organizações terão adotado alguma forma de automação. Diante desse cenário, podemos dizer que já não é mais novidade que essas soluções estão modificando o modelo de trabalho das empresas, inclusive as brasileiras.
 
Dessa forma, não precisamos mais imaginar como seria automatização dos cálculos dos tributos ou até mesmo a geração e validação dos livros fiscais, pois essas e outras atividades já podem ser robotizadas e executadas com precisão. Mas como trazer essa tecnologia, que muitos acreditam ser um alto investimento, para dentro da organização e fazer com que as equipes contábeis e fiscais comecem a usufruir desses benefícios?
 
Já existem diversos cases de empresas brasileiras, que estão conseguindo implementar a robotização em seus processos, utilizando o Workmatic PRO, uma solução de robotização e automação da Decision IT S.A., empresa brasileira especializada em prover soluções fiscais inteligentes e focadas no atendimento ao SPED. Esse foi o caso da multinacional Gerdau, que implementou o robô Workmatic PRO para automatizar a obrigação acessória FCI – ficha de conteúdo de importação. De acordo com André Carlos Citolin, Gerente de Tributos Indiretos da Gerdau, o processo é 100% automatizado e funciona 24/7, trazendo redução de custo pra a operação, agilidade na logística e compliance, ou seja, sem falhas. Para Citolin, o maior ganho do projeto foi na logística, onde “nós tínhamos situações, que a demanda chegava na sexta-feira a tarde, e só conseguíamos despachar o caminhão na segunda-feira com a informação da FCI. Hoje, com o robô, o processo flui e todas as notas fiscais saem com a FCI”.
 
A Lojas Koerich, uma dos maiores varejistas de Santa Catarina, com 128 filiais, robotizou a entrega mensal da obrigação EFD ICMS/IPI, devido ao alto número de filiais que precisavam ser validadas e enviadas ao Fisco uma a uma por uma pessoa. Manu Hauptli, Supervisora Contábil e Fiscal, elogia os resultados e afirma “o que uma pessoa fazia em dois dias, o robô faz em um único dia. Isso faz com que o funcionário tenha mais tempo para realização de atividades que melhorem os processos internos e se dediquem a entender e legislação”.
 
Outro case varejista, é a Lojas Lebes, que também robotizou a geração, validação, conciliação e envio da obrigação EFD ICMS/IPI. Dulce Gobbe, Gerente Contábil e Tributário, afirma que para iniciar o projeto foi necessário rever três pilares: a cultura da empresa; os atuais processos; e a tecnologia para a área tributária. “A maior dificuldade foi a viabilização, por se tratar do primeiro projeto de robotização da empresa. Então, mensurar e demonstrar os ganhos, foi a etapa mais importante.”
 
Essas empresas são alguns exemplos de que sim, é possível, inserir a robotização em seus processos e conseguir resultados a curto prazo. “A robotização já faz parte do dia a dia de diversas áreas das empresas e a área contábil e fiscal não poderia ficar de fora. Atualmente já entendemos o uso de robôs como algo positivo e que vem agregar a todos. O trabalho que os robôs substituem normalmente é repetitivo e operacional, dessa forma deixa para os seres humanos trabalhos mais ricos, nos quais sempre teremos o diferencial de sermos seres pensantes e que conseguem ter um olhar mais estratégico sobre o todo”, comenta Caroline Renner, Diretora de Marketing e Comercial da Decision IT.”
 
 
 
Fonte: Decision IT SA
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

A Revolução Digital e o mito do desemprego

A Revolução Digital e o mito do desemprego
 
 
omo a 4ª revolução industrial vai gerar ainda mais empregos, ao contrário do que se pensa.
Recentemente ministrei uma palestra no CONARH sobre como a tecnologia vai transformar o dia a dia da área de recursos humanos. E diante do grande interesse resolvi escrever este artigo para compartilhar um pouco destas visões e experiências, que são válidas em qualquer área de atuação e para qualquer tipo de negócio.
 
Há um crescente temor na sociedade, provocado em grande parte pelo marketing ostensivo de algumas empresas de tecnologia, de que em um futuro breve teremos uma crise de emprego causada pelo avanço tecnológico – sobretudo na área de robótica e inteligência artificial. Frequentemente recebemos em nossa timeline matérias contando que um robô substituiu um médico ou um advogado trazendo assim o problema para muito além do trabalho braçal.
 
Mas se olharmos para a tecnologia como aliada da humanidade, veremos que esta parceria remonta aos primórdios da nossa civilização. A invenção de tecnologias como a roda por volta de 3.500ac ou o ábaco em 2.700ac deram o primeiro impulso em substituir a força braçal e intelectual humana por ferramentas que realizavam tarefas equivalentes.
 
Assim sucessivamente durante os séculos novas tecnologias vieram substituindo os humanos em tarefas de baixo valor agregado. Citando alguns exemplos, entregadores de gelo substituídos pelo refrigerador, acendedores de lamparinas de iluminação pública pela energia elétrica e a telefonista pelo telefone discado abrindo espaço para novas profissões, como recentemente os youtubers, pilotos de drones e cientistas de dados.
 
Particularmente acredito que a revolução digital que estamos vivendo terá o mesmo impacto para humanidade daquele trazido pela revolução industrial, que foi impulsionada pela tecnologia à vapor. E que, assim como naquela época, as profissões sem valor agregado darão lugar a novas profissões levando novamente a humanidade a um novo patamar.
 
Para ajudar a sustentar este raciocínio encontrei uma pesquisa publicada pela UNISINOS que traça uma linha comparativa entre os países mais robotizados do mundo e o seu nível de desemprego.
 
O gráfico mostra a Coreia do Sul na liderança da robotização com 531 robôs para cada 10.000 habitantes enquanto que o Brasil figura a 37ª posição com 9 robôs para mesma concentração habitacional. Curiosamente a taxa respectiva de desemprego nestes países é de 3,1% na Coréia e 13,7% no Brasil, demonstrando que a relação tecnologia vs desemprego parece ter uma taxa inversamente proporcional, ou seja, a tecnologia estimula o desenvolvimento, que por sua vez estimula o emprego.
 
Além desta pesquisa o instituto mundialmente reconhecido Gartner Group, produziu um documento intitulado “Top 10 Strategic Technology Trends for 2017” e que trouxe uma abordagem mais otimista em relação a esta revolução tecnológica. Na visão do Gartner a tecnologia dará um grande salto nos próximos anos impulsionando a humanidade a atingir um novo patamar, revolucionando a forma como as pessoas se relacionam com o trabalho. Para mencionar somente algumas das visões, nas predições do Gartner a inteligência artificial, aprendizado e máquina e a computação cognitiva ajudarão as pessoas a serem mais eficientes e produtivas no seu ambiente de trabalho. Na prática isto significa que o tempo gasto na coleta e cruzamento de informações para geração de insights poderá ser dedicado à tomada de decisões cada vez mais rápidas e assertivas.
 
Na minha apresentação do CONARH trouxe alguns exemplos de como estas tecnologias estão revolucionando o trabalho na área de RH, mas que se aplicam a qualquer outra área de atuação:
 
Assistentes Virtuais (Chatbots): Os chatbots ou assistentes virtuais podem ser grandes aliados para atendimento de primeiro nível, como por exemplo: atender dúvidas sobre os mais variados benefícios; orientar colaboradores sobre procedimentos internos; informar colaboradores sobre políticas da empresa.
 
Big data, Analitycs e Machine Learning: Identificar através de algoritmos aplicados na massa de dados padrões que gerem insights para sustentar a tomada de decisões como: identificar colaboradores com risco de desligamento condicionado a fatores internos e externos; entender desvios comportamentais através de eventos (batidas de ponto, pedidos de adiantamento, absenteísmo, etc.); comparar tendências de remuneração de profissionais com base em seu desempenho histórico.
 
Computação Cognitiva: Uso de computação cognitiva aplicada a processos de recrutamento e seleção para: traçar perfis comportamentais mais aderentes para as demandas de uma determinada posição; “entrevistar” candidatos analisando no conteúdo produzido por ele, suas características comportamentais; comparar perfis comportamentais desejados para vaga com candidatos adequados em função do seu perfil.
 
Automação de Processos (BPM): Uso de automação de processos para ganhar produtividade nas principais demandas do RH, como análise de solicitações de benefícios de terceiros como planos de saúde; coleta, análise e aprovação de informações para alterações cadastrais; controle do processo de geração de matrículas para prestadores de serviços; análise de pedidos de férias.
 
Com todo este cenário parece muito claro que fazer parte desta revolução digital, além de garantir a competitividade nos negócios, também cria novas oportunidades de emprego e renda que marcarão uma nova fase do desenvolvimento da humanidade.
 
 
 
 
Fonte: Senior (autor: Carlos Pereira, gerente de pesquisa, arquitetura e tecnologia na Senior)
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

eSocial reforça necessidade de documentos nascidos digitais

eSocial reforça necessidade de documentos nascidos digitais
 
 
Um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas na primeira e, agora, segunda fase de implantação do eSocial, no caso das organizações com faturamento superior a R$ 78 milhões anuais, tem sido a mudança de cultura por parte das empresas e adequação às exigências do novo sistema. Neste cenário, o maior avanço que pudemos presenciar foi um reforço na necessidade de que os documentos já devem nascer digitais.
 
O fato de boa parte das informações enviadas ao eSocial terem como base dados estruturados, como a folha de pagamento, tem tornado a Automação Robótica de Processos (ou RPA – Robotic Process Automation), também chamada de robotização, um dos assuntos mais comentados para facilitar a digitalização do RH e a adequação às exigências do eSocial.
 
Esse assunto, no entanto, tem esbarrado em uma série de obstáculos culturais, como a falta de conhecimento sobre o que pode ser robotizado. A robotização é ideal para processos que envolvam informações estruturadas, atividades repetitivas e que levam muito tempo. Na área financeira, que é uma das que avança mais rápido em termos de digitalização, não é difícil encontrar processos diários que se encaixem nesse padrão. No RH, no entanto, apesar do constante avanço dos últimos anos, as organizações ainda encontram dificuldades.
 
Existem vários processos que precisam ser automatizados com a implantação do eSocial, que no próximo mês vai adentrar a terceira fase de implementação e, em julho, vai ter início para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões anuais , incluindo Simples, MEIs e pessoas físicas que possuem empregados.
 
Hoje, exceto pelos documentos de admissão dos funcionários, a maioria dos documentos do RH, por meio do certificado digital, já podem nascer totalmente digitais.
 
As empresas que continuarem trabalhando com documentos em papel e criando versões digitais das informações possivelmente vão enfrentar uma série de problemas relacionados à inconsistência dos dados. Isso porque todas as informações relativas aos trabalhadores vão estar no eSocial, incluindo exames admissionais, novos empregados, demissões, entre outros.
 
Diante deste cenário, o sincronismo de informações vai ser essencial para evitar problemas relacionados a dados duplicados ou documentos com múltiplas versões divergentes, que vão dar ao RH um volume muito maior de trabalho para analisar as informações antes de submeter os dados de múltiplos departamentos ao sistema.
 
 
 
Tire proveito da robotização para agilizar processos
 
Um dos desafios que o eSocial trouxe ao RH é a necessidade de analisar cadastros para observar se há ou não alguma informação que destoe da atualidade. No caso das grandes empresas, com operações complexas de recursos humanos, esse tipo de tarefa é uma das que se adequa aos processos que podem tirar proveito da robotização.
 
Trata-se de uma atividade repetitiva e que um funcionário levaria muito tempo para realizar, além de fazê-la com uma grande possibilidade de erros. Se considerarmos o exemplo do setor financeiro, por exemplo, em que um robô pode analisar mais de 10 mil contratos em meia hora – semelhante à carga de trabalho de 12 pessoas nessa mesma quantidade de tempo – o RH também pode revisar dados de cadastros e documentos criados digitalmente com muito mais rapidez e sem erros.
 
A robotização também pode contribuir para a automatização das tarefas de recrutamento e seleção – algo que pode dar mais agilidade à coleta de documentos necessárias para as contratações, especialmente se a ficha de seleção do funcionário tiver as mesmas informações necessárias para o cadastramento no eSocial.
 
É possível automatizar ainda toda a seleção de currículos, pois os robôs podem receber, salvar, validar dados usando o LinkedIn e outras fontes configuradas, e a descrição de cada candidato, com o RH entrando apenas na entrevista presencial.
 
 
 
Fonte: Blog Trabalhista
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