Entenda por que as empresas devem ficar atentas ao direito à desconexão

Entenda por que as empresas devem ficar atentas ao direito à desconexão
 
O uso do celular atingiu níveis muito altos no Brasil. Atualmente, o País tem mais linhas ativas do que habitantes. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil atingiu quase 281 milhões de linhas telefônicas móveis.
 
Além disso, em 2016, a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que o uso de internet via celular havia ultrapassado, pela primeira vez, o computador tradicional.
 
O crescimento elevado do uso destes aparelhos tem alterado meios de comunicação tem a relação entre as empresas e seus colaboradores no que diz respeito ao bom senso de utilização fora do horário de trabalho para questões que envolvam o dia-a-dia profissional.
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As novas formas de comunicação dentro de pequenas, médias e grandes empresas têm gerado uma tímida preocupação com o chamado ‘Direito à Desconexão’, ou seja, o de não exigir a conexão permanente dos colaboradores com as atividades e responsabilidades profissionais, além do horário de trabalho, por meio de mensagens de celular, aplicativos, sistemas de e-mail, telefone fixo, rádios comunicadores, entre outros meios, como revela a advogada Viviane Castro Neves, sócia gestora do escritório Advocacia Castro Neves.
 
“O Direito à Desconexão não se confunde com o sobreaviso, com a falta de gozo de 60 minutos do intervalo para refeição e descanso de uma hora ou da fruição regular de férias. É mais amplo e não possui previsão legal específica”, diz. “Atualmente, as empresas devem se preocupar com o direito à desconexão em razão da utilização indiscriminada dos novos meios de comunicação e do próprio comportamento dos colaboradores”, esclarece a especialista. “Na maioria dos casos, não é a empresa e, sim, os próprios empregados, como indivíduos, que precisam aprender a desconectar-se e a respeitar o direito de desconexão do outro”, completa.
 
De acordo com a advogada, a preocupação com a desconexão dos colaboradores deve estar na pauta das políticas de gestão de pessoas das empresas no Brasil. Hoje, já existem algumas ações na Justiça discutindo o direito à desconexão. “Na maioria dos casos, ocorrendo a violação do direito à desconexão nos períodos de descanso, os empregados podem alegar que adquiriram doença profissional e requererem indenizações por dano moral, dano existencial, horas extras e/ou pagamento em dobro das férias”, comenta.
 
 
Condenação
 
Baseado no princípio constitucional da dignidade da pessoal humana, o desembargador Dr. Luiz Otávio Linhares Renault, da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Minas Gerais, condenou uma empresa ao pagamento de R$ 10 mil a título de indenização por dano moral existencial.
 
“Viver não é apenas trabalhar; é conviver; é relacionar-se com seus semelhantes na busca do equilíbrio, da alegria, da felicidade e da harmonia, consigo própria, assim como em todo o espectro das relações sociais materiais e espirituais”, destacou o julgador, ponderando que quem somente trabalha dificilmente é feliz. Assim como não é feliz quem apenas se diverte. “A vida é um ponto de equilíbrio entre trabalho e lazer”, registrou o desembargador.
 
 
Como não descumprir o direito
 
Para evitar o descumprimento do direito à desconexão, as empresas podem tomar alguns cuidados. Confira quais são:
 
1) Políticas de prevenção
É importante que a empresa aplique políticas de prevenção. A companhia deve se preocupar com o tema e estabelecer mecanismos e procedimentos para que seja observado o direito à desconexão;
 
2) Sistemas de TI
As senhas de acesso a bancos de dados, e-mails, celulares corporativos e outros meios de comunicação que possam ser acessados fora do horário de trabalho podem ser bloqueadas nos períodos de descanso;
 
3) Plantões
para suprir a ausência do colaborador no período legal de descanso, a empresa pode criar sistemas de plantões para emergências, onde somente o plantonista ficará conectado. Nestes casos, deverá a empresa oferecer a devida compensação ou contraprestação pecuniária a este profissional;
 
4) Política de gestão
Crie uma comunicação clara e direta entre os gestores e seus subordinados para que não haja o desmedido contato com os colaboradores via celular fora do horário de trabalho. Caso seja necessário solicitar uma tarefa que demande mais tempo do que o colaborador ainda tem para encerrar a jornada diária, deixe claro que o trabalho é para o dia seguinte.
 
 
 
Fonte: IG – Economia
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma
 

Google quer abrir páginas instantaneamente em smartphones

Google quer abrir páginas instantaneamente em smartphones

São Paulo – O Google está anunciando hoje um projeto ambicioso para acelerar a internet. Ele é chamado Accelerated Mobile Pages (AMP), páginas móveis aceleradas, em português. O objetivo é corrigir um dos principais problemas identificados pela empresa dentro da web: o tempo que cada página demora para carregar em um dispositivo móvel.

“A internet já tem mais de 20 anos. Hoje, pensamos que existe uma crise de velocidade e desempenho”, disse Richard Gingras, chefe de notícias e produtos sociais do Google, em entrevista a EXAME.com

O projeto está sendo lançado com organizações de mídia ao redor do mundo. A Editora Abril, que publica EXAME.com, é uma das parceiras iniciais do Google. Folha de S. Paulo e Editora Globo são outras empresas brasileiras participando do projeto.

Grandes nomes da imprensa mundial também estão inicialmente, como The New York Times, The Washington Post, The Guardian, El País e BBC.

O Google define a empreitada como “a criação de páginas na web mais amigáveis para dispositivos móveis”. A ideia é que seja criado um padrão universal que permita que páginas abram no smartphone instantaneamente.

De acordo com o Google, pesquisas mostram que 30% dos usuários abandonam um site se a página levar mais de seis segundos para carregar no smartphone. O projeto AMP tem pilares tecnológicos para que esse tempo caia em, ao menos, 80%.

O Google usará um novo padrão de HTML que se difere pouco da linguagem usada atualmente. Também será possível armazenar páginas pré-carregadas nos servidores do Google – as empresas podem escolher manter o conteúdo em seus próprios servidores também.

As páginas serão simplificadas em relação ao conteúdo original. Por ora, o foco será no essencial: texto, fotos e vídeos (além de banners de anúncios). Essa nova prática, acredita o Google, permitirá que as páginas abram instantaneamente em smartphones e conexões móveis.

Nos próximos meses, o Google espera trabalhar com as empresas para expandir as capacidades das páginas no projeto AMP. A expectativa é que seja possível usar tipos de conteúdo mais sofisticados como mapas, ferramentas de visualização de dados ou plug-ins sociais.

Vale dizer que todo o material é completamente open-source. Tudo será disponibilizado pela empresa no GitHub.

Acelerar a internet

Os grandes nomes da tecnologia elegeram o problema do tempo de carregamento de uma página da internet como foco. Além do Google, Facebook e Apple têm iniciativas dentro dessa área. Cada uma dessas empresas tem um perfil, o que influencia a solução apresentada por elas.

Mais cedo neste ano, o Facebook mostrou o Instant Articles. A argumentação é próxima à usada pelo Google: as páginas demoram muito para carregar e nós temos a solução.

O Facebook desenvolveu um método que permite que páginas de notícias sejam abertas em poucos segundos. O ponto sensível dessa solução é que ela funciona somente dentro do app da rede social – e somente para iPhone, por enquanto.

Para a Apple, algo que dificulta a abertura de uma página na web são as publicidades. A última versão do iOS vem com suporte, pela primeira vez, para bloqueador de anúncios (ou Ad Blockers). O problema aqui é que boa parte do modelo comercial de sites, sejam eles de notícias ou não, depende da receita gerada por anúncios.

Durante a entrevista com Richard Gingras e David Besbris, que é vice-presidente de engenharia dos sistemas de buscas do Google, eles disseram que não existe uma competição. “Enxergamos isso com um perfil de fundação”, disseram.

Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.