7 curiosidades sobre o Watson da IBM

7 curiosidades sobre o Watson da IBM
 
 
Em 2017, a IBM completa 100 anos de Brasil. Provavelmente por esse motivo eles estejam convidando jornalistas, influenciadores e YouTubers para conhecer melhor o universo IBMista. Em agosto, tive a oportunidade de passar uma tarde na sede da empresa em São Paulo e trago algumas curiosidades sobre o Watson, solução de computação cognitiva da empresa que já aprendeu português, esteve recentemente ajudando na interpretação de obras de arte da Pinacoteca do Estado de São Paulo, e é também ponto de partida para vários produtos para outras empresas.
 
 
 
1. Mais do que uma inteligência artificial, Watson é uma solução de computação cognitiva
 
Comumente chamado de inteligência artificial – o que não está de todo o errado – o Watson é descrito pela própria IBM como uma solução de computação cognitiva e ela surge com a expansão da Internet, a partir do ano 2000, quando um grande volume de dados estruturados e não-estruturados e em formato de áudio e imagem foi gerado, criando uma nova classe de problemas relacionados à interpretação de dados não-estruturados que até então esses sistemas programáveis não conseguiam resolver.
A computação cognitiva surge para ajudar nesse desafio, uma vez que é a computação voltada à geração de conhecimento baseado na interpretação e extração de significado dos dados, primariamente não-estruturados, os quais seriam muito difíceis de serem tratados por meio dos sistemas programáveis tradicionais. Vale dizer que por trás da computação cognitiva há uma gama de tecnologias de inteligência artificial, como processamento de linguagem natural, geração de hipóteses baseada em evidências, aprendizado de máquina e dezenas de outros algoritmos e tecnologias que analisam as evidências em diferentes dimensões como tema, popularidade, confiabilidade da fonte de informação, em especial no tratamento de grande volume de dados.
 
 
 
2. Não, o Watson não é um supercomputador
 
Durante anos chamado de supercomputador, o Watson não é um supercomputador no sentido físico, isto é, não existe uma máquina chamada Watson em algum lugar do mundo respondendo suas perguntas. O Watson habita vários centros de dados, os chamados data centers, da IBM, logo, está em um sem número de máquinas. Logo, não é um supercomputador, mas vários computadores interligados funcionando em rede e na nuvem. Sendo mais clara, o Watson não é um hardware, mas um software, logo não podemos chamá-lo de supercomputador.
 
 
 
3. Sim, no Jeopardy! o Watson assumiu uma forma física
 
Em 2011, quando o Watson venceu o programa de perguntas de conhecimento gerais da TV norte-americana Jeopardy! a unidade que foi levada para os estúdios era uma versão física do Watson, composta por 10 máquinas que, para ser justo com os demais competidores, não poderia estar conectada à Internet. Na preparação para o show, Watson aprendeu praticamente a Wikipédia inteira, e contava com um braço mecânico que apertava o botão de resposta para simular a demora humana de pensar e agir.
 
 
 
4. Não, o Watson não é um sistema de perguntas e respostas
 
Prova disso é o próprio Jeopardy!, no qual Watson sempre mostrava três alternativas de respostas, apontando como sendo a escolhida aquela que tinha 50% ou mais de confiabilidade.
 
 
 
5. O Watson faz uso de dados não-estruturados
 
Segundo empresa, 80% dos dados gerados por meio de textos, imagens, vídeos e posts em redes sociais são desestruturados. Isso quer dizer que são de difícil interpretação aos olhos da computação convencional. Apesar de serem vistos, lidos e consumidos por pessoas, essa montanha de informações não representa nada se não for analisada e interpretada. Enquanto um computador tradicional é capaz de pegar informações estruturadas e organizá-las na forma de uma planilha, por exemplo, a computação cognitiva do Watson é capaz de compreender diferentes receitas de torta de maçã e, a partir disso, criar novas receitas. Uma receita de torta de maçã é um dado desestruturado, pois não tem uma lógica contínua.
 
 
 
6. Watson já fala nove línguas, incluíndo português
 
Segundo um texto recente da Wired, a culpa do Watson já falar português é do Bradesco. Um dos maiores bancos do Brasil, o Bradesco se associou à IBM para adicionar aplicações cognitivas a uma série de departamentos e serviços, começando por seus call centers. Com um centro de pesquisa e desenvolvimento da IBM bastante ativo no Brasil, o português brasileiro foi uma escolha natural. Inicialmente, o Watson está fornecendo suporte para os atendentes de call center, ajudando-os a acessar informações e a responder consultas dos clientes de forma mais eficaz. A longo prazo, o Watson deve interagir diretamente com os clientes que buscam pelos serviços telefônicos do Bradesco.
 
 
 
7. Watson, ao contrário do que muitos pensam, não é uma homenagem a Sherlock Holmes
 
A homenagem, na verdade, é para Thomas J. Watson (1874 – 1956), um empresário estadunidense visionário que foi presidente da Computing-Tabulating-Recording Company, empresa que deu origem à IBM.
 
 
 
Fonte: IBM
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Como a inteligência artificial pode mudar a nossa vida?

Como a inteligência artificial pode mudar a nossa vida?
 
 
A inteligência artificial desperta alguns temores nas pessoas. Isso porque os filmes de Hollywood não costumam abordar os aspectos positivos e favoráveis da tecnologia à favor da humanidade. No fim, sempre tem algo que dá errado. Mas afinal, poderia a máquina nos substituir? Poderia a máquina ser mais inteligente e nos dominar? Onde a inteligência artificial já está sendo utilizada?
 
Primeiro precisamos definir o que é substituir. A “máquina” vai nos substituir em algumas tarefas sim, é fato. Alguns trabalhos deixarão de existir simplesmente por serem repetitivos e não requererem mais a intervenção de um ser humano. Uma “máquina” que aprende e executa de maneira milimétrica o trabalho sem errar por milhões e milhões de vezes, que não se cansa e é capaz de corrigir o seu próprio erro em segundos, já existe. Mas a resposta correta é: não. A máquina não vai nos substituir. O que ela fará são algumas tarefas e/ou trabalhos repetitivos e que não requeiram a sensibilidade humana para funcionar.
 
O segundo questionamento que ouço bastante é se “a máquina” poderia ficar mais inteligente que nós e nos dominar, igual aquelas histórias de filmes. Essa é uma pergunta de difícil resposta, visto que se “a máquina” aprende sozinha coisas boas, ela sim pode aprender sozinha coisas ruins e empregá-las em proveito próprio. É uma teoria, mas depende do ser humano que programará o que “a máquina” pode ou não pode fazer. Logo, o controle será sempre do ser humano. Quando estudava no colégio técnico eu tinha um professor que nos dizia a resposta mais adequada àquela época: “Se um dia a máquina quiser nos dominar, é só desligá-la da tomada” – guardadas as devidas proporções, quem fizer a programação da “máquina” deverá prever esse tipo de inversão de valores. Independente dos temores, já existem algumas áreas onde a inteligência artificial está sendo utilizada e com bastante sucesso. Alguns exemplos:
 
 
Saúde
 
A área da saúde é uma das grandes beneficiárias da inteligência artificial. Hoje existem empresas que utilizam esse mecanismo para ajudar os médicos no diagnóstico. O paciente informa o que está sentindo (escrevendo ou falando) e o mecanismo de inteligência artificial – baseado em seu banco de dados (de petabytes de informação) – indica ao médico os possíveis diagnósticos e possíveis medicações.
 
A mesma coisa com exames clínicos. Baseado em todos os seus exames anteriores e atuais, o mecanismo de inteligência artificial os analisa e aponta quais os possíveis sintomas ou quais os índices dos seus exames não estão bons, e informa o que fazer para melhorar esses índices e possíveis medicações.
 
 
Segurança da informação
 
Na área de segurança da informação a inteligência artificial terá (já tem) um papel fundamental. No caso de invasões e vazamentos de informação, essas geralmente são provocadas por hackers (ou crackers) e eles se utilizam de softwares e alguns mecanismos para essas invasões. Os mecanismos de inteligência artificial estão aprendendo rapidamente como os hackers realizam seus ataques e “intromissões”, e estão conseguindo bloqueá-los de maneira bastante eficiente. E cada novo ataque de um hacker é mais um aprendizado para o mecanismo de inteligência artificial; portanto, quanto mais se ataca um computador, mais a inteligência artificial aprende, e isso com o tempo vai certamente enfraquecer os hackers.
 
 
Hábitos e comportamentos
 
Essa talvez seja uma área em que a inteligência artificial esteja a pleno vapor e já podemos, inclusive, ver os seus resultados. Um exemplo é o que você posta em suas redes sociais – baseado nas informações que você já tem no cadastro, e em seus posts, os mecanismos de análise cognitiva e de inteligência por trás dessas redes conseguem “saber” se você está triste naquele dia, se está com seu lado político mais aflorado, se quer comprar uma bolsa ou um sapato novo, se quer viajar e pra onde, ou se simplesmente está de passagem por ali. Inclusive, já conseguem analisar até as imagens das suas fotos postadas com amigos ou marcadas por eles.
 
Esses são alguns exemplos (existem muitos outros) de onde a inteligência artificial já está produzindo resultados. Ela não veio para ser simplesmente utilizada como algo “mau”, mas para coisas que realmente vão tornar a vida das pessoas melhores e resolver problemas de maneira mais rápida e assertiva. Confiemos que seja assim.
 
 
 
Fonte: Contabilidade na TV
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma