Vai haver folga de Carnaval ou não? Veja o que sua empresa pode fazer

Vai haver folga de Carnaval ou não? Veja o que sua empresa pode fazer
 
 
A pandemia causou confusão sobre a folga de Carnaval nas empresas. Os funcionários terão ou não um descanso, mesmo que não haja festas oficiais? O Carnaval não é um feriado nacional. Em algumas cidades e estados, como o Rio de Janeiro, é um feriado local.
 
Onde não é feriado oficial, como no estado e na cidade de São Paulo, as empresas têm liberdade para dar folga ou não a seus funcionários. O mais comum, usualmente, é que eles sejam liberados.
 
Pandemia trouxe mudanças Neste ano, com a pandemia, além do cancelamento de festas, desfiles e eventos de rua, alguns lugares mudaram o que costumam aplicar nessa época.
 
O governo do estado de São Paulo e a prefeitura da capital decidiram não conceder o ponto facultativo para funcionários da administração pública. No Rio, o prefeito Eduardo Paes revogou o ponto facultativo na segunda-feira (15), mas segue sendo feriado na terça-feira (16).
 
Confira algumas perguntas e respostas sobre o que as empresas podem fazer e quais são os direitos dos trabalhadores, dependendo do caso, segundo os advogados trabalhistas Fernanda Perregil, do Innocenti Advogados, e Luís Paulo Miguel, do escritório BRBA.
Empresa pode dar folga?
Nos locais onde não há feriado, as empresas têm liberdade para dar folga a seus funcionários.
 
 
Folga pode ser compensada?
Sim. Caso a empresa dê folga nos dias de Carnaval em lugares onde não é feriado, ela pode exigir que essas horas sejam compensadas depois.
 
Isso pode ser feito por meio do banco de horas, seja por acordo ou convenção coletiva (acordado com o sindicato) ou acordo individual (diretamente com o funcionário).
 
Se não há nenhum tipo de banco de horas, o empregador pode fazer um acordo direto com o funcionário para que as horas sejam compensadas, mas precisa ser no mesmo mês.
 
 
Caso trabalhe no feriado, recebe a mais?
Sim, caso o funcionário tenha que trabalhar em um feriado, as horas devem ser pagas em dobro.
 
 
Empresa pode mudar de ideia sobre compensação?
Caso a empresa opte por dar folga a seus funcionários, ela já deve comunicar se aquelas horas terão ou não de ser compensadas.
 
O empregador não pode, por exemplo, dar a folga sem exigir compensação e, passado um tempo do Carnaval, decidir descontar aquelas horas do banco ou querer que elas sejam compensadas em outro dia.
 
 
Até quando deve ser compensado?
As horas trabalhadas no feriado devem ser compensadas em até seis meses, no caso de banco de horas por acordo individual, ou em até um ano, se o banco de horas for por negociação coletivo. Passado esse prazo, a empresa deve pagar como horas extras.
 
 
Como as horas devem ser compensadas?
As horas que o funcionário está devendo devem ser divididas e pagas em outros dias de trabalho. Mas ele só pode fazer, no máximo, até duas horas a mais do que sua jornada normal de trabalho, por dia.
 
 
O funcionário que falta pode ter o salário descontado?
Sim. Caso a empresa decida que será um dia de trabalho normal, mas o funcionário faltar sem justificativa, ele pode ter o salário descontado por aquele dia e até mesmo receber uma advertência.
 
 
Se o funcionário faltar, pode ser demitido por justa causa?
Apenas uma falta não pode levar a uma demissão por justa causa, diretamente.
Isso só pode acontecer se o funcionário recebeu uma advertência e uma suspensão por faltas anteriores.
Mas se o empregado cometer uma falta grave, o empregador pode aplicar uma justa causa imediatamente, como por exemplo no caso de falsificação de um atestado médico para justificar a falta.
 
 
Fonte: UOL
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

As razões que levam profissionais a não se ‘desligarem’ do trabalho nos momentos de folga

As razões que levam profissionais a não se ‘desligarem’ do trabalho nos momentos de folga

Traci Fiatte gosta de checar seus emails no domingo à noite. Para ela, isso a ajuda a se preparar para a semana à sua frente.
Mas a empresária e presidente da agência de empregados Randstad percebeu há cinco anos que suas tendências workaholic tinham efeitos negativos em seus funcionários.

“Percebi que muitos deles não almejavam uma promoção por medo de comprometer suas vidas pessoais – algo que eu estava fazendo”, conta.

Assim como ela, muitos de nós estamos cada vez mais ligados no trabalho em momentos em que deveríamos curtir nossas horas de lazer.

Em uma pesquisa da Associação Americana de Psicologia (APA, na sigla em inglês), realizada em 2013, mais da metade dos entrevistados contou que checa suas mensagens de trabalho pelo menos uma vez por dia durante fins de semana, férias ou até quando estão afastados por licença médica.

Mas para David Ballard, diretor-executivo de excelência organizacional da APA, nem sempre esse hábito é prejudicial.
Muitos dos mesmos entrevistados na sondagem se disseram satisfeitos com a capacidade de combinar a carreira com a vida pessoal. Cerca de 71% revelaram estar em controle sobre suas horas de trabalho, enquanto 56% contaram que a tecnologia os ajuda a cumprir suas tarefas.

“Esse aspecto positivo foi uma surpresa”, admite Ballard. “As pessoas relataram uma maior produtividade, mais flexibilidade e uma facilidade maior de concluir seus afazeres.”

 

Importância e valorização

Chris Hale se diz satisfeito por tecnologia permitir que ele trabalhe junto à família Chris Hale, fundador da empresa de contabilidade Kountable, afirma não se importar em se manter a par dos assuntos do escritório durante as férias porque isso o permite manter o negócio em andamento enquanto ele curte a companhia dos amigos e familiares.

No ano passado, durante férias a bordo de um iate, ele precisou atender a chamada de um investidor. Sem um lugar tranquilo para conversar, acabou se instalando em um dos botes salva-vidas.
“Acho que ficaria louco se tivesse que trabalhar nos ‘horários normais'”, diz.

Estar disponível a todo momento faz com que algumas pessoas se sintam cruciais para a empresa, segundo o coach de carreiras Craig Dowden, de Toronto, no Canadá.

“Para esses indivíduos, aquela luzinha piscando no celular significa ‘sou importante’. É uma massagem no ego”, afirma.
Além disso, avalia Fiatte, muitos jovens trabalhadores valorizam o imediatismo e preferem responder às mensagens assim que as recebem.

Alguns profissionais se sentem importantes quando requisitados fora de hora

Uma das diferenças entre sentir-se sobrecarregado ou tranquilo com a cultura do “plantão permanente” pode estar no fato de se sentir responsável pela empresa.

Quando Tom Cridland começou sua grife em Londres, há dois anos, ele sentia que nunca podia desligar. “Eu dava uma enorme atenção a cada email recebido, mesmo que fosse sábado à noite”, lembra.

Somente quando sua namorada se juntou ao negócio como sócia, Cridland começou a sentir um equilíbrio maior entre a vida pessoal e o trabalho.

 

Clareza do chefe

Para outras pessoas, no entanto, estar sempre à disposição é algo que aparentemente todo chefe espera que aconteça.

“Cabe às empresas reforçar ou não a mensagem de que seus funcionários devem estar sempre conectados”, afirma Dowden.
Como a tecnologia permite que trabalhemos de qualquer lugar, a qualquer hora do dia, há muitas dúvidas em relação ao que é um dia “típico” de trabalho.

Um problema é aquele chefe que manda emails durante as horas de descanso, sem dizer quando precisa da resposta.

Em situações como essa, tendemos a imitar o comportamento de nossos superiores. E com a pressão por desempenho, o trabalho em colaboração com países de diferentes fusos-horários e uma nova geração de funcionários dispostos a ignorar os limites entre carreira e lazer, a expectativa de que devemos estar em plantão permanente só tende a crescer.

Em 2014, 42% de trabalhadores entrevistados por uma pesquisa da Randstad indicaram que se sentiam na obrigação de verificar seus emails durante as folgas; 45% se disseram compelidos a responder a uma mensagem dentro de poucas horas; 47% não se sentiam culpados de trabalhar mesmo doentes.

Um estudo da mesma empresa realizado um ano depois revelou que cerca de 30% dos trabalhadores tiveram que cancelar suas férias planejadas por causa do trabalho.

Mas a verdade é que estar disponível a todo momento talvez não precise ser algo indispensável.

Quando Fiatte percebeu que seus emails fora de hora assustavam os funcionários, iniciou um esforço com sua equipe de gerentes para que todos fossem mais claros sobre quais mensagens são urgentes.

Ela ainda trabalha nos domingos à noite, mas só manda emails na segunda-feira de manhã. Quando há uma emergência, a empresária simplesmente faz alguns telefonemas.

Além disso, hoje Fiatte incentiva abertamente seus funcionários a se desligarem durante as férias.

Fonte: BBC (Autor: Renuka Rayasam)
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma