Internet pode ajudar micro e pequeno empresários a crescerem

Internet pode ajudar micro e pequeno empresários a crescerem
 
Setores de moda e acessórios, higiene pessoal, beleza e decoração estão entre os que têm grande possibilidade de lucrar online; veja as vantagens de ter presença virtual.
 
É difícil encontrar uma loja ou empresa grande que não tenha um canal de vendas na internet. Hoje, com um número cada vez maior de compradores online, é quase impossível existir sem ter presença virtual. Mas não são apenas marcas famosas ou serviços de grande porte que podem se beneficiar do comércio eletrônico: o e-commerce também é um poderoso aliado de micros e pequenos empresários.
De acordo com o consultor empresarial Jorge Bahia, a presença virtual é fundamental para todos os tipos de empresários e empreendedores. “Não tratar o e-commerce como uma possibilidade de realizar suas operações comerciais é o mesmo que ratificar opção pelo não crescimento do negócio. Tudo, hoje, pode ser oferecido e comercializado pela internet, considerando que as barreiras de tecnologia da informação e de marketing digital foram vencidas com relação à acessibilidade de custos”.
Entre as atividades com maior possibilidade de ascensão no comércio eletrônico, o especialista cita moda e acessórios, higiene pessoal, beleza e decoração de ambientes. “Não podemos deixar de mencionar as atividades relacionadas à informática e eletroeletrônicos. As atividades de lazer e esportes no toante a serviços também têm um horizonte favorável”, completa.
Um setor que ainda possui presença online tímida, mas que promete crescer, é o de padarias e mercearias. Segundo o coach de vendas Jaques Grinberg Costa, não são apenas os supermercados e restaurantes que podem lucrar vendendo pela internet: “Quem tem uma padaria pequena, de bairro, também pode ter loja online. Não há quem não gostaria de acessar a web, comprar um pãozinho e receber em casa”, exemplifica.
No entanto, para quem pretende vender alimentos pré-prontos ou pré-processados, cuidados adicionais são importantes. Quesitos relacionados a prazos de validade, correção no acondicionamento e temperatura para manter os produtos podem ser empecilhos operacionais”, alerta Jorge.
Vantagens
A exposição no comércio eletrônico é geralmente maior do que em um ambiente físico. De acordo com Jorge, nos últimos seis anos, o número de internautas brasileiros cresceu acima de 143%, o que torna a internet uma excelente vitrine para os negócios.
“Hoje, falamos de 110 milhões de pessoas conectadas, com uma conexão média diária de 8 a 9 horas. Estar exposto online é fundamental para divulgar sua marca e seus produtos”, conta Jorge.
A possibilidade de fazer entregas mais rápidas também é um diferencial para os micros e pequenos empresários. Atuar regionalmente pode ser uma boa ideia para o início.
“Se você é pequeno e começar vendendo para o seu bairro e regiões próximas, é possível fazer a entrega em até quatro horas. As grandes redes têm prazos de dias. O pequeno empresário, inicialmente, não irá concorrer com os grandes. Pode ser interessante começar trabalhando apenas regionalmente”, recomenda Jaques.
O coach de vendas ainda destaca o baixo custo de investimento: “Há a possibilidade de gastar menos. Quando você tem um espaço físico, terá gastos obrigatórios com a manutenção daquele ambiente, além do aluguel e de outras despesas. Na internet, existem ferramentas gratuitas para desenvolvimento de sites. Se você não tiver condições de montar uma página adequada sozinho, existem empresas que fazem isso por você. De início, não cobram nada, apenas um percentual das vendas”, ensina.
 
Fonte: IG – Economia (Autor: Gustavo Mause)
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.

O eSocial vai dar trabalho à internet

O eSocial vai dar trabalho à internet

Tudo indica que o eSocial passará a ser obrigatório a partir de setembro de 2016. Portanto daqui a exato um ano, e desde já, este tema deve fazer parte das preocupações do empresariado.
A questão é: conseguirá a Internet, o meio pelo qual os dados das empresas serão exigidos, dar vazão ao que está sendo solicitado pela Receita Federal do Brasil e demais órgãos que compõem o colegiado do eSocial envolvidos no projeto?

Até agora, nenhuma das versões dos manuais publicados orientando sobre o uso do eSocial (sendo o último divulgado em julho), trouxe previsões sobre quais procedimentos deverão ser adotados em situações de contingência. Se empresas que reclamam da demora ou da impossibilidade de gerar os documentos de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) por causa de falhas na conexão com a Internet, por exemplo, isso no eSocial será um grande transtorno.

O volume de dados exigido dos contribuintes pelo meio eletrônico é crescente e avança em ritmo superior ao das melhorias na Internet no país. Informações divulgadas na imprensa dão conta que num levantamento realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) mostrou que um documento de 3,8 gigabyte leva cerca de nove horas e meia para ser baixado por empresas brasileiras. A média mundial é de 4,5 megabytes por segundo e no Brasil é de 2,9 megabytes por segundo.

É neste ambiente que as empresas brasileiras vão operar. O volume de dados exigido pelo eSocial é muito grande. O sistema irá requerer que uma empresa de grande porte preencha mais de mil e quinhentos campos relativos a informações trabalhistas e previdenciárias. O volume de dados, em bytes, que essas obrigações irão gerar só será evidenciado quando a fase de teste do sistema iniciar, o que deve ocorrer ainda neste ano de 2015.
Diferente dos demais arquivos magnéticos exigidos dentro do projeto SPED, as informações deverão ser prestadas diariamente. Atrasos no envio doa dados serão penalizados com multas. A Resolução N° 1 do Comitê Diretivo do eSocial, publicada no Diário Oficial de 24 de julho de 2015, regulou os novos prazos que deverão ser seguidos pelas empresas para envio dos dados detalhados dos seus colaboradores. Informações relativas à folha de pagamento, por exemplo, terão de ser encaminhadas pelo eSocial até o dia sete do mês subsequente.

Caso não esteja disponível o acesso a Internet nesse dia, haveria de se ter planos alternativos para o cumprimento da obrigação fiscal acessória, assim como no Projeto de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), na qual existe a emissão de documento em contingência. Entretanto, não existe até o momento nada para atendimento alternativo apresentado pelo grupo de trabalho responsável pelo eSocial.

Na prática, as empresas terão de enviar aos órgãos públicos um volume maior de informações e em velocidade maior também, se comparado com o atual. A qualidade dessas informações terá de aumentar, pois equívocos serão facilmente identificados por meio do cruzamento de dados da Receita Federal, da Previdência, do Ministério do Trabalho e da Caixa Econômica Federal, que são os organismos envolvidos com o sistema.

*Edmir Teles é gerente de consultoria BPO da Divisão de Aplicativos da Sonda IT, maior integradora latino-americana de soluções de Tecnologia da Informação

Sobre a Sonda América Latina (www.sonda.com) e a Sonda IT (www.sondait.com.br)
A Sonda é a maior integradora latino-americana de serviços e soluções de Tecnologia da Informação (TI). Fundada em 1974, a companhia tem presença direta em dez países da região, tais como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru e Uruguai. Atualmente a empresa opera com 22 mil colaboradores e seu faturamento em 2014 alcançou a marca de US$ 1.447 bilhão. Suas principais áreas de negócios são os serviços de TI em diferentes modalidades, aplicações e infraestrutura. Sua cobertura de negócios compreende uma ampla diversidade de indústrias. No Brasil, a Sonda IT atua desde 1989 e está presente nos principais Estados do País.

Fonte: http://www.jornalcontabil.com.br/
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.