Posso ser demitido por falar minha opinião política no trabalho?

Com a aproximação das eleições, é normal que as pessoas falem mais sobre suas opiniões políticas no dia a dia, inclusive no ambiente de trabalho — comentar debates que tenham acontecido, entrevistas ou até mesmo aparições públicas dos candidatos. Mas falar sobre o assunto no ambiente profissional pode ser motivo para demissão?
O advogado Renato Canizares, sócio da área trabalhista do escritório Demarest, diz que a lei não permite que uma empresa demita um funcionário por opiniões políticas e que isso é considerado discriminação — porque fere o direito à liberdade de expressão garantido pela Constituição Federal.
A grande dificuldade é comprovar que a demissão foi motivada por questões políticas, já que as empresas não costumam dizer ao funcionário que este é o motivo da dispensa.
Paulo Sardinha, presidente da ABRH Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos), afirma que a discussão política é um exercício para a cidadania e, por isso, não deveria ser motivo para demissão. Para ele, nada que é feito com equilíbrio costuma comprometer o emprego do profissional.
 
O que fazer se for demitido por opinião política?
Ursula Cohim Mauro, advogada trabalhista e sócia do escritório Orizzo Marques Advogados, diz que quem é demitido por opinião política pode entrar na Justiça para receber uma indenização e até para voltar ao emprego antigo, se quiser.
A orientação dos especialistas ouvidos pelo UOL é buscar a ajuda de um advogado para entender o que dá para ser feito em cada caso.
 
O que serve como prova na Justiça?
Não existe uma receita de bolo, segundo os advogados.
Cada caso é avaliado pelo juiz e depende das provas que a pessoa conseguir mostrar à Justiça.
Os advogados dizem que documentos, conversas gravadas, prints ou testemunhas podem servir como provas. Se a discriminação for comprovada, a pessoa pode receber indenização por danos morais.
 
Em que situações a demissão por política pode acontecer?
Se a opinião política da pessoa estiver interferindo no trabalho ou no dia a dia do profissional. Sardinha diz que alguns exemplos são se o profissional exagerar no assunto, adotar um discurso de ódio ou tentar convencer os colegas em que candidato votar, por exemplo.
A questão é que neste caso a pessoa não seria demitida pelas suas opiniões, mas sim porque suas atitudes estão atrapalhando o dia a dia profissional. Neste caso poderia até caber demissão por justa causa.
Para ser demitido por justa causa, o profissional precisa descumprir alguma das regras previstas na CLT, como ser indisciplinado no trabalho, agir de má-fé ou cometer roubos e furtos.
Já a demissão sem justa causa, como o próprio nome diz, não precisa de um motivo. A diferença é que a demissão sem justa causa tem alguns pagamentos indenizatórios a mais do que com justa causa.
Apesar de a demissão ser uma possibilidade, ela é a medida mais extrema que uma empresa pode adotar. Canizares diz que a pessoa que está causando problemas pode levar uma advertência da empresa em um primeiro momento e que a demissão seria a solução caso conversas anteriores não tenham funcionado.
 
Posso falar de política nas redes sociais?
Sim, mas Canizares diz que a empresa pode pedir para que o funcionário não vincule o nome da companhia nos posts. Cada um pode falar o que quiser, desde que não vincule a opinião individual à empresa, diz Canizares.
 
Política em processos seletivos
Sardinha diz que perguntar a opinião política não é pertinente nos processos seletivos, porque não tem ligação com o desempenho da função. As perguntas feitas durante os processos seletivos devem ser para avaliar as capacidades do profissional de exercer a vaga para qual ele está se candidatando.
É de se estranhar que um RH pergunte isso, mas estamos percebendo uma polarização grande, o que desequilibra algumas coisas.
 
E se a opinião interferir no trabalho?
Neste caso, a pergunta pode ser feita, mas só em situações muito específicas. Mauro diz que isso pode ser relevante a um profissional que vá trabalhar na campanha de algum candidato, por exemplo.
Segundo ela, perguntas sobre a vida particular do profissional —como opinião política, orientação sexual ou religião— não deveriam ser feitas em nenhum processo seletivo. Os recrutadores devem sempre focar nas perguntas que vão determinar as habilidades do trabalhador para exercer o cargo, caso seja aprovado.
A advogada afirma que as perguntas pessoais só devem ser feitas se tiverem alguma relação com o futuro desempenho da pessoa na vaga.
A pessoa pode entrar com um processo na Justiça contra a empresa caso participe de um processo seletivo e se sinta discriminada de alguma forma.
 
Fonte: UOL
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Governo autoriza trabalho aos domingos e feriados

Governo autoriza trabalho aos domingos e feriados
 
 
O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, assinou nesta terça-feira, 18/06, portaria que concede autorização permanente para funcionários de 78 setores da economia trabalharem aos domingos e feriados.
 
Por meio da rede social Twitter, Marinho comunicou a medida, que abrange, entre outros setores, o comércio, a indústria, os transportes em geral, a educação e a cultura.
 
De acordo com o secretário, os empregados que trabalharem aos domingos e feriados terão folgas em outros dias da semana.
 
Marinho disse que a nova norma preserva os direitos trabalhistas e que a autorização permanente facilitará a criação de empregos.
 
“Muito mais empregos! Assinei hoje portaria que autoriza empresas a funcionar aos domingos e feriados. Com mais dias de trabalho das empresas, mais pessoas serão contratadas. Esses trabalhadores terão suas folgas garantidas em outros dias da semana. Respeito à Constituição e à CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]”, postou o secretário na rede social.
 
Mais cedo, Marinho havia se reunido com o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), relator da Medida Provisória 881, a MP da Liberdade Econômica.
 
Os dois também discutiram a revisão das normas reguladoras de saúde e de segurança no trabalho, que está sendo gradualmente feita pelo governo para flexibilizar as atividades produtivas.
 
Segundo Marinho, as mudanças estão sendo feitas sem descumprir a legislação e de forma a manter a segurança no ambiente de trabalho.
 
 
 
Fonte: Diário do Comércio
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É hora de reciclar a força de trabalho para usar a Inteligência Artificial

É hora de reciclar a força de trabalho para usar a Inteligência Artificial
 
 
Cientistas de dados, especialistas em Inteligência Artificial e desenvolvedores de soluções de Machine Learning estão em alta demanda agora – tanto, que esses são algumas das vagas mais difíceis de serem preenchidos hoje.
 
De acordo com o relatório de melhores empregos da Glassdoor, o cientista de dados é o profissional mais demandado nos EUA este ano, assim como em 2017 e em 2016. O número de vagas no site subiu de 3.449 em 2015 para 4.524 este ano. E a IBM prevê esse número chegará a 61.799 até 2020, com taxas de crescimento previstas de 93% em Ciências de Dados, se 56% em Machine Learning.
 
Já o número de candidatos disponíveis está bem aquém. De acordo com a Bloomberg, as vagas de emprego para Cientistas de Dados no Indeed.com aumentaram 75% entre janeiro de 2015 e janeiro de 2017 – mas as pesquisas de emprego aumentaram apenas 65% .
 
Não é de admirar que as empresas tenham dificuldade em encontrar pessoas qualificadas. De acordo com o relatório State of the CIO de 2018, 36% dos entrevistados disseram que preencher as funções de Business Intelligence e Analytics será difícil, perdendo apenas para a segurança cibernética. A Inteligência Artificial também alcançou a lista dos dez melhores empregos, com 18% dos entrevistados dizendo terão dificuldades para contratar os profissionais desejados.
 
“Há uma demanda significativa por pessoas com experiência em IA e Machine Learning”, diz Tom Mitchell, professor de Machine Learning na Universidade Carnegie Mellon.
 
Em vez de contratar novos funcionários, algumas empresas procuram ajudar os funcionários existentes a obter o ensino avançado e o treinamento necessários para atuar nas áreas de Ciência de Dados, Inteligência Artificial e Machine Learning.
 
O treinamento mais avançado, como o programa de mestrado da Carnegie Mellon, leva entre um ano e um ano e meio para ser concluído e requer conhecimento de estatísticas e habilidades básicas de programação. Mas também há muitos programas e cursos on-line que as pessoas podem fazer, diz Mitchell.
 
Aqui está uma amostra de como várias empresas de diversos setores estão treinando sua força de trabalho para a era da IA ​.
 
 
De volta à escola
 
“Também estamos buscando recursos difíceis de encontrar quando se trata de inteligência artificial e especialistas em automação e de negócios”, diz Murtaza Masood, diretor assistente do Departamento de Recursos Humanos do condado de Los Angeles. Anteriormente, ele foi CIO do departamento e está liderando muitas das iniciativas de Transformação Digital para o município.
 
Os esforços de recrutamento incluem parcerias com todas as instituições acadêmicas regionais com programas relevantes e um programa de estágio para criar um fluxo de talentos.
 
Mas o condado também tem desenvolvido seus próprios especialistas em IA.
 
“Há três anos, estabelecemos um centro de excelência para a IA que nos permitiu começar a reunir recursos existentes no município que tinham alguma experiência nessa área”, diz ele. Os funcionários interessados ​​no assunto podem obter reembolso para cursos externos, bem como treinamento interno.
 
Os funcionários estão particularmente interessados ​​no projeto de algoritmos, diz ele, mas os tipos de treinamento empregados variam dependendo da necessidade.
 
“Iniciativas de negócios levam a decisões de plataforma que levam ao aumento da demanda por treinamento em torno desses elementos específicos”, diz ele. Felizmente, o condado tem talentos internos suficientes. “Historicamente falando, fomos os primeiros a adotar pacotes de análise estatística.”
 
Por exemplo, o condado tem investido recentemente em ferramentas de monitoramento e análise para identificar uma variedade de problemas de pessoal, bem como problemas potenciais de segurança cibernética. Com 111 mil funcionários – a LA County é a maior organização do governo local no país – há muitos dados que podem ser analisados ​​para detectar possíveis problemas. Mas Masood quer ver Inteligência Artificial e Machine Learning usados ​​para mais do que detectar problemas.
 
“Onde estou realmente empolgado, tanto como profissional de RH quanto como tecnólogo, é a capacidade de obter treinamento para que os funcionários se antecipem a tudo isso. A capacidade de fornecer informações oportunas que permitam a um funcionário melhorar seu pensamento ou comportamento ou conhecimento”, diz ele.
 
 
Treinamento interno
 
A Capgemini também está no meio de um grande esforço para contratar pessoas com experiência em IA. A empresa de consultoria não escreve software, mas trabalha com os clientes para configurar e integrar software existente, e a IA agora é uma área importante.
 
Além de contratar especialistas e patrocinar o treinamento dos funcionários, a empresa também possui um centro de aceleração digital para ajudar os funcionários a aprender sobre a nova tecnologia da IA.
 
“Temos um ambiente seguro e vamos testar o software em um laboratório”, diz Tom Ivory, diretor de inovação estratégica da Capgemini. “Estamos experimentando dezenas de tecnologias de Inteligência Artificial no momento, e nem todas elas terão luz verde para seguir em frente.”
 
A Capgemini treinará executivos e gerentes de entregas sobre como usar essas ferramentas além de outras pessoas da equipe que trabalha com os clientes, diz ele.
 
A empresa também usa IA em suas próprias operações. Por exemplo, a Capgemini usa a tecnologia do fornecedor de automação UiPath e do IBM Watson para ajudar a processar currículos de candidatos a contratação.
 
“Normalmente usamos pesquisas de palavras-chave”, diz ele. “Ao usar a Inteligência Artificial, há mais nuances que podem aumentar a taxa de sucesso do indivíduo que está sendo empregado em um projeto”.
 
No início, a Capgemini usou o treinamento fornecido pelo fornecedor, mas logo conquistou massa crítica de especialistas internos.
 
“Nós tínhamos uma linha de base de gerenciamento que foi treinada, bem como pessoas que realmente teriam as mãos no teclado, estrategistas e pessoas que poderiam entender como essa tecnologia afetaria os processos de negócios”, diz ele. Nesse ponto, a Capgemini promoveu treinamento interno, usando modelos de treinamento adquiridos do fornecedor como ponto de partida.
 
Três anos atrás, a quantidade de pessoas na empresa que treinavam nessa tecnologia estava na casa das dezenas – agora, existem milhares, diz ele.
 
 
Abraçando IA em toda a empresa
 
Para empresas de tecnologia que possuem componentes de IA em seus produtos ou serviços, o treinamento de funcionários é ainda mais crítico.
 
O Salesforce, por exemplo, vem adicionando inteligência à sua plataforma online de gerenciamento de relacionamento com o cliente. Isso significa que os funcionários internos precisam conhecer bem a tecnologia. Há uma plataforma de treinamento online, parte do mesmo sistema Salesforce Trailhead disponível para clientes externos.
 
“Temos nossa própria Trail, na qual temos todo esse material de aprendizado disponível gratuitamente, que permite que as pessoas aprendam como consumir a capacidade de IA que o Salesforce oferece”, diz Marco Casalaina, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Einstein.
 
“A maioria não é cientista de dados”, diz Casalaina. “E nosso treinamento é feito para pessoas assim, pessoas que não têm experiência em Ciência de Dados, mas querem fazer previsões”.
 
 
Orientação peer-to-peer
 
A empresa de segurança cibernética Stealthbits Technologies também está investindo em habilidades de IA e Machine Learning, diz Jonathan Sander, CTO da empresa. “Parte do treinamento é externo e parte é peer-to-peer”.
 
O treinamento real é diferente para diferentes grupos de engenharia, diz ele. “Para o pessoal de P&D que vai pôr a mão na massas, a oferta é a de cursos iniciais mais abrangentes, seguidos pelos materiais peer-to-peer que geramos e, finalmente, um sistema de orientação que temos para construir talentos de P&D.”
 
No suporte, consultoria e pré-venda, os funcionários precisam entender como usar a tecnologia e comunicar seu valor.
 
“Nossos clientes sempre se beneficiam de engenheiros mais qualificados”, diz ele, “e o treinamento em Machine Learning os preparou para dar a eles bons conselhos no uso de nossas soluções, assim como geralmente abordar Machine Learning como uma ferramenta valiosa”.
 
Muitas empresas pensam que o Machine Learning é muito complexo ou obscuro para aprender – isso é um erro, diz ele.
 
“Ignore essas impressões e comece a treinar o quanto antes”, diz ele.
 
Como o Stealthbits, a empresa de big data Insight Engines também vê muito valor no treinamento peer-to-peer.
 
“Começamos expondo de forma incremental novos funcionários a pequenas áreas de nosso pipeline de desenvolvimento, onde as mudanças que eles fazem têm impacto em grande escala em nossos clientes”, diz Darien Kindlund, vice-presidente de tecnologia. Em seguida, eles passam a trabalhar na melhoria dos fluxos de trabalho, enquanto continuam sendo supervisionados por mentores experientes.
 
Até agora, cerca de 65% dos funcionários – técnicos e não técnicos – receberam esse tipo de treinamento, com foco em Machine Learning, processamento de linguagem natural e Ciência de Dados, diz Kindlund.
 
“Ao fornecer treinamento on-the-job focado no impacto do cliente em um ambiente aplicado, descobrimos que nossa equipe absorve, aprende e se baseia nessas habilidades muito mais rapidamente do que em um ambiente acadêmico”, diz ele.
 
A Vectra Networks, fornecedora de segurança cibernética, também está se concentrando no treinamento no trabalho, ponto a ponto.
 
“Muitas vezes, temos mentores experientes acompanhando novos contratados em projetos para oferecer sugestões e orientá-los com abordagens de Machine Learning”, diz Kevin Ni, líder da equipe de dados da empresa. “Ao treinar os funcionários aqui da maneira como fazemos, podemos orientar o desenvolvimento deles voltado para o espaço único do problema em que estamos. Isso significa que os clientes podem obter resultados mais rapidamente. Também incentivamos os funcionários a auditar aulas online se não estiverem familiarizados com assuntos específicos.” “
 
Esperar que os funcionários aprendam sozinhos não é rápido o suficiente, diz Joseph Kucic, CSO da Cavirin Systems, um fornecedor de segurança cibernética. Até recentemente, ele estava no grupo de trabalho de IA da empresa na Verizon.
 
“No trabalho, o mentor do parceiro acelera a capacidade de transferir conhecimento e executar as metas de negócios”, diz ele.
 
Se a necessidade de talentos em IA é extremamente urgente, então você pode tomar ações radicais, como adquirir talentos comprando outra empresa, diz ele. “Mas, a longo prazo, o foco precisa estar em uma abordagem parceiro/mentor.”
 
 
Treinando no ritmo da mudança
 
Ao treinar funcionários em qualquer tecnologia emergente, é essencial acompanhar a taxa de inovação. Isso significa adotar uma abordagem contínua para promover novas habilidades.
 
A Invoca, uma empresa de inteligência de chamadas da Califórnia, lançou seu produto de Machine Learning, Signal AI, há cerca de um ano. Como o ML é agora um foco central da empresa, o treinamento é essencial.
 
“Realizamos sessões educacionais em todos os departamentos para educar as equipes internas sobre fundações de IA, bem como aquelas especificamente relacionadas à nossa oferta de soluções de IA”, diz Sean Storlie, diretor de gerenciamento de produtos da empresa. Há treinamentos trimestrais da equipe de Ciência de Dados da empresa. Além disso, os funcionários podem fazer tutoriais online, conferências e treinamentos internos relacionados à IA
 
“Você não pode educar demais sobre este assunto, pois as coisas mudam muito rapidamente nesta indústria”, diz ele.
 
“Criamos softwares que supostamente também ajudam outras empresas a implementar ML e IA”, diz Lalith Subramanian, vice-presidente de engenharia de segurança, descoberta e análise da OpenText. “Internamente, o que descobrimos é que as habilidades precisam ser constantemente atualizadas.”
 
A empresa tem um programa de reembolso de mensalidades para os funcionários e também vem oferecendo programas de treinamento nos últimos três ou quatro anos, diz ele. “Por exemplo, se tivermos um tópico como redes neurais comutativas, trazemos uma empresa de treinamento e temos grupos de funcionários recebendo o treinamento”, diz ele.
 
 
E se o funcionário que recebeu treinamento for embora?
 
Algumas empresas relutam em investir em treinamento relacionado à IA porque temem que os funcionários saiam imediatamente depois, aplicando suas novas habilidades em outro lugar.
 
“Na indústria de tecnologia, especialmente no Vale do Silício, um certo grupo de oportunistas receberá o treinamento mais recente para ter uma boa aparência nas entrevistas”, diz Subramanian, da OpenText. “Mas eles são minoria”, completa. Segundo ele, a experiência mostra que a oferta do treinamento ajuda na retenção, diz ele.
 
Outra empresa de segurança cibernética que oferece treinamento extensivo relacionado à inteligência artificial para os funcionários é Demisto.
 
“Não estamos preocupados com a retenção”, diz o co-fundador da empresa, Rishi Bhargava. “Como empresa, acreditamos firmemente que funcionários melhor treinados são funcionários mais felizes e fazem seu trabalho melhor. Além disso, incentivar o aprimoramento de pessoal é apenas uma das facetas da cultura geral da empresa”.
 
O treinamento contínuo também ajuda na retenção da Aetna, a terceira maior seguradora de saúde dos EUA. “Isso lhes ensina habilidades que estão crescendo em valor de mercado, e isso é bom para um profissional”, diz Jim Routh, o CSO da empresa.
 
A Aetna tem um programa para ensinar os fundamentos da Ciência de Dados a todos os profissionais de segurança da empresa, diz ele. Permanecendo na Aetna, os funcionários não apenas continuam a receber esse treinamento, mas também podem usar as habilidades que aprendem em aplicativos de ponta, o que significa controles de segurança não convencionais e de última geração, acrescenta.
 
 
 
Fonte: www.cio.com.br
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Você sabe porque ainda trabalhamos 8 horas por dia?

Você sabe porque ainda trabalhamos 8 horas por dia?
 
Com o avanço da tecnologia, pensava-se que as máquinas nos fariam trabalhar menos. Décadas depois, apesar de pequenos avanços, pouca coisa mudou: a maioria segue uma rotina de oito horas ou mais de trabalho por dia.
No período em que foi estabelecido, no início do século 20, a proposta era equilibrar as 24 horas do dia em oito de atividade laboral, oito de lazer e oito de descanso, além de reduzir as extenuantes jornadas industriais, que passavam das 12 horas. Atualmente, considerando o tempo gasto com deslocamento, essa conta fica difícil de fechar.
 
Diminuir a jornada de trabalho poderia ser um caminho para que a sociedade tivesse mais tempo livre. Contudo, no Brasil, não há mudança neste sentido desde 1988, quando a jornada máxima de 44 horas semanais foi estipulada pela Constituição.
 
“Nesse período, houve um aumento da produtividade que justifica a redução de jornada, pelo menos para as 40 horas semanais, conforme o patamar internacional”, diz o economista Cássio Calvete, professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Do ponto de vista técnico e econômico, imaginar uma jornada menor ainda, de 30 horas semanais, por exemplo, não seria uma realidade distante se o mundo se organizasse dessa forma. “Esse modelo faz parte de uma construção social, um país não vai reduzir se os outros não funcionam assim”, explica.
 
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 2015 teve a menor jornada média de trabalho já registrada no Brasil, com 39,9 horas semanais. Para Giuseppina De Grazia, doutora em sociologia pela USP (Universidade de São Paulo) e professora aposentada da UFF (Universidade Federal Fluminense), considerando o conjunto da população de empregados, desempregados e trabalhadores parciais, esse índice não reflete uma redução real. “Enquanto uns trabalham de 50 a 60 horas, fazendo extra para não perder o emprego ou aumentar o salário, outros são obrigados a sobreviver de bicos temporários e precarizados”, diz.
 
 
 
Menos trabalho, mais produtividade
 
Um norte-americano produz o mesmo que quatro brasileiros, de acordo com levantamento da organização Conference Board, que reúne 1.200 empresas públicas e privadas de 60 países. A baixa produtividade do brasileiro costuma ser um dos principais argumentos contra a diminuição da carga horária. Entretanto, para Calvete, essa relação não tem fundamento. “A redução aumenta a produtividade em até 3% por hora, o trabalhador usa o tempo mais intensamente e deixa de trabalhar aquela hora em que está mais cansado”, explica.
 
Giuseppina concorda que o rendimento é sempre menor em longas jornadas. “Duas pessoas em quatro horas produzem 20% a mais do que uma só em oito horas”, afirma, com base nas pesquisas que acompanha.
 
Já para Otto Nogami, professor do MBA Executivo do Insper (Instituto de Ensino e Pequisa), em São Paulo, sem avanços maiores na produtividade fica difícil pensar em redução de jornada. “Como é pouco produtivo, o empregado acaba estendendo as horas de trabalho”, diz.
 
Nogami acredita que um processo de transformação só seria possível se outros fatores que impactam a produtividade e a qualidade de vida do trabalhador, como a mobilidade urbana e a educação, fossem melhorados. Além disso, o professor ressalta que o desejo de consumo crescente também impulsiona as longas jornadas. “Ao invés de usar o tempo para o lazer, muitos trabalham mais para ter renda para consumir”.
 
 
 
Jornada menor aos 40
 
Trabalhar entre 25 e 30 horas por semana é melhor para o cérebro de quem tem 40 anos de idade ou mais, segundo a conclusão de um estudo realizado com dados de 6,5 mil australianos. “O pico da habilidade cognitiva ocorre entre 25 e 30 horas e cai se as horas são reduzidas ou aumentadas”, explica Colin McKenzie, um dos autores da pesquisa e professor da Universidade de Keio, no Japão.
 
Acima dessa carga horária, a capacidade cognitiva fica reduzida e aumentam os níveis de estresse e fadiga. McKenzie esclarece que trabalhar 40 horas é melhor do que não ter atividade, porém existe perda na habilidade cognitiva. “Trabalhar menos do que 40 horas e mais do que 10 leva a melhores resultados”, acrescenta.
 
O estudo não considerou outras faixas etárias, contudo o professor estima que a descoberta possa ser estendida. “É possível que a relação que encontramos também seja válida para pessoas com menos de 40”, diz.
 
Com base na ciência ou na produtividade, uma redução de jornada depende também de um cenário favorável. “Quando a economia vai mal é difícil avançar com essa discussão, não é o momento ideal”, fala Calvete.
 
Fonte: UOL Economia, por Yannik D´Elboux
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6 pequenas mudanças que vão transformar a sua vida no trabalho

6 pequenas mudanças que vão transformar a sua vida no trabalho
 
Nem sempre são necessários grandes investimentos financeiros ou programas muito elaborados para transformar positivamente o ambiente de trabalho. Por meio de pequenas mudanças no dia a dia, grandes transformações podem acontecer. Em seu novo livro, “O poder das pequenas mudanças” (Editora Alaúde), a empresária e escritora Margaret Heffernan mostra como a introdução de hábitos simples e valores novos na rotina de trabalho podem gerar um impacto extremamente positivo nas organizações e aumentar a qualidade de vida dos funcionários, refletindo em suas vidas sociais e nas suas famílias.
 
 
Confira abaixo 10 dicas da autora:
 
1 – Aprenda a ser um profissional monotarefa
Tentar fazer tudo transforma as pessoas multitarefa em editores ruins. Aqueles que tentam ser multitarefa constantemente acham difícil ignorar informações relevantes e demoram mais para se movimentar entre as tarefas. Segundo a autora, o modo como trabalhamos cria o seu próprio círculo de feedback: quanto mais atenção tentamos prestar a tudo, menos discernimento teremos. Quando focamos em algo, aprimoramos nossa concentração e nos lembramos do que fizemos. Sentimo-nos menos exaustos. Então, a monotarefa – focar em uma só tarefa por vez – não é apenas mais eficiente, ela também nos torna mais capazes de usar o conhecimento que obtivemos.
 
 
2 – Hora demais, produtividade de menos
Consideramos que trabalhar à noite é heroísmo, jornadas longas são interpretadas como comprometimento. Porém, a produtividade não é linear. Podemos trabalhar bem durante 40 horas por semana, mas não mais do que isso. Depois de 40 horas, ficamos cansados e cometemos erros – e precisamos de mais tempo para consertar a confusão que fizemos. Após um estudo realizado durante 40 anos com funcionários públicos, foi constatado que, a longo prazo, a jornada de trabalho estendida causa os seguintes efeitos: trabalhar por 11 horas ou mais por dia dobra o risco de depressão. Uma jornada de trabalho de 55 horas semanais causa perda-cognitiva já na meia idade, incluindo diminuição do vocabulário, raciocínio, processamento de informação, capacidade de solucionar problemas, criatividade e tempo de reação. Essa deficiência cognitiva leve era também um prognóstico de demência e morte precoce.
 
 
3 – Saia para caminhar
Estudos mostraram que a criatividade aumenta quando tiramos uma folga. Quando distanciamos o olhar do trabalho e fazemos algo simples, como uma caminhada, acessamos outras partes do cérebro que nos ajudam a encontrar os insights que necessitamos para chegar ao entendimento ou à solução de um problema. Seja ao ar livre ou na esteira, já foi comprovado que caminhar melhora a geração de ideias novas e úteis. Por isso, antes um brainstorming, quando você ficar emperrado em um problema, ou só porque precisa de uma pausa colocar as ideias no lugar, saia para uma caminhada. Fazer uma caminhada de meia hora pode ser mais produtivo do que ficar até tarde no trabalho.
 
 
4 – Perguntas melhores, decisões melhores
As perguntas são o corpo e a alma do conflito construtivo. Elas abrem caminho para o debate, que, quando bem-feito, nos ajuda a ver o que tendemos ignorar, desafiando-nos a pensar melhor, pensar de outra forma. Em seu livro, Margaret aconselha que, no caso de decisões críticas, é recomendável nomear um “advogado do diabo”: alguém cuja tarefa será questionar para obter a desconfirmação, defender posições opostas e trazer à tona os dados e argumentos que foram deixados de lado.
 
 
5 – Tire o melhor proveito dos erros
Ninguém está isento ao erro. Entretanto, a forma como o encaramos pode ser feita de forma positiva e produtiva. Se bem-intencionados, os erros não são motivo de vergonha, mas de aprendizado. Em seu livro, a autora apresenta um caso de uma empresa que implantou o “grande livro negro”. Sempre que se cometia um erro, independentemente do nível hierárquico, a pessoa que o cometeu fazia uma anotação nele. Os novos funcionários liam o livro negro ao ingressarem na empresa. “Assim, um simples livro compartilha o aprendizado com os erros – para que eles não sejam repetidos – e transmite uma mensagem poderosa: todos erram”, afirma Margaret. Poder e status não conferem inefabilidade; os erros são a via crucis do progresso.
 
 
6 – Não leve trabalho para casa…nem para suas folgas e férias
Pode parecer estranho mas, para algumas pessoas, se desligar do trabalho exige um sacrifício sobre-humano. Mas como em qualquer forma de vício, há diferentes formas para você se “desintoxicar”. Em seu livro, Margaret fornece algumas dicas como agendar para as férias compromissos que sejam muito difíceis ou caros demais para serem desmarcados, desabilitar o recebimento de e-mails fora do expediente e até mesmo excluir seu e-mail profissional do celular durante as férias. Essas são atitudes altamente recomendáveis para que o período de descanso seja realmente reparador”, conclui a autora.
 
Fonte: Administradores
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