FBI alerta empresas sobre ataques do ransomware Egregor em todo o mundo

FBI alerta empresas sobre ataques do ransomware Egregor em todo o mundo
 
 
A agência norte-americana destacou na última quarta-feira (06) através de um comunicado em que alerta principalmente as empresas de que o ransomware Egregor, que foi visto pela primeira vez em setembro de 2020, já fez mais de 150 vítimas em todo o mundo, incluindo várias empresas conhecidas e de diferentes setores.
 
Assim como outros grupos de ransomware ativos, depois de comprometer a rede de uma empresa, a ameaça rouba informações e, em seguida, criptografa os arquivos nos computadores infectados. Logo depois, solicita à vítima o pagamento de um resgate para devolver os arquivos roubados e recuperar o acesso aos arquivos criptografados. Caso o pagamento do resgate não seja realizado, os criminosos ameaçam publicar as informações roubadas em um site de acesso público criado para essa finalidade.
 
Da mesma forma que o Ransomware as a service (RaaS), o Egregor é distribuído graças à participação de vários agentes, o que faz com que as estratégias utilizadas para comprometer os computadores das vítimas sejam bem diferentes entre cada um dos ataques, representando um grande desafio para lidar com essa ameaça, explica o FBI. “Os ataques do Egregor ocorrem através de e-mails de phishing com anexos maliciosos e tem como objetivo acessar a redes corporativas e contas pessoais de funcionários que contem com acesso a redes e dispositivos corporativos”, destaca.
 
O Egregor também explorou o protocolo RDP (Remote Desktop Protocol) ou de serviços VPN para obter acesso às redes, usando essa estratégia para se mover lateralmente dentro das redes corporativas. Após o comprometimento e para continuar o movimento dentro da rede, a ameaça usa algumas ferramentas conhecidas e também distribuídas por outros códigos maliciosos, como a pentesting Cobalt Strike, o Qbot (malware que também foi distribuído pelo Emotet em 2020), o Advanced IP Scanner ou o AdFind. Para extrair e roubar informações, o Egregor usa ferramentas como o 7zip ou o Rclone, explica o comunicado do FBI.
 
Antes de disponibilizar algumas dicas sobre como evitar ser vítima do Egregor, o FBI recomenda que os usuários não paguem qualquer resgate e destaca que essa prática promove a atividade maliciosa de cibercriminosos que, ao conseguir monetizar seus ataques, passam a obter mais recursos para continuar operando e crescendo. Lembre-se também de algo que já mencionamos diversas vezes: o pagamento de um resgate não garante que a vítima recuperará os arquivos criptografados.
 
Para mitigar um possível impacto provocado pelo Egregor, o ideal é realizar o backup de informações periodicamente e manter todos aqueles que contam com informações confidenciais sem acesso à Internet. Também é aconselhável usar uma solução de segurança confiável em cada um dos dispositivos e mantê-la atualizada, evitar clicar em anexos que chegam através de e-mails desconhecidos, implementar a autenticação de dois fatores sempre que possível e conectar-se a redes seguras, evitando principalmente as redes Wi-Fi públicas.
 
 
 
Fonte: Welivesecurity.com
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Covid-19: Ataques de ransomware no Brasil cresceram 3,5 vezes desde janeiro, diz pesquisa

Covid-19: Ataques de ransomware no Brasil cresceram 3,5 vezes desde janeiro, diz pesquisa
 
 
Segundo a Kaspersky, a pandemia de Covid-19 não passou despercebida pelos malfeitores. Os ataques de “ransomware”, modalidade de cybercrime onde o malfeitor criptografa todos os arquivos no computador da vítima e exige o pagamento de um resgate para devolvê-los, cresceram 3,5x no Brasil desde janeiro deste ano.
 
A maior quantidade de pessoas trabalhando remotamente, em regime de home office, contribuiu para a alta. De acordo com Fabio Assolini, analista de segurança da Kaspersky, o motivo é que na pressa de implantar soluções de acesso remoto muitas empresas se esqueceram de reforçar a segurança dos seus sistemas, se tornando “alvos fáceis”.
 
Outro problema é que em muitos casos funcionários estão usando seus próprios computadores para o trabalho. Estas máquinas, não gerenciadas, podem ter sistemas operacionais desatualizados ou não ter uma solução de segurança instalada, o que as deixa vulneráveis.
Curva de crescimento nos ataques de ransomware no Brasil em 2020. Fonte: Kaspersky. 
No âmbito pessoal, a empresa tem visto um crescente número de golpes de phishing, especialmente os disseminados via WhatsApp. As mensagens, que tentam se passar por promoções, alertas do governo ou informações sobre a doença, invariavelmente levam a sites controlados por malfeitores.
 
Na melhor das hipóteses a vítima será bombardeada com propagandas gerando lucro para os malfeitores com as visualizações. No pior, pode ser induzida a divulgar informações pessoais que podem levar a prejuízo financeiro ou roubo de identidade.
 Ataques de Phishing relacionados à Covid-19 no Whatsapp. Fonte: Kaspersky.
 
Para proteger sistemas corporativos, Assolini recomenda que empresas direcionem todo o tráfego dos funcionários para seus sistemas por uma VPN segura. Além disso, devem realizar o controle estrito de acesso à informação (evitando que funcionários acessem informações que não são relacionadas a seu setor ou atividade), usar sistemas de autenticação em dois fatores para login, criptografar discos, controlar atualizações e usar um sistema anti-malware adequado para as necessidades da empresa.
 
 
 
Fonte: Olhar Digital
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Ataque de ransomware atinge 22 cidades dos Estados Unidos

Ataque de ransomware atinge 22 cidades dos Estados Unidos
 
 
Um ataque de ransomware coordenado atingiu 22 cidades dos Estados Unidos na última sexta-feira (16). Todos os municípios fazem parte do estado do Texas, com o golpe mirando diferentes órgãos públicos da região, colocando-a em estado de emergência e motivando uma investigação que, agora, foi assumida pelas autoridades federais.
 
Alguns dos sistemas ficaram fora do ar durante todo o final de semana e só voltaram ao ar nesta terça-feira (20), mas o Departamento de Recursos e Informações do Texas (DRI, na sigla em inglês) não deu mais detalhes. O governo não informou, por exemplo, a lista de cidades atingidas nem quais órgãos foram comprometidos pela onda de ataques, afirmando apenas que, até onde se sabe, nenhum dos serviços públicos realizou o pagamento solicitado pelos hackers.
 
Ainda de acordo com as informações oficiais, os ataques não pareceram aleatórios, com vetores comuns entre diferentes departamentos das administrações municipais que teriam sido escolhidos explicitamente pelos hackers. Por mais que sistemas estaduais ou federais não tenham sido acessados, as autoridades pedem cautela já que os golpes podem voltar a acontecer.
 
Os ataques do tipo ransomware efetivamente “sequestram” a máquina infectada, criptografando os arquivos e impedindo o acesso a eles até que um pagamento, normalmente em criptomoedas, seja realizado. As pragas normalmente acompanham bravatas e ameaças, falando, por exemplo, que os dados serão apagados caso o resgate não seja enviado dentro de um determinado prazo, mas normalmente não resultam no vazamento de informações.
 
A brecha aberta em sistemas oficiais, entretanto, cria um alerta vermelho para esse tipo de coisa, principalmente pela ideia de que a onda da última semana foi coordenada. O governo do Texas disse ainda não ter muitas pistas sobre quem esteve por trás do golpe, afirmando apenas que ele foi realizado por um único indivíduo ou grupo.
 
O número original, de 23 cidades, foi reduzido para 22 neste começo de semana e por mais que o número pareça pequeno, enquanto o governo estadual tenta indicar que ele foi isolado apenas ao Texas, especialistas apontam que este é o maior ataque coordenado de ransomware contra uma estrutura governamental já registrado. Ondas como a do Wannacry, por exemplo, foram muito maiores, mas seu comportamento era errático e sem alvo específico, enquanto o caso da última semana pinta um panorama perigoso na medida em que criminosos cada vez mais exploram vulnerabilidades em sistemas governamentais.
 
A preocupação de sempre é quanto aos dados pessoais e financeiros de cidadãos e figuras públicas, principalmente devido a brechas na segurança que, se permitem a entrada de ransomwares, também podem permitir outros tipos de golpes. Como medida de segurança, outras cidades não afetadas, mas próximas dos alvos, desligaram servidores e desconectaram seus sistemas da internet como forma de evitar possíveis problemas.
 
 
 
Fonte: The New York Times
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Câmeras DSLR estão vulneráveis a ataques ransomware

Câmeras DSLR estão vulneráveis a ataques ransomware
 
 
Ataques ransomware estão se tornando uma ameaça cada vez mais frequente. Basicamente, ele é um tipo de software malicioso que bloqueia o acesso a arquivos e sistemas. Com isso, o responsável pelo ataque tem a possibilidade de exigir um pagamento em troca da liberação. Embora ele seja comumente executado em computadores, outros dispositivos eletrônicos também estão suscetíveis, como, por exemplo, câmeras fotográficas.
 
A empresa Check Point Software Technologies divulgou um relatório no domingo (11) explicando como seus pesquisadores de segurança conseguiram instalar um malware em uma câmera DSLR, mais especificamente o modelo EOS 80D da Canon. No total, foram descobertas seis falhas na implementação no “Protocolo de Transferência de Imagens” (PTP, em inglês) que ofereceriam opções de exploração para uma variedade de ataques, segundo o Bleeping Computer.
 
Conforme aponta o The Verge, o PTP é o método ideal para instalar o malware, visto que não é autenticado e pode ser utilizado tanto via Wi-Fi como USB. Ou seja, as câmeras com suporte Wi-Fi podem ser infectadas em locais turísticos, por exemplo. Já os usuários que utilizam USB podem ser afetados por meio do computador.
 
Eyal Itkin, pesquisador da Check Point, observou que câmeras podem ser um alvo de grande interesse aos hackers, considerando que elas possuem muitas imagens pessoais, e as pessoas não estariam dispostas a abrir mão delas. Dessa forma, muitas preferem pagar uma pequena quantia de dinheiro para se livrar da inconveniência e recuperar seus arquivos.
 
A Check Point relatou a vulnerabilidade à Canon em março e, desde maio, as duas empresas vêm trabalhando em soluções. A Canon emitiu um comunicado alertando as pessoas a evitarem utilizar redes Wi-Fi públicas, desligando o Wi-Fi quando não estiver sendo utilizado, e recomendou a instalação da nova atualização de segurança da câmera. Apesar de o teste ter sido feito com o produto da Canon, Itkin ressalta que qualquer câmera DSLR pode estar vulnerável a ataques.
 
 
 
Fonte: Gizmodo
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