Comunicado – 06/11/2020 – Instalação de novo Firewall NG

Prezado cliente
Estaremos antecipando a instalação no novo Firewall NG em razão dos ataques de Ransomware ocorrido no últimos dias.
 
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Ransomware: hackers cobram resgate da base de dados do STJ

Ransomware: hackers cobram resgate da base de dados do STJ
 
Criminosos conseguiram criptografar totalmente a base de dados do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entre segunda e terça-feira desta semana (02-03), deixando a instituição às escuras. Hoje (05), técnicos do STJ encontraram um pedido de resgate com um contato dos hackers para negociação. As informações são do Bastidor.
 
A mensagem é vaga, mas dá todos os indicativos de que se trata de um ransomware, quando hackers sequestram importantes bases de dados e em seguida pedem grandes somas de dinheiro, normalmente a serem pagas em Bitcoin, para devolver o acesso à vítima.
 
 
Na mensagem em inglês, os hackers anunciam o ataque, dizendo que “todos os arquivos foram completamente criptografados”. Há, inclusive, um aviso para técnicos sobre possíveis corrompimentos de arquivos em caso de tentativas de descriptografar os servidores. Os criminosos ainda se oferecem para restaurar itens afetados.
 
 
Quem está por trás disso?
 
Ainda não existe qualquer informação oficial sobre a possível identificação dos envolvidos nos ataques ao STJ, Ministério da Saúde, Governo do Distrito Federal e outras instituições públicas. A mensagem encontrada pelos técnicos do STJ não tem indicação de valores que os criminosos desejam receber em troca da devolução da base de dados e não parece haver algum tipo de motivação política no texto.
 
Isso poderia indicar um ataque de hackers independentes, mas não é possível descartar a ação de governos estrangeiros. Tudo não passa de especulação no momento, mas episódios como os desta semana já aconteceram em países como Estados Unidos e Ucrânia e, em muitos casos, foram ataques direcionados em resposta a declarações políticas de presidentes e outros líderes.
 
O STJ ainda não se posicionou oficialmente sobre o tema.
 
 
 
Fonte: Tecmundo
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Nova Orleans declara estado de emergência após ataque cibernético

Nova Orleans declara estado de emergência após ataque cibernético
 
 
A cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos, detectou atividades suspeitas em suas redes por volta das 5h da manhã de sexta-feira (13), com um pico nas tentativas de ciberataque às 8h da manhã. A chefe de TI da cidade, Kim LaGrue, disse posteriormente aos repórteres que foram detectadas tentativas de phishing e ransomware. O ataque obrigou o município a declarar estado de emergência.
 
Quando estavam confiantes que a cidade estava sendo atacada, a equipe desligou seus servidores e computadores. As autoridades de Nova Orleans entraram com uma declaração de estado de emergência no Tribunal do Distrito Civil, e acionaram as forças locais, estaduais e federais para uma investigação ainda pendente do ocorrido. Em sua conta no Twitter, a prefeita LaToya Cantrell disse que a cidade está trabalhando para recuperar dados do ataque, mas estaria aberta como de costume a partir da manhã desta segunda-feira (16).
 
O ataque ainda é um mistério. Cantrell confirmou a detecção de um ransomware, mas a cidade não recebeu nenhuma demanda em dinheiro pelo resgate. De acordo com as autoridades, Nova Orleans estava razoavelmente bem preparada para enfrentar um ataque cibernético, graças ao treinamento para esse cenário e à sua capacidade de operar muitos de seus serviços sem acesso à internet.
 
Não foi o primeiro ataque desse tipo nos Estados Unidos. Em agosto, quase duas dúzias de cidades do Texas foram atacadas. Em novembro, o governador do estado da Louisiana teve de declarar estado de emergência após um novo ataque. O fenômeno também vai além dos EUA: em outubro, na África do Sul, Joanesburgo se tornou a maior cidade até hoje a enfrentar um ataque de ransomware. Nova Orleans é apenas o mais recente caso.
 
Autoridades governamentais são um alvo importante nessa categoria de crime, muito por conta de eles geralmente não possuírem os recursos ou o conhecimento necessário para proteger adequadamente seus sistemas, e frequentemente utilizam máquinas com software desatualizado. Além disso, o ransomware pode ser um negócio lucrativo, já que muitas vítimas pagam para recuperar seus sistemas.
 
 
 
Fonte: Olhar Digital
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Ataque de ransomware atinge 22 cidades dos Estados Unidos

Ataque de ransomware atinge 22 cidades dos Estados Unidos
 
 
Um ataque de ransomware coordenado atingiu 22 cidades dos Estados Unidos na última sexta-feira (16). Todos os municípios fazem parte do estado do Texas, com o golpe mirando diferentes órgãos públicos da região, colocando-a em estado de emergência e motivando uma investigação que, agora, foi assumida pelas autoridades federais.
 
Alguns dos sistemas ficaram fora do ar durante todo o final de semana e só voltaram ao ar nesta terça-feira (20), mas o Departamento de Recursos e Informações do Texas (DRI, na sigla em inglês) não deu mais detalhes. O governo não informou, por exemplo, a lista de cidades atingidas nem quais órgãos foram comprometidos pela onda de ataques, afirmando apenas que, até onde se sabe, nenhum dos serviços públicos realizou o pagamento solicitado pelos hackers.
 
Ainda de acordo com as informações oficiais, os ataques não pareceram aleatórios, com vetores comuns entre diferentes departamentos das administrações municipais que teriam sido escolhidos explicitamente pelos hackers. Por mais que sistemas estaduais ou federais não tenham sido acessados, as autoridades pedem cautela já que os golpes podem voltar a acontecer.
 
Os ataques do tipo ransomware efetivamente “sequestram” a máquina infectada, criptografando os arquivos e impedindo o acesso a eles até que um pagamento, normalmente em criptomoedas, seja realizado. As pragas normalmente acompanham bravatas e ameaças, falando, por exemplo, que os dados serão apagados caso o resgate não seja enviado dentro de um determinado prazo, mas normalmente não resultam no vazamento de informações.
 
A brecha aberta em sistemas oficiais, entretanto, cria um alerta vermelho para esse tipo de coisa, principalmente pela ideia de que a onda da última semana foi coordenada. O governo do Texas disse ainda não ter muitas pistas sobre quem esteve por trás do golpe, afirmando apenas que ele foi realizado por um único indivíduo ou grupo.
 
O número original, de 23 cidades, foi reduzido para 22 neste começo de semana e por mais que o número pareça pequeno, enquanto o governo estadual tenta indicar que ele foi isolado apenas ao Texas, especialistas apontam que este é o maior ataque coordenado de ransomware contra uma estrutura governamental já registrado. Ondas como a do Wannacry, por exemplo, foram muito maiores, mas seu comportamento era errático e sem alvo específico, enquanto o caso da última semana pinta um panorama perigoso na medida em que criminosos cada vez mais exploram vulnerabilidades em sistemas governamentais.
 
A preocupação de sempre é quanto aos dados pessoais e financeiros de cidadãos e figuras públicas, principalmente devido a brechas na segurança que, se permitem a entrada de ransomwares, também podem permitir outros tipos de golpes. Como medida de segurança, outras cidades não afetadas, mas próximas dos alvos, desligaram servidores e desconectaram seus sistemas da internet como forma de evitar possíveis problemas.
 
 
 
Fonte: The New York Times
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Câmeras DSLR estão vulneráveis a ataques ransomware

Câmeras DSLR estão vulneráveis a ataques ransomware
 
 
Ataques ransomware estão se tornando uma ameaça cada vez mais frequente. Basicamente, ele é um tipo de software malicioso que bloqueia o acesso a arquivos e sistemas. Com isso, o responsável pelo ataque tem a possibilidade de exigir um pagamento em troca da liberação. Embora ele seja comumente executado em computadores, outros dispositivos eletrônicos também estão suscetíveis, como, por exemplo, câmeras fotográficas.
 
A empresa Check Point Software Technologies divulgou um relatório no domingo (11) explicando como seus pesquisadores de segurança conseguiram instalar um malware em uma câmera DSLR, mais especificamente o modelo EOS 80D da Canon. No total, foram descobertas seis falhas na implementação no “Protocolo de Transferência de Imagens” (PTP, em inglês) que ofereceriam opções de exploração para uma variedade de ataques, segundo o Bleeping Computer.
 
Conforme aponta o The Verge, o PTP é o método ideal para instalar o malware, visto que não é autenticado e pode ser utilizado tanto via Wi-Fi como USB. Ou seja, as câmeras com suporte Wi-Fi podem ser infectadas em locais turísticos, por exemplo. Já os usuários que utilizam USB podem ser afetados por meio do computador.
 
Eyal Itkin, pesquisador da Check Point, observou que câmeras podem ser um alvo de grande interesse aos hackers, considerando que elas possuem muitas imagens pessoais, e as pessoas não estariam dispostas a abrir mão delas. Dessa forma, muitas preferem pagar uma pequena quantia de dinheiro para se livrar da inconveniência e recuperar seus arquivos.
 
A Check Point relatou a vulnerabilidade à Canon em março e, desde maio, as duas empresas vêm trabalhando em soluções. A Canon emitiu um comunicado alertando as pessoas a evitarem utilizar redes Wi-Fi públicas, desligando o Wi-Fi quando não estiver sendo utilizado, e recomendou a instalação da nova atualização de segurança da câmera. Apesar de o teste ter sido feito com o produto da Canon, Itkin ressalta que qualquer câmera DSLR pode estar vulnerável a ataques.
 
 
 
Fonte: Gizmodo
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Novo ransomware para Android é propagado via mensagens SMS

Novo ransomware para Android é propagado via mensagens SMS
 
 
Após dois anos de declínio do ransomware para Android, surgiu uma nova família. Trata-se de um ransomware (detectado pelo ESET Mobile Security como Android/Filecoder.C) que tem sido distribuído através de vários fóruns on-line. Usando a lista de contatos das vítimas, a ameaça se propaga por meio de SMS com links maliciosos. Devido aos alvos limitados e falhas na execução da campanha e na implementação de sua criptografia, o impacto desse novo ransomware é limitado. No entanto, se os desenvolvedores corrigirem as falhas e os operadores começarem a direcionar a grupos maiores de usuários, o ransomware Android/Filecoder.C pode se tornar uma ameaça bastante séria.
 
O Android/Filecoder.C está ativo desde, pelo menos, 12 de julho de 2019. Ao analisar a campanha, descobrimos que o Android/Filecoder.C foi distribuído através de publicações maliciosas no Reddit e no “XDA Developers”, um fórum para desenvolvedores do Android, por isso informamos ao XDA Developers e ao Reddit sobre essa atividade maliciosa. As publicações no XDA Developers foram rapidamente removidos – enquanto o perfil malicioso no Reddit ainda estava ativo no momento da publicação deste artigo.
 
O Android/Filecoder.C se propaga via SMS através de links maliciosos. Estes SMS maliciosos são enviados para todos os contatos na lista de contatos do dispositivo da vítima.
 
Depois que o ransomware envia essa bateria de mensagens SMS maliciosas, a ameaça criptografa a maioria dos arquivos no dispositivo do usuário e solicita um resgate.
 
Os usuários que usam o ESET Mobile Security recebem um alerta ao tentarem abrir o link malicioso. Caso a vítima ignore o alerta e baixe o aplicativo, a solução de segurança irá a ameaça.
 
 
Distribuição
 
A campanha que descobrimos baseia-se em dois domínios controlados pelos atacantes (confira a seção IoC no final do artigo) que contêm arquivos maliciosos do Android para download. Os atacantes atraem vítimas para esses domínios por meio de postagens ou comentários no Reddit (Figura 1) ou no fórum XDA Developers (Figura 2).
 
A maioria dos tópicos das publicações estavam relacionados com pornografia, embora também tenhamos visto que os cibercriminosos realizaram publicações sobre assuntos técnicos como “isca”. Em todos os comentários ou postagens, os atacantes incluíam links ou códigos QR que estavam direcionados a aplicativos maliciosos.
 
Em um link que foi compartilhado no Reddit, os atacantes usaram o encurtador de URL bit.ly. Esta URL bit.ly foi criada em 11 de junho de 2019 e, como pode ser visto na Figura 3, suas estatísticas mostram que, no momento em que este post foi escrito, havia atingido 59 cliques de diferentes origens e países.
 
 
Propagação
 
Como mencionado anteriormente, o ransomware Android/Filecoder.C distribui links sobre si mesmo através de mensagens SMS para todos os contatos no computador da vítima.
 
Essas mensagens incluem links para o ransomware. Para aumentar o interesse das vítimas, o link é apresentado como se pertencesse a um aplicativo que supostamente usa as fotos da vítima, como pode ser visto na Figura 4.
 
Para maximizar seu alcance, o ransomware possui um modelo da mesma mensagem, como pode ser visto na Figura 5, em 42 versões de idiomas diferentes. Antes de enviar mensagens, a ameaça escolhe a versão que corresponda à configuração de idioma do dispositivo da vítima. Para personalizar essas mensagens, o malware inclui o nome do contato na mensagem.
 
 
Funcionalidade
 
Quando as vítimas recebem uma mensagem SMS com o link para o aplicativo malicioso, é necessário instalá-lo manualmente. Depois que o aplicativo é iniciado, ele mostra o que é prometido nas publicações que o propagam – normalmente é um jogo de simulação sexual on-line. No entanto, seus principais objetivos são a comunicação com o C&C, propagando mensagens maliciosas e implementando o mecanismo de criptografia/descriptografia.
 
Quanto à comunicação com o C&C, o malware contém endereços Bitcoin e C&C hardcodeados em seu código-fonte. No entanto, o cibercriminoso também pode recuperá-los dinamicamente: o atacante pode alterá-los a qualquer momento usando o serviço gratuito Pastebin.
 
O ransomware tem a capacidade de enviar mensagens de texto porque tem acesso à lista de contatos do usuário. Antes de criptografar os arquivos, a ameaça envia uma mensagem para cada um dos contatos da vítima usando a técnica descrita na seção “Propagação”.
 
Em seguida, o ransomware passa pelos arquivos localizados no armazenamento acessível, ou seja, todo o espaço de armazenamento do dispositivo, exceto onde residem os arquivos do sistema, e criptografa a maioria deles (confira a seção “Mecanismo de criptografia de arquivos”). neste post). Depois de criptografar os arquivos, o ransomware exibe sua nota de resgate (em inglês).
 
É verdade que, se a vítima excluir o aplicativo, o ransomware não poderá descriptografar os arquivos, conforme indicado na mensagem de resgate. Por outro lado, de acordo com nossa análise, não há nada no código do ransomware que suporte a alegação de que os dados afetados serão perdidos após 72 horas.
 
Como pode ser visto na Figura 8, o resgate solicitado é parcialmente dinâmico. A primeira parte da quantidade de bitcoins que será solicitada está hardcodeada (o valor é 0,01), enquanto os seis dígitos restantes são o ID do usuário gerado pelo malware.
 
Essa prática exclusiva pode ser usada para identificar pagamentos recebidos (no ransomware para Android, isso geralmente é obtido gerando uma carteira Bitcoin separada para cada dispositivo criptografado). De acordo com a recente taxa de câmbio de aproximadamente US$ 9.400 por bitcoin, os resgates derivados dessa ameaça estarão na faixa de US$ 94 e US$188 (assumindo que o ID único seja gerado aleatoriamente).
 
Ao contrário do ransomware típico para Android, o Android/Filecoder.C não impede o uso do dispositivo através do bloqueio de tela.
 
Como pode ser visto na Figura 9, no momento de escrever este post, o endereço Bitcoin mencionado acima, que pode ser alterado dinamicamente, mas era o mesmo em todos os casos que vimos, não registrou transações.
 
 
Mecanismo de criptografia de arquivos
 
O ransomware usa criptografia assimétrica e simétrica. Primeiro, gera um par de chaves pública e privada. Essa chave privada é criptografada usando o algoritmo RSA com um valor hardcodeado armazenado no código e enviado ao servidor do atacante. O cibercriminoso pode descriptografar essa chave privada e, depois que a vítima paga o resgate, enviar essa chave privada para a vítima para descriptografar seus arquivos.
 
Ao criptografar os arquivos, o ransomware gera uma nova chave AES para cada arquivo que será criptografado. Esta chave AES é criptografada usando a chave pública e é colocada antes de cada arquivo criptografado, o que resulta no seguinte padrão: ((AES) public_key + (File) AES) .seven.
 
O ransomware criptografa os seguintes tipos de arquivos localizados em diretórios de armazenamento acessíveis:
 
“.doc”, “.docx”, “.xls”, “.xlsx”, “.ppt”, “.pptx”, “.pst”, “.ost”, “.msg”, “.eml”, “.vsd”, “.vsdx”, “.txt”, “.csv”, “.rtf”, “.123”, “.wks”, “.wk1”, “.pdf”, “.dwg”, “.onetoc2”, “.snt”, “.jpeg”, “.jpg”, “.docb”, “.docm”, “.dot”, “.dotm”, “.dotx”, “.xlsm”, “.xlsb”, “.xlw”, “.xlt”, “.xlm”, “.xlc”, “.xltx”, “.xltm”, “.pptm”, “.pot”, “.pps”, “.ppsm”, “.ppsx”, “.ppam”, “.potx”, “.potm”, “.edb”, “.hwp”, “.602”, “.sxi”, “.sti”, “.sldx”, “.sldm”, “.sldm”, “.vdi”, “.vmdk”, “.vmx”, “.gpg”, “.aes”, “.ARC”, “.PAQ”, “.bz2”, “.tbk”, “.bak”, “.tar”, “.tgz”, “.gz”, “.7z”, “.rar”, “.zip”, “.backup”, “.iso”, “.vcd”, “.bmp”, “.png”, “.gif”, “.raw”, “.cgm”, “.tif”, “.tiff”, “.nef”, “.psd”, “.ai”, “.svg”, “.djvu”, “.m4u”, “.m3u”, “.mid”, “.wma”, “.flv”, “.3g2”, “.mkv”, “.3gp”, “.mp4”, “.mov”, “.avi”, “.asf”, “.mpeg”, “.vob”, “.mpg”, “.wmv”, “.fla”, “.swf”, “.wav”, “.mp3”, “.sh”, “.class”, “.jar”, “.java”, “.rb”, “.asp”, “.php”, “.jsp”, “.brd”, “.sch”, “.dch”, “.dip”, “.pl”, “.vb”, “.vbs”, “.ps1”, “.bat”, “.cmd”, “.js”, “.asm”, “.h”, “.pas”, “.cpp”, “.c”, “.cs”, “.suo”, “.sln”, “.ldf”, “.mdf”, “.ibd”, “.myi”, “.myd”, “.frm”, “.odb”, “.dbf”, “.db”, “.mdb”, “.accdb”, “.sql”, “.sqlitedb”, “.sqlite3”, “.asc”, “.lay6”, “.lay”, “.mml”, “.sxm”, “.otg”, “.odg”, “.uop”, “.std”, “.sxd”, “.otp”, “.odp”, “.wb2”, “.slk”, “.dif”, “.stc”, “.sxc”, “.ots”, “.ods”, “.3dm”, “.max”, “.3ds”, “.uot”, “.stw”, “.sxw”, “.ott”, “.odt”, “.pem”, “.p12”, “.csr”, “.crt”, “.key”, “.pfx”, “.der”
 
No entanto, a ameaça não criptografa arquivos em diretórios que contêm a string “.cache”, “tmp” ou “temp”.
 
O ransomware também deixa os arquivos não criptografados se a extensão do arquivo for “.zip” ou “.rar” e se o tamanho do arquivo for maior que 51.200 KB/50 MB. O mesmo acontece com os arquivos “.jpeg”, “.jpg” e “.png” com um tamanho de arquivo inferior a 150 KB.
 
A lista de tipos de arquivos contém alguns itens não relacionados com o Android e, ao mesmo tempo, faltam algumas extensões típicas do Android, como: apk, .dex, .so. Aparentemente, a lista foi copiada do ransomware WannaCryptor, também conhecido como WannaCry.
 
Uma vez que os arquivos são criptografados, a extensão de arquivo “.seven” é adicionada ao nome do arquivo original.
 
 
Mecanismo de descriptografia
 
O código para descriptografar arquivos criptografados está presente no ransomware. Se a vítima pagar o resgate, o operador do ransomware poderá verificá-la através do site mostrado na Figura 12 e enviar a chave privada para descriptografar os arquivos.
 
 
 
Fonte: eSET
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Ransomware: o sequestro de dados que está vitimando empresas e governos

Ransomware: o sequestro de dados que está vitimando empresas e governos
 
 
No último dia 25 de julho, um número ainda incerto de consumidores da cidade de Johanesburgo, a maior da África do Sul, ficou sem energia após um incidente envolvendo um banco de dados da empresa City Power – a principal fornecedora de energia da cidade. Não demorou e o motivo oficial foi divulgado no Twitter: “O City Power foi atingido por um vírus ransomware. Ele criptografou todos os nossos bancos de dados, aplicativos e rede. Atualmente, nosso departamento de TI está limpando e reconstruindo todas as aplicações impactadas”, informou.
 
Segundo a imprensa local, o ataque atingiu a modalidade pré-paga de oferta da energia da empresa – nela, o cliente adquire a energia por um período pré-determinado. Para que isso ocorresse, hackers impediram que alguns clientes fizessem o upload da fatura e, consequentemente, o consumidor não conseguiu efetuar o pagamento. Como resultado muita gente ficou sem energia por horas.
 
 
Ransomware: o que é isso?
 
O caso da City Power foi apenas um recente exemplo dessa ameaça cibernética chamada ransomware e que tem preocupado não apenas empresas e os seus respectivos consumidores, mas também governos ao redor do mundo.
 
Ransomware é um neologismo que mistura a palavra em inglês “ransom” (resgate) e “software” (programa de computador). Em outras palavras, trata-se de um vírus que cria um bloqueio no computador, um banco de dados ou mesmo um sistema por meio da criptografia (ou embaralhamento das informações, tornando-as ininteligíveis). Normalmente, essa praga virtual é enviada em um e-mail com uma falsa oferta de um produto ou ainda com um currículo “fake” de uma pessoa que supostamente está se candidatando a uma vaga de emprego. O acesso somente é liberado pelo hacker após o pagamento de um resgate – sempre por meio de criptomoedas, tais como o Bitcoin ou o Monero.
 
Há alguns anos, hackers usavam esse vírus exclusivamente para roubar ou bloquear informações apenas de pessoas físicas que negligenciam a própria segurança digital. Mas, em pouco tempo, os criminosos perceberam que o golpe também poderia ser aplicado também contra empresas e com uma vantagem: as chances de uma companhia pagar o resgate eram muito maiores.
 
 
Brasil: um dos líderes em ataques
 
O número de ataques do tipo ransomware ainda é um grande mistério, mas um estudo produzido por uma empresa de cibersegurança ajuda a entender o tamanho do problema. O levantamento chamado “Smart Protection Network”, produzido pela empresa de cibersegurança Trend Micro, estima que 1,8 bilhões de ransomwares foram capturados pela empresa no período de janeiro de 2016 a março de 2019.
 
O mesmo estuda aponta ainda onde essas ameaças são mais frequentes. E adivinhe: o Brasil ocupa a segunda posição, com 10,75% do total de vírus identificados pela empresa de cibersegurança. A primeira posição pertence aos Estados Unidos, que apresenta porcentagem ligeiramente superior (11,05%). O top 5 é completado com Índia, Vietnã e México.
 
Na avaliação de Roberto Rebouças, country manager Brasil da Kaspersky Lab, o número de ataque é volumoso e tem outra característica: não necessariamente é direcionados a um alvo específico. Na verdade, segundo ele, o hacker e o seu respectivo vírus são espalhados dentro de um espaço geográfico, podendo ser uma cidade ou estado. “O ransomware é um vírus bem democrático. Ele pode atingir um hospital, uma empresa ou uma pessoa. Tudo depende de quem abre um conteúdo malicioso”, explica.
Embora não exista um alvo, o número de ransomware continua crescendo e, com ele, o aumento do número de empresas vítimas desse vírus. Mais do que isso, o problema está se tornado visível para o consumidor que, por sua vez, se torna uma espécie de vítima secundária.
 
Exemplo disso aconteceu em 22 de janeiro de 2017, quando hackers usaram um ransomware para controlar um sistema de chave eletrônica dos quartos do hotel Romantik Seehotel Jägerwirt, localizado nos alpes da Áustria. Na ocasião, hóspedes simplesmente não entravam ou saiam dos quartos, o que causou pânico no hotel. No fim, os criminosos exigiram o pagamento de US$ 1,8 mil de resgate em Bitcoin – um valor que dobraria, caso o hotel não pagasse a quantia até o final do dia 22 de janeiro. O valor foi pago e o hotel retomou o controle das chaves de acesso.
 
O pagamento do resgate virou um dilema dentro do ambiente corporativo e entre especialistas em TI. Atender ou não as exigências de criminosos nem sempre é uma prática recomendada pela polícia, mas, infelizmente, ocorre com uma frequência maior que a esperada.
 
Outro estudo, desta vez produzido pela ESET, empresa de cibersegurança, aponta que cerca de 30% ou um terço dos executivos, gerentes de negócios e técnicos de empresas de 15 países afirmaram que suas empresas já foram vítimas de um ataque de um tipo de ransomware. Mais: entre as vítimas, 70% do total afirma que já tiveram algum prejuízo, seja ele financeiro, de perda de informações ou mesmo ambos.
 
 
Governos: o alvo da moda
 
O outro lado preocupante desse tipo de ataque envolve uma vítima comum do vírus ransomware: os governos.
 
Nos EUA, a situação está se tornado cada vez mais comum e preocupa. O assunto, inclusive, dominou a sua rodas de discussão da 87ª edição da Conferência dos Prefeitos do Estados Unidos. Um dos dados divulgado no evento foi de que 170 sistemas públicos das administrações municipais e estaduais dos EUA foram atingidos por ransomware desde 2013. Além disso, somente nos primeiros seis meses deste ano foram registrados 22 casos.
 
Um dos mais conhecidos ocorreu em junho de 2018 e teve como alvo serviços públicos digitais (inclusive de saúde) da cidade de Atlanta. Na ocasião, os criminosos exigiram o pagamento de US$ 50 mil que, ao que tudo indica, não foi pago pelo prefeito. O resultado foi devastador para as contas públicas da cidade: a administração pública gastou US$ 3 milhões e já se prepara para usar mais de US$ 9,5 milhões. Infelizmente, muitos serviços ainda não foram totalmente restabelecidos na cidade.
 
 
Por outro lado, há casos de cidades que tomaram um caminho diferente de Atlanta. Algumas delas atenderam as exigências dos hackers e pagaram pelo resgate, caso do Condado de Jackson, que desembolsou US$ 400 mil, assim como West Raven, em Connecticut (US$ 2 mil), além de Riviera Beach (US$ 600 mil) e Lake City (US$ 460 mil) – ambos no estado da Flórida.
 
No fim da Conferência, os prefeitos exigiram algumas providências da administração federal e solicitaram que o Congresso Americano aprovasse uma Lei de Resiliência Cibernética, o que daria subsídios aos governos estaduais e locais para ajudar a apoiar o desenvolvimento e a implementação de planos de resiliência cibernética. O debate continua.
 
 
Ransomware e a pescaria virtual
 
No Brasil, o cenário de ataques com ransomware não é lá muito transparente, embora os especialistas afirmem há casos em grandes quantidades. Um caso conhecido ocorreu em 2017 com o ataque mundial de um ransomware conhecido como Wannacry. Na ocasião, estima-se que esse 1,1 mil computadores foram infectados no País, dentre eles o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a Petrobrás, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Hospital Sírio Libanês.
 
Sobre esses ataques, Rebouças afirma que ficaram alguns ensinamentos importantes. Um deles é a tática usada para propagar o vírus, um “modus operandi” conhecido pelo nome de phishing.
 
Em linhas gerais, phishing é uma tática de ataque cibernético usado por hacker para acessar, sequestrar ou invadir uma máquina, um banco de dados ou mesmo um sistema. Normalmente, isso ocorre por meio de uma fraude: o cibercriminoso envia desde um e-mail com uma falsa ação promocional de um produto em casa (oferta de um celular da moda, por exemplo) ou até um e-mail com um currículo de um candidato a uma vaga na empresa. De fato, tudo lembra uma pescaria: o hacker não direciona um ataque a uma pessoa específica, mas lança a isca (e-mail) no mar e espera que um peixe (usuário) seja fisgado.
 
Hoje, segundo a Kaspersky Lab, o Brasil é o líder mundial de phishing. O levantamento mostra que 21,66% dos brasileiros já receberam esse tipo de mensagem fraudulenta. Em segundo lugar está a Austrália, com 17,20%, seguidos da Espanha (16,96%), Portugal (16,81%) e Venezuela (16,72%).
 
Diante deste cenário, há um temor entre especialistas de que o Brasil tenha potencial para continuar a ocupar as primeiras posições em ransomware e o phishing. Afinal, há uma percepção de que a segurança cibernética ainda é vista como um gasto secundário e poderia se obtida de graça na internet. Não é bem assim. Segurança é um custo importante, inclusive contra eventuais punições previstas na Lei Geral de Proteção de Dados. A LGPD, como é conhecida, deve colocar em discussão direitos e proteções com informações pessoais e toda a forma de negligência será punida com multa milionária, entre outras punições. Já não era sem tempo.
 
 
 
Fonte: www.consumidormoderno.com.br
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma