Receita Federal começa a receber com Pix

Receita Federal começa a receber com Pix
 
 
As empresas que declaram débitos e créditos tributários podem quitar as contas com o Fisco por meio do Pix, novo sistema de pagamentos instantâneo do Banco Central.
 
Em parceria com o Banco do Brasil, a Receita Federal está adaptando o recolhimento de tributos à nova tecnologia, lançada no mês passado e que executa transferências em até dez segundos.
 
O novo modelo do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), principal documento de arrecadação do governo federal, passará a ter um código QR (versão avançada do código de barras) que permitirá o pagamento via Pix.
 
Bastará o contribuinte abrir o aplicativo do banco, ativar o Pix e apontar o celular para o código, que será lido pela câmera do celular.
 
Por enquanto, a novidade só está disponível para as empresas obrigadas a entregar a Declaração de Débitos e de Créditos Tributários Federais, Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb). A Receita, no entanto, estenderá o Pix para outros tipos de empregadores.
 
Ainda este mês, informou o Fisco, o código QR do Pix será incorporado ao Documento de Arrecadação do eSocial, usado por empregadores domésticos e que registra 1 milhão de pagamentos por mês.
 
No início de janeiro, a novidade será estendida ao Documento de Arrecadação do Simples Nacional, usado por 9 milhões de microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais.
 
A Receita Federal informou que, ao longo de 2021, todos os documentos de arrecadação sob sua gestão terão o código QR do Pix. Segundo o órgão, cerca de 320 milhões de pagamentos por ano são feitos por meio de documentos emitidos pelo Fisco.
 
Em novembro, o Tesouro Nacional lançou o PagTesouro, plataforma digital de pagamentos integrada ao Pix. A ferramenta dispensa a emissão da Guia de Recolhimento à União (GRU) e permite transferências instantâneas à conta única do Tesouro pelo Pix, além de pagamento por meio do cartão de crédito.
 
 
Fonte: CNN
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

PIX: criminosos se aproveitam do lançamento para criar 30 domínios falsos na internet e aplicar golpes

PIX: criminosos se aproveitam do lançamento para criar 30 domínios falsos na internet e aplicar golpes
 
 
No primeiro dia de cadastro das chaves Pix, na segunda-feira, quando mais de 3,5 milhões de usuários fizeram o registro no novo sistema de pagamentos e transferências, foram identificados 30 domínios falsos que se utilizam do novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central para aplicar golpes.
 
Apesar de alguns desses endereços eletrônicos ainda não estarem no ar, eles indicam que existe a intenção por parte de criminosos de usar o tema do Pix para cometer fraudes, segundo Fabio Assolini, analista de segurança da Kaspersky.
 
Entre 3 a 8 de abril, na ocasião do início do cadastramento para o auxílio emergencial, a Kaspersky identificou mais de 100 domínios falsos, o que significa uma média de 17 novos domínios por dia naquele período.
 
 
Considerando que no primeiro dia do cadastramento para o Pix já foram 30 endereços, a expectativa é que a tentativa de golpes seja ainda maior desta vez.
 
— O registro de domínios é o primeiro estágio dos golpes. Com esse domínio registrado, o criminoso vai operacionalizar o golpe, que pode ser feito de diversas maneiras. O site pode distribuir um arquivo malicioso, ou os golpistas podem criar um site falso que vai pedir as credenciais de acesso ao serviço bancário. Ou ainda uma página falsa que vai pedir dados pessoais, que são usados como chaves no Pix — explica Assolini.
 
A segunda etapa dos golpes, de acordo com o analista, é o envio de mensagens por e-mail, SMS ou até mesmo pelo Whatsapp, se passando pelo banco. É o chamado “spam”. Em geral, os criminosos utilizam os mesmos canais usados pelos bancos para se comunicar com os clientes. Nesse contato, os golpistas pedem que as vítimas cliquem em um link, que irá direcioná-los ao site falso.
 
— Tem usuário que vai bater o olho e perceber que o site é falso. Outros, não. Na dúvida, não confie no seu conhecimento. Delegue esse julgamento para um software de segurança. Quando se tem um antivírus instalado no celular ou computador, ele vai bloquear o acesso a essas páginas falsas. Hoje, os melhores antivírus do mercado são gratuitos, e aí é mais fácil estar protegido — aconselha Assolini.
 
 
Fonte: Época Negócios
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