Covid-19: Prefeitura altera decreto e intensifica ações contra o Coronavírus

Covid-19: Prefeitura altera decreto e intensifica ações contra o Coronavírus
 
 
Na última terça-feira (17) a Prefeitura da Estância de Atibaia publicou o Decreto nº 9.128/2020, que criou o Centro de Operações de Emergências COVID-19 (COE) e estipulou, em reforço ao Plano de Contingência, medidas temporárias e emergenciais para conter a propagação e transmissão da pandemia do Coronavírus. No entanto, diante da progressão de casos no Estado de São Paulo e em consonância com as ações adotadas pelos governos Estadual e Federal, a Administração Municipal publicou, nesta sexta-feira (20), o Decreto nº 9.132/2020, alterando o documento anterior e intensificando a atenção e o cuidado com relação ao coronavírus na cidade.
 
Entre as novas medidas a serem adotadas está a permissão, por prazo indeterminado ou enquanto perdurar o estado de emergência de saúde pública, do teletrabalho (home office) para servidores cujas funções possam ser realizadas por meio eletrônico ou desde que não haja prejuízo das tarefas a serem desempenhadas, com exceção das secretarias de Saúde e de Segurança Pública; e obrigatoriedade, no mesmo período, do home office para todos os servidores com 60 anos ou mais, gestantes e pessoas com câncer em tratamento, desde que suas funções possam ser realizadas por meio eletrônico ou desde que não haja prejuízo das tarefas a serem desempenhadas.
 
Além disso, o decreto prevê a distribuição física da força de trabalho presencial para evitar a concentração e a proximidade de pessoas no ambiente laboral e a flexibilização dos horários de início e término da jornada de trabalho, em ambos os casos com manutenção das cargas horárias. Segundo o documento, as secretarias e coordenadorias deverão regulamentar e fiscalizar a realização dos trabalhos dos servidores em regime de home office.
 
O decreto ainda notifica as empresas responsáveis pelo transporte coletivo e as concessionárias de terminais urbanos e interurbanos a promoverem ações que reduzam o risco de transmissão, como evitar aglomerações e higienizar todos os veículos, após cada viagem realizada, limpar constantemente as superfícies de maior contato e disponibilizar álcool gel a todos os usuários.
 
No âmbito de outros Poderes, bem como no setor privado do município, o decreto recomenda a criação de planos próprios para o combate ao Coronavírus; a suspensão imediata das atividades religiosas que gerem aglomeração de pessoas, salvo mediante transmissão on-line; e a suspensão, a partir deste sábado (21), por prazo indeterminado ou enquanto perdurar o estado de emergência de saúde pública, do funcionamento das academias de ginástica, cinemas, casas noturnas e similares.
 
Ainda conforme o decreto, agências bancárias, supermercados, farmácias/drogarias, agências de correio e estabelecimentos comerciais que geram concentração de pessoas devem apresentar ações para redução do acúmulo nos horários de atendimento ao público e assepsia, cabendo à Secretaria de Desenvolvimento Econômico o monitoramento das medidas adotadas.
 
Novas medidas deverão ser adotadas ainda nesta sexta-feira (20) e um novo decreto – com medidas relacionadas ao trabalho dos servidores e ao transporte coletivo e intermunicipal – deve ser publicado neste sábado (21).
 
Para acesso a serviços públicos, de forma a evitar o atendimento presencial, a população pode utilizar o Atibaia Sem Papel, sistema disponível no site da Prefeitura. Já para esclarecimento e orientações sobre o Coronavírus, a população pode utilizar a Central Covid através do e-mail centralcovid@atibaia.sp.gov.br , pelo 0800.146.700 ou pelo WhatsApp (011) 9.3000-4076 e (011) 9.8740-0166, todos sob gestão e coordenação do Centro de Operações de Emergência. Também vale lembrar que diariamente o COE está atualizando a situação em Atibaia por meio de um boletim divulgado nos canais oficiais da Prefeitura.
 
 
 
Fonte: Prefeitura da Estância de Atibaia
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Covid-19: Presidente do Einstein prevê pico em 2 semanas

Covid-19: Presidente do Einstein prevê pico em 2 semanas
 
 
O pico dos casos na epidemia de covid-19 no Brasil deve ocorrer no início de abril. A previsão foi feita na quarta-feira, 18, pelo presidente do Hospital Albert Einstein, o médico-cirurgião Sidney Klajner, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Ele afirmou que neste momento “é muito importante que as pessoas se conscientizem da importância de permanecer em casa” para tentar impedir o avanço do vírus. Ainda segundo estima ele, para cada caso notificado da doença hoje existem outros 15 infectados sem diagnóstico.
 
“É importante se conscientizar de que a única forma de a gente mitigar o impacto dessa epidemia é não disseminar o vírus, permanecer em casa, porque o quadro é grave”, afirmou Klajner. De acordo com ele, o hospital saltou de 12 casos de suspeitas, na segunda-feira, com quatro confirmações da covid-19, para 45 internações, 21 confirmadas, com sete pacientes na UTI.Para Klajner, a situação tende a se agravar no País com um pico de casos em duas semanas. Na opinião dele, há também no Brasil um problema adicional.
 
“A subnotificação dos casos”, afirmou. Ele afirmou que para cada caso notificado, haja pelo menos 15 outros contaminados, que não estão sendo diagnosticados. “Até pelo fato de muitos casos serem assintomáticos, como pode ocorrer com as crianças, por exemplo”, afirmou.Em quadros normais, um diagnóstico da doença pode levar cerca de três horas e custa em torno de R$ 150. “Mas a testagem, porém, por causa do aumento súbito no volume dos casos, depende de indicação médica”, alertou Klajner. “Chegamos a ter, nos últimos dias, 2 mil testagens”, disse. “Mas restringimos a testagem aos pacientes com indicação médica”, explicou o médico. O atraso na confirmação do diagnóstico, lembrou ele, ocorre pelo volume de pessoas na fila. “O atraso para o resultado é causado pela fila de exames”, afirmou Klajner.
 
 
Teleconferência
 
De acordo com o presidente do Einstein, ele próprio atendeu, na quarta-feira, pelo menos cinco pacientes com sintomas da covid-19. “Estou atendendo meus pacientes por teleconferência”, explicou Klajner. O médico explicou ainda que o hospital está preparado para enfrentar a pandemia de coronavírus. O Einstein, segundo ele, conta com 600 leitos que podem ser usados no atendimento, sendo 100 deles de UTI. Ele lembrou, no entanto, que somente os pacientes com indicação médica ou em estado grave devem ser hospitalizados.
 
 
 
Fonte: Época Negócios
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Comunicado – 19/03/2020 (Covid-19) Assista ao vivo

Prezado

Medidas anunciadas em 19/03/2020 pelo Governo Federal

 

 

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Covid-19: Em tempos de coronavírus, a importância de uma adequada gestão financeira

Covid-19: Em tempos de coronavírus, a importância de uma adequada gestão financeira
 
 
O mundo está reduzindo sua atividade econômica por conta da pandemia do coronavírus SARS cov 2 (coronavirus). Isto certamente pode afetar a situação financeira de várias empresas no Brasil, por diferentes motivos. Por isso mesmo, ter uma boa gestão financeira pode ajudar a empresa a proteger o seu fluxo de caixa e se defender dos efeitos econômicos desta pandemia.
 
Um passo importante é sempre elaborar uma DRE (Demonstração do Resultado do Exercício). Dependendo do perfil da empresa, a DRE deve ser apresentada na Escrituração Contábil apenas anualmente. Mas é uma boa prática de gestão elaborá-la em períodos mais curtos, como a cada mês.
 
O artigo 187 da Lei no 6.404 estabelece um roteiro interessante sobre as informações que devem constar na DRE:
– a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos;
– a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto;
– as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
– o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;
– o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto;
– as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados;
– o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.
 
Com a DRE em mãos, o empresário pode planejar o seu fluxo de caixa e projetar cenários. Por exemplo: o que aconteceria com a empresa se a receita bruta caísse 50% por conta dos impactos da pandemia? Com os números na mão a empresa consegue se antecipar e tomar as medidas que precisar para atravessar este momento: redução de despesas, contratação de empréstimos emergenciais, ajustar a linha de produtos para o novo momento ou outras medidas.
 
Martin Reeves, economista do Boston Consulting Group, afirma que “uma empresa deve identificar e reagir a um ambiente de negócios deteriorado o mais cedo possível. Então, ela deve retirar os impedimentos para que a empresa possa sobreviver e atravessar este cenário”. Á essa abordagem ele chama “Estratégia de Recuperação”.
 
É exatamente o que se recomenda que as empresas façam neste momento. Isto significa usar o trabalho do contador como mais do que o atendimento de obrigações fiscais, mas como um suporte estratégico para a sobrevivência da empresa.
 
Uma oportunidade possível de ser explorada é aproveitar que o Real está desvalorizado para procurar oportunidades de gerar receita nova em dólar. Um prestador de serviços ou um pequeno fabricante brasileiro pode oferecer seus produtos ou serviços a um custo competitivo em dólar. Esta pode ser uma forma de transformar este momento desafiador em oportunidade.
 
A Remessa Online é um correspondente cambial registrado no Banco Central, e atua de acordo com as mais rigorosas regras de compliance. Por meio da plataforma, a empresa pode receber seus pagamentos do exterior de forma rápida, barata e segura.
 
 
 
Fonte: Jornal Contábil
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma

Covid-19: O que o mundo pode aprender da Itália?

Covid-19: O que o mundo pode aprender da Itália?
 
 
O primeiro caso de COVID-19 apareceu em Itália, em 30 de janeiro th . Dois turistas chineses vindos de Wuhan, via Pequim, foram admitidos no Hospital Spallanzani, em Roma, altamente especializado em doenças infecciosas.
 
No mesmo dia, o ministro da Saúde, Roberto Speranza, anunciou um embargo ao tráfego aéreo para vôos vindos da Itália de qualquer cidade chinesa, incluindo as regiões autônomas de Hong Kong e Macau, na tentativa de impedir a propagação da infecção.
 
Nos dias que se seguiram à hospitalização do casal chinês em Roma, foram detectados alguns novos casos em um grupo de italianos que foram repatriados da região de Wuhan. Os especialistas começaram a suspirar de alívio, pois todos os casos vinham do exterior e nenhum contágio local parecia aparecer.
 
 
O alarme no meio da noite
 
Então, abruptamente, em 20 de fevereiro à meia-noite, o conselheiro para o Bem-Estar na Lombardia, Giulio Gallera, anunciou que Mattia, 38 anos, italiana da pequena cidade de Codogno, na Lombardia, foi hospitalizada por um grave caso de doença atípica. pneumonia e testou positivo para coronavírus. Ele não viajou para a China nem teve contato com pessoas vindas da Ásia. Ele foi testado apenas porque um jovem anestesista, diante da piora da condição do paciente, violou o protocolo e pediu permissão para testar um paciente sem fatores de risco aparentes. Codogno foi o foco de um surto local da doença: novos casos foram identificados nos dias seguintes e toda a área foi colocada em quarentena estrita por 2 semanas. Mas era tarde demais.
 
Em 12 de março, a Itália possui 15.113 casos oficiais, 1016 óbitos e 1258 pacientes recuperados. O país inteiro está preso. Cidades como Milão e Bérgamo, na Lombardia, estão enfrentando um crescimento exponencial de pessoas hospitalizadas com o COVID-19. Escolas, universidades e a maioria das lojas estão fechadas (todas, exceto as que vendem produtos básicos, como alimentos, medicamentos, eletrônicos e armazéns) e o Sistema Nacional de Saúde está tentando lidar com a enxurrada de pacientes que precisam de suporte ventilatório. Roberto Cosentini, chefe do Departamento de Emergência do Hospital Papa João XXIII em Bergamo, uma das cidades mais afetadas, vive no hospital há três semanas: “É como uma onda”, diz ele. “Temos agora cerca de 60 a 80 novos pacientes com COVID-19 por dia chegando à emergência.
 
A maioria deles está em condições severas e chegam todos juntos entre as 16h e as 18h. Aprendemos que o desconforto respiratório piora no final da tarde e agora sabemos que teremos que lidar com a maioria dos casos graves que aparecem um após o outro em pouco tempo, todos os dias. “Mas a Itália aprendeu com a experiência chinesa : Especialistas italianos analisaram a gestão de Wuhan da crise e o ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, pediu ajuda a seu colega chinês Wang Yi.
 
Outros países da Europa estão olhando a Itália para se preparar para o SARS-CoV-2, o vírus que causa COVID-19. Mas a Itália aprendeu com a experiência chinesa: especialistas italianos analisaram a gestão da crise por Wuhan e o ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, pediu a seu homólogo chinês Wang Yi assistência com suprimentos. Outros países da Europa estão olhando para a Itália para se preparar para o SARS-CoV-2, o vírus que causa o COVID-19.
 
Mas a Itália aprendeu com a experiência chinesa: especialistas italianos analisaram a gestão da crise por Wuhan e o ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, pediu a seu homólogo chinês Wang Yi assistência com suprimentos. Outros países da Europa estão olhando para a Itália para se preparar para o SARS-CoV-2, o vírus que causa o COVID-19.
 
 
Ajustando a estratégia de teste
 
“Há um grande debate sobre a maneira como testamos o vírus SARS-CoV-2”, explica Giovanni Maga, diretor do Instituto de Genética Molecular do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália em Pavia, na Lombardia. “Muitos países testam apenas pessoas com sintomas. No início da crise, decidimos testar todos que estavam em contato com uma pessoa infectada pelo vírus e é isso que a OMS também recomenda. Mas, a longo prazo, tornou-se impossível e agora testamos apenas pessoas sintomáticas com comprometimento grave “.
 
No entanto, isso torna a análise das tendências epidêmicas bastante desafiadora. “Se você testar todo mundo, encontrará casos mais positivos, com sintomas leves”, diz Maga. A estratégia de teste pode influenciar fortemente a parte visível da epidemia: “Segundo muitos epidemiologistas, outros países poderiam estar na mesma situação que a Itália há algumas semanas”, continua Maga. “Mas como eles não examinam pessoas assintomáticas, elas simplesmente não sabem disso”. A escolha das estratégias de teste é crucial para a preparação. “Existem prós e contras para qualquer escolha, mas o importante é tentar ser o mais consistente possível nos critérios desde o início do surto”, diz ele.
 
 
 
Fonte: Jornal Contábil
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Sabão é muito melhor do que álcool em gel. Mas podemos usar os dois errado

Sabão é muito melhor do que álcool em gel. Mas podemos usar os dois errado
 
 
Quando todo esse recolhimento passar e pudermos sair à vontade para abraçar apertado, dar muitos beijos, lotar salas de cinema e estádios, espremendo-nos onde bem desejarmos sem que isso ameace a vida do próximo, dizem que, ah, o mundo não será mais o mesmo. E, pelo menos em um aspecto, faço votos de que ele realmente não volte a ser o que era. Se a covid-19 — doença causada pelo coronavírus que está acuando o mundo inteiro em casa — tiver legados positivos, um deles seria criar nas pessoas o hábito de lavar as mãos.
 
Puxo pela memória uma pesquisa de 2015 realizada pelo Ibope Inteligência com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN) que, na ocasião, ouviu mais de 62 mil pessoas de 64 países. E a pergunta então era simples: quem aí lava as mãos com sabonete depois de usar o banheiro? Acreditando todos falaram a verdade, sem jogar a sujeira (e que sujeira!) por debaixo do tapete, um em cada quatro brasileiros após um momento tão íntimo dava a descarga e saía dissimuladamente como quem não enxergasse a pia. Ou passava aquela água sem-vergonha, só para fazer soar o barulho da torneira.
 
E vamos combinar: se a criatura não entende a importância da água e do sabão em uma hora dessas, não é para termos esperança de que ensaboe as mãos ao chegar da rua, entre outras situações em que a medida seria bem-vinda. Hoje, ao lado do bom senso — que infelizmente não jorra da torneira — lavar as mãos é de fato a nossa principal arma contra o coronavírus.
 
Talvez se pergunte: é verdade que álcool em gel não serviria para nada como circulou por aí? Mentira deslavada, ele inativa o coronavírus, sim. Mas tem gente deixando um frasco em cada cômodo com aquela mania de, vira-e-volta, espalhá-lo nas mãos. Bobagem. Se está curtindo a quarentena como ela deve ser — em casa — melhor correr para a pia mais próxima.
 
 
 
Fonte: Portal UOL
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Excluiu o “chato” do grupo de WhatsApp? Você pode responder na Justiça por isso

Excluiu o “chato” do grupo de WhatsApp? Você pode responder na Justiça por isso
 
 
O administrador de um grupo de WhastApp pode excluir integrantes livremente, simplesmente de acordo com sua vontade? Quais são as responsabilidades de quem participa e gerencia essas comunidades virtuais? Em que situações pode haver penalidade? As perguntas são muitas e se multiplicam a partir de casos como o que foi parar recentemente no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG): uma servidora pública excluiu uma moradora de Ressaquinha, na Região Central do estado, de um grupo da equipe de saúde da família no aplicativo de mensagens. Agora, vai precisar se explicar à Promotoria de Justiça.
 
O episódio diz respeito ao que é considerado um “espaço público”, mas especialistas alertam que quem administra e participa de grupos privados também precisa ficar atento ao que diz e como age na internet, sob risco de ser processado.Continua depois da publicidade
 
“As pessoas têm a impressão de que a internet é uma terra sem lei, muito por não perceber o impacto do que dizem e pela impressão de que isso não atinge ninguém. Mas as mesmas leis que valem off-line valem também on-line”, alerta o professor Marco Antônio Sousa Alves, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenador do grupo de pesquisa Sociedade da Informação e Governo Algorítmico.
 
 
Em Ressaquinha, a 1ª Promotoria de Justiça de Barbacena interveio no caso. Uma agente comunitária teria excluído arbitrariamente uma moradora do grupo de WhatsApp em que são veiculadas informações de interesse público, como datas e horários de atendimentos médicos, sobre o setor de saúde na comunidade de Brito, zona rural do município. A retirada da participante, em tese, pode configurar restrição ao acesso à saúde. Uma médica também foi convocada a prestar explicações à promotoria.
Embora o caso se refira a um grupo vinculado a serviço público, já há na Justiça outros exemplos de administradores que foram responsabilizados, no caso por não excluir de grupo de WhatsApp pessoa que cometia ofensas a outros participantes. A 34ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou uma integrante que ofendia outra no aplicativo a pagar indenização de R$ 3 mil.
A administradora foi considerada corresponsável, pois, além de não tomar atitude para acabar com a ofensa, enviou “emoji” (desenho) de sorriso, o que foi caracterizado como demonstração de aprovação. A condenada criou um grupo de WhatsApp na Copa do Mundo de 2014 e, em uma discussão, a vítima foi xingada. A punição em São Paulo virou jurisprudência – quando uma decisão serve de modelo para ações futuras.
 
“Grupo de WhatsApp é um espaço de inter-relação pessoal como qualquer outro. Dependendo da interação, pode haver tanto responsabilização civil quanto criminal. Existem casos de processos criminais por condutas decorrentes de cyberbullying, ameaça, crimes contra honra, além de casos de indenização por danos morais”, afirma a promotora de Justiça Christianne Cotrim, da Coordenadoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos (Coeciber) do MPMG.
Mas o exemplo de São Paulo não se aplica a toda e qualquer situação. “Isso precisa ser analisado caso a caso, avaliando como o administrador participa de uma possível omissão. Às vezes, nos casos de viralização, o conteúdo pode ter sido compartilhado antes de o administrador ver e ele não tem como impedir”, destaca. E os questionamentos aumentam na velocidade das inovações. “Discute-se muito se as operadoras ou a plataformas (de trocas de mensagens via celular) poderiam ser responsabilizadas. São casos muitos mais difíceis”, diz o professor Marco Antônio Sousa Alves.
 
 
Não há lei específica
Nos termos de serviço que definem a relação contratual entre usuários e o WhastApp, a plataforma proíbe a publicação de mensagens caluniosas, a coação e ameaças a usuários e qualquer comportamento de ódio contra minorias e etnias. Mas não há uma legislação específica para a internet nesses casos, que são punidos conforme a legislação vigente.
 
O professor de direito Marco Antônio Sousa Alves explica que o mais comum nesses casos são os crimes contra a honra, calúnia, difamação e injúria, cujas penalidades incluem de multa, a mais comum, a detenção de seis meses a dois anos, dependendo do tipo. Há também o crime de racismo, ainda mais grave, com reclusão de até três anos. “Nesses casos, soma-se o fato de que, ao divulgar algo no aplicativo, a mensagem estar equiparada a uma difusão pública, numa dinâmica que permite o compartilhamento”, ressalta.
 
O desrespeito a direitos está longe de ficar restrito aos grupos de WhatsApp. A associação Safernet, que trabalha com a promoção e defesa dos direitos na internet no Brasil, atendeu 24.662 pessoas, entre 2007 e 2018, que sofreram violações das mais diversas. No ano passado, a maior parte dos atendimentos foi por causa de exposição de imagens íntimas nas redes, com 669 registros, seguido por cyberbulling e ofensa, com 407 procuras ao Helpline, canal de ajuda que orienta vítimas.
 
 
O QUE DIZ A LEI
Crimes contra a honra são os mais comuns nas redes sociais
CalúniaArt. 138 – Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:Pena: Detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
DifamaçãoArt. 139 – Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:Pena: Detenção, de três meses a um ano, e multa
InjúriaArt. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:Pena: Detenção, de um a seis meses, ou multa.
 
 
Fonte: Justiça Potiguar
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Os pagamentos instantâneos vão acabar com as maquininhas de cartão?

Os pagamentos instantâneos vão acabar com as maquininhas de cartão?
 
 
O Banco Central está desenvolvendo um novo modelo de pagamentos que visa reduzir ou até mesmo acabar com as altas taxas de transferências, abrindo portas para o desenvolvimento de novas soluções, como as fintechs e as carteiras digitais. De modo simplista, os pagamentos poderão ser feitos via QR Code, por aproximação ou qualquer outra tecnologia de transferência de dados, dispensando intermediários e diminuindo gradativamente a circulação de dinheiro em espécie.
 
A iniciativa, prevista para 2021, tem a intenção de permitir que as transações financeiras sejam efetuadas imediatamente, sem restrições de datas ou horários – hoje, por exemplo, o TED e DOC são realizados em dias úteis, entre às 6h30 e 17h.
 
Ou seja, a medida pretende melhorar o ambiente de negócios: quando as pessoas têm dinheiro na conta corrente, elas exigem que as transações aconteçam de forma instantânea e é isso que a novidade traz.
 
Uma das maiores dúvidas dos micros, pequenos e médios empreendedores diz respeito ao futuro das maquininhas com o advento dos pagamentos instantâneos. A meu ver, as mudanças pelas quais o mercado financeiro brasileiro está passando colocam mais em xeque o cartão de débito do que de crédito – que já está incumbido na cultura dos brasileiros – ao invés de sinalizar o fim das maquininhas. No entanto, será preciso sim atualizar os modelos que existem hoje, trazendo soluções cada vez mais ágeis e práticas.
 
Atualmente, a maior parte das fintechs já realizam pagamentos instantâneos em QR Code, não sendo uma realidade distante para quem já atua no setor. Inclusive, algumas empresas de maquininhas de cartão já estão preparadas para o que vem pela frente, oferecendo além da taxa zero – que é a grande briga das fintechs – cartões pré-pagos para as pessoas que não tem vínculo com instituições bancárias e contas digitais com todas as funcionalidades da conta corrente tradicional, porém, sem consulta às restrições cadastrais.
 
Mais que isso: no país, já possível encontrar empresas que oferecem para os usuários de cartão de crédito a possibilidade deles usarem essa forma de pagamento em estabelecimentos que não aceitam o parcelamento de compras, seja em produtos ou serviços. E essa é uma revolução bastante significativa, principalmente se olharmos os números de penetração da utilização de cartões nas compras dos brasileiros e o quanto ainda há de espaço para o crescimento desse share.
 
Se eu puder dar um conselho para as pessoas que trabalham com o desenvolvimento de maquininhas, diria que vai demorar um bom tempo para elas acabarem no Brasil. No entanto, melhorar cada vez mais a experiência e a vida dos usuários de cartão de crédito é um importante passo para se destacar no setor. Acredito que a adoção dos novos meios de pagamento não será tão instantânea assim: como tudo na vida, existe uma mudança cultural, das pessoas precisarem se adaptar. E isso também leva tempo.
 
 
 
Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios
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O verdadeiro papel do dono da empresa

O verdadeiro papel do dono da empresa
 
 
Obter retorno financeiro, colocar em prática o conhecimento adquirido, ter liberdade, qualidade de vida e principalmente poder desfrutar dos prazeres que a vida de empresário bem-sucedido pode oferecer. Essas são as razões mais comuns que levam uma pessoa a empreender, contudo, a realidade que temos observado é bem distinta.
 
Por um lado, temos em grupo formado por donos de negócios prósperos que conseguiram construir empresas de sucesso e continuam prosperando. Por outro, um grande número de pessoas frustradas por não conseguirem atingir os objetivos que foram definidos e que assistem, de forma muitas vezes incrédula, a estagnação ou a diminuição da sua empresa ano após ano. A empresa que não cresce morre, infelizmente é assim.
 
Esses empresários enfrentam vários desafios para assegurar a continuidade e o crescimento de suas empresas, que carecem de gestão eficiente, planejamento estratégico, de equipes comprometidas e de estratégias comerciais que funcionem. Muitos se sentem insatisfeitos por não saberem que direção tomar ou simplesmente porque não têm tempo para pensar em como aproveitar as oportunidades e desafios que as mudanças trazem. E se perguntam: o que e como eu faço para tornar o meu negócio sólido, lucrativo e que não dependa 100% da minha presença para funcionar?
 
O nível de insatisfação é crescente, e esse sentimento existe por uma razão: os empreendedores estão ocupados trabalhando em seus negócios e não para os seus negócios. Muitas vezes, o que se nota é uma condição de auto empregado, na qual os donos passam a maior parte do tempo resolvendo problemas operacionais, executando atividades que deveriam ser delegadas e não têm tempo ou energia necessária para cumprir as atividades inerentes à função de proprietário da empresa.
 
Para isso, o empresário deve exercer o seu papel de dono, focar em atividades que não podem ser delegadas e precisam ser exercidas por ele, não investindo 100% do seu tempo e energia em atividades operacionais. Saber contratar, capacitar, desenvolver pessoas e aprender a delegar é fundamental nesse processo.
 
Definir os passos e controles internos é outro ponto importante, eliminando o que chamamos de “caos operacional”. O que leva a desperdícios de tempo e prejuízos materiais, muitas vezes sem o conhecimento do proprietário. A fórmula deve ser: os processos controlam o negócio, a equipe controla os processos e o proprietário gerencia a equipe.
 
Muitos ainda vivem a síndrome do “somente eu sei fazer” ou “aqui ninguém faz como eu” e se esquecem da atividade principal do papel do dono, ou seja, buscar estratégias para que a empresa inove, possa competir de forma efetiva, lucre mais e cresça. E para isso é necessário tempo.
 
Esse deveria ser o verdadeiro papel do dono e cabe a cada um a reflexão solitária do que realmente precisa ser feito, das mudanças necessárias, e, sobretudo, do impacto nas centenas de vidas que dependem diariamente do sucesso de nossos empreendimentos.
 
A menos que os proprietários se conscientizem de seu verdadeiro papel na empresa, seu futuro será igual ao seu presente e suas frustrações continuarão a drenar sua energia, seus recursos e sonhos.
 
 
 
Fonte: Jornal Contábil
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma
 
*Alvaro Oliveira: Empresário, investidor-anjo em startups e Coach de Negócios. Atualmente, ajuda empresários a ter uma empresa mais estruturada, rentável e que funcione sem a dependência do dono.