Como sua empresa vai pagar o décimo-terceiro dos funcionários?

Com a crise rondando o caixa, é melhor prever agora o pagamento da gratificação de fim de ano e começar a pesquisar as linhas de crédito dos bancos

Rejane Tamoto

Mesmo que os compromissos de fim de ano pareçam distantes para o pequeno empresário, ele deve começar a prever as receitas para decidir como fará o pagamento do décimo-terceiro salário dos funcionários.

O Banco do Brasil (BB) se adiantou e disponibilizou ao microempresário, a partir de agosto, a linha de financiamento para o pagamento de décimo-terceiro salário aos funcionários. Normalmente a instituição libera esses recursos a partir de setembro.

Procurado, o Bradesco informou que deve divulgar as condições de um produto semelhante na próxima semana.

Adriano Gomes, Sócio-diretor da Méthode Consultoria e professor de finanças da ESPM, diz que o pequeno empresário deve procurar manter uma linha de crédito pré-aprovada para este fim, mesmo que não precise utilizar depois, e, se possível, em mais de um banco.

A boa gestão do crédito começa justamente pelo planejamento de seu uso mais à frente.

“Quem começa a ir atrás disso agora pode negociar e comparar taxas e determinar garantias adequadas. Quem deixa para fazer no desespero, fica em situação complicada e com uma margem de negociação bem restrita”, afirma Gomes.

Ao planejar a tomada desse crédito com antecedência, o empreendedor deixa de ter de oferecer garantias exageradas aos bancos – algo que ocorre quando o crédito é emergencial.

Gomes também diz que o empresário sem garantias pode buscar o depósito caução do Fundo de Garantia de Operações (FGO), do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

LINHA COBRE 100% DAS OBRIGAÇÕES

O BB informou que a linha de crédito permite o pagamento de até 100% do valor com obrigações trabalhistas e encargos sociais. A ideia é que as empresas de menor porte não comprometam tanto o fluxo de caixa com esses compromissos.

“Queremos dar mais tempo para que as empresas façam o planejamento financeiro. É também a oportunidade para conseguir crédito para adquirir produtos e insumos”, diz o diretor de Micro e Pequenas Empresas do BB, Ilton Luís Schwaab.

As contratações podem ser feitas até o fim de dezembro. Podem pegar o empréstimo a empresa de qualquer porte, inclusive microempreendedores individuais (a lei permite que os MEIs contratem até um funcionário).

Antes, a linha estava limitada às empresas com faturamento de até R$ 25 milhões por ano.

De acordo com Schwaab, 110 mil pequenos negócios já estão com a linha pré-aprovada. O BB tem atualmente cerca de 700 mil clientes com esse perfil.

No ano passado, o banco desembolsou R$ 2 bilhões em 87 mil operações, com tíquete médio de R$ 23 mil.

A taxa de juros dessa linha começa em 2,34% ao mês mais TR (Taxa Referencial), mas ela também depende do tipo de relacionamento da empresa com o banco.

Se o pagamento das prestações for feito em dia, a taxa cai para 2,10% ao mês.

A instituição informou que a carência para o pagamento da primeira parcela é de até três meses, com mais 59 dias de carência opcional.

O banco exige as garantias reais e pessoais, mas também admite que o caução seja do FGO do BNDES.

Fonte: DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.

Empresas que informam dispensa via Empregador Web somam 94%

Do total de 310.452 mil requerimentos solicitados em junho deste ano, 291.986 mil foram realizados via Empregadorweb.

De acordo com dados da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego, 94% dos requerimentos de Seguro Desemprego já estão sendo enviados por meio do Sistema EmpregadorWeb. Este bom resultado foi conquistado a partir da Resolução nº 742 do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), publicada no Diário Oficial da União de 1º de abril de 2015 que tornou obrigatório o uso da ferramenta a todos os empregadores, quando tiverem de informar ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a dispensa do trabalhador para fins de recebimento do benefício.

Do total de 310.452 mil requerimentos solicitados em junho deste ano, 291.986 mil foram realizados via Empregadorweb. Em julho de 2014, quando o sistema começou a ser utilizado pelos empregadores, apenas 475 requerimentos, do total de 734.058 mil, ocorreram via sistema web. Segundo o coordenador-geral de Seguro Desemprego, Márcio Borges, a solicitação do benefício está passando por um processo de modernização, com ganho para as três partes. “O Empregadorweb traz segurança para o MTE, por meio da certificação digital que garante autenticidade das informações prestadas, redução de custo para o empregador, com a eliminação de requerimentos adquiridos nas papelarias, e agilidade no atendimento ao trabalhador, porque as informações já estão previamente preenchidas”, destacou.Em um ano, mais de 1,4 milhões de requerimentos de Seguro Desemprego foram realizados via Empregadorweb. Os estados com maior alcance na utilização do sistema foram o Amapá (99,76%), Pará (99,16%) e Paraíba (98,63%).

Fonte: Jornal do Brasil
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.

Rascunho IRPF reduz riscos de cair na malha fina

O aplicativo da Receita serve como forma de se antecipar à declaração do imposto de renda, sendo possível registrar as informações ao longo do ano
Fernanda Bompan
Os contribuintes pessoa física já podem se organizar para declarar o Imposto de Renda em 2016, referente aos dados deste ano, por meio do Rascunho IRPF. Para especialistas, esse aplicativo é útil para evitar erros e não cair na malha-fina.
Lançado em 2014, o rascunho serve como uma antecipação da declaração em que é possível registrar as informações ao longo do ano, de modo que nenhum detalhe seja esquecido. “É comum uma pessoa emprestar um dinheiro a outra e esquecer de declarar isso. Se não informar esse valor, ela cai na malha fina”, exemplifica Clécio Esteves Cavalcante, coordenador de produtos da Wolters Kluwer Prosoft.
Na avaliação dele, cuja opinião é endossada pelo diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos, o aplicativo é importante principalmente para aqueles que têm dificuldade para organizar todos os documentos antes do prazo oficial de envios.
“Uma reclamação constante dos contribuintes é que tinha um período de tempo muito curto para montar a declaração e obter todas as informações, agora isso não é mais desculpa, pois terá mais que seis meses para elaborar esse rascunho, simulando o preenchimento no programa gerador da declaração IRPF, que será liberado para os contribuintes só em março de 2016”, explica Domingos.
Além disso, outra facilidade é que as informações do Rascunho IRPF poderão ser importadas pelos programas de preenchimento da Declaração do IRPF de 2016.
E de acordo com a Receita Federal, algumas novidades que o rascunho que poderá ser utilizado ao longo deste ano trouxe foram: informação sobre doações; inclusão do CPF do responsável pelo pagamento; inclusão de rendimentos isentos de lucro na alienação de bens; e inclusão de função para alteração da palavra-chave. O aplicativo deste ano fica disponível até o dia 28 de fevereiro de 2016.

Uso e cuidados
A ferramenta da Receita Federal pode ser instalada nos microcomputadores ou nos dispositivos móveis, como smartphone e tablets.
Ao baixar o rascunho, o primeiro passo é fazer a identificação. Ou seja, informar os dados do contribuinte, como nome, data de nascimento título eleitoral, entre outros. Em seguida, a pessoa terá que informar os terceiros (dependentes) se tiver. Depois poderá registrar os rendimentos do titular: tributáveis (recebidos de pessoa física, jurídica e com exigibilidade suspensa) e isentos ou não tributáveis (bolsas de estudo e de pesquisa caracterizadas como doações, bolsas de médico-residente ou de participante do Pronatec e lucro na alienação de bens de pequeno valor). Após isso, o contribuinte tem a opção de inserir os pagamentos (efetuados, doações e imposto complementar – Código Receita 0246). E por último existe o tópico de bens ou dívidas.
O aplicativo do IRPF também permite que as mensagens de texto possam ser ajustadas à resolução da tela do dispositivo e ajustar a lista de natureza da ocupação à idade do declarante por meio do tópico “Configurações”. Ele envia, ainda, alertas sobre a mudança da situação da declaração do imposto. Mas, segundo o fisco, antes da utilização, é preciso se cadastrar no eCac e ativar o serviço “Acompanhar Declarações”.
De acordo com Cavalcante, o uso do rascunho é simples e muito parecido com a própria declaração do IRPF. Porém, ele orienta que mesmo podendo informar os documentos antecipadamente, o contribuinte deve guardar os comprovantes para apresentar ao fisco se cair na malha-fina.
Ao mesmo tempo, Domingos comenta que deve haver cuidado nas informações que são inseridas nesse rascunho. “Não se sabe qual será o acesso e utilização da Receita às informações que forem passadas a esse rascunho, assim, quando se mexe muito nos dados ou altera fazendo projeções, esses poderão ser considerados pelo governo no futuro”.
Conforme a Receita, o Rascunho da declaração de 2015, referente ao ano de 2014 ficou disponível de 3 de novembro de 2014 a 28 de fevereiro deste ano e foi utilizado por 69 mil pessoas, sendo 12,5 mil por meio de dispositivos móveis. No total, foram mais de 27,8 milhões de declarações registradas neste ano.

Declaração
Já para Fernando Rodrigues, contador e advogado tributário da Attend Assessoria, Consultoria e Auditoria, a utilização da declaração pré-pre- enchida é mais prática para aqueles que desejam ter mais facilidade na hora de enviar a informações ao fisco. “Por meio dessa ferramenta, a Receita já antecipa seus dados e é necessário somente verificá-los. Mas, apesar de permitir um controle do contribuinte, é o fisco que poderá ter mais controle e fazer o cruzamento”, alerta o especialista.
Outra questão também é que a Declaração Pré-Preenchida está disponível, apenas, para contribuintes que possuam certificação digital ou a representantes com procuração eletrônica, a depender da situação em que se encontra.

Fonte: DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.

Como usar o Facebook e o Whatsapp para vender mais?

São Paulo – As redes sociais mudaram a forma como nos comunicamos com nossos amigos ou lemos conteúdo na internet. Por que não mudariam a forma de fazer negócio? De acordo com especialistas ouvidos por EXAME.com, fazer bom uso de ferramentas como Facebook e Whatsapp pode ajudá-lo a divulgar sua marca, se comunicar com seu cliente e, é claro, vender mais.

“Começam a surgir finalmente as respostas de por que essas redes valem tanto. No momento em que os negócios e as redes sociais se encontram, cria-se o mundo do ‘ponto virtual’. Imagine um ponto comercial como o Whatsapp, por onde passam milhões de pessoas só no Brasil”, analisa Valter Pieracciani, especialista em gestão da inovação.

Para se beneficiar de todo esse potencial, é preciso saber usar as redes.

Facebook

No Facebook, o primeiro passo é conhecer o seu público alvo e se comunicar com ele. Lá estão as pessoas que já compram de você e os seus potenciais clientes. Vale criar promoções, divulgar novos produtos e fazer enquetes sobre ideias em gestação.

“Aproveite a força do Facebook para melhorar seus produtos e serviços. Você pode fazer pesquisas ou pedir sugestões de cores para um produto”, aponta Mônica Lobenschuss, diretora da rede de franquias de mídias sociais Social Lounge.

Outro ponto é saber dosar o número de postagens. Não publique demais, para não cansar o cliente, mas também não vale postar só uma vez por semana. “Precisa postar todos os dias, na dose certa, entre um e três posts por dia”, afirma Mônica.

É importante ainda diversificar o conteúdo, explica. “Tente descobrir os hábitos e preferências do seu público. A partir daí, publique conteúdos que vão gerar engajamento. Por exemplo: se seu público é mais família, fale de crianças”, aconselha Mônica. Em resumo, a dica é não falar somente dos seus produtos.

As ferramentas do Facebook também devem ser exploradas. Impulsionar um post ou fazer um anúncio fica relativamente barato na rede social. É possível ainda direcionar seu conteúdo para um público específico, selecionado de acordo com a idade e o sexo, por exemplo.

Whatsapp

Já o Whatsapp permite um contato bastante pessoal com o seu cliente. “Quando o cliente te dá acesso ao Whatsapp, você já conquistou a confiança dele. E aí é preciso tomar cuidado para não ser invasivo”, aconselha Carlos Cruz, diretor do IBVendas.

Tomando esse cuidado, a ferramenta pode ser poderosa. Na empresa The Upper, o aplicativo de mensagens é o principal meio de comunicação com o cliente. A empresa presta um serviço de secretária online, que ajuda o cliente a resolver questões do dia a dia, como contratar um encanador, comprar um presente ou agendar passagens aéreas.

“O Whatsapp é a nossa principal ferramenta de atendimento. Ao mesmo tempo em que app dá um caráter humanizado para o contato, ele permite flexibilidade e privacidade ao cliente, que pode responder quando estiver mais diponível”, conta o diretor administrativo da empresa, Arthur Sales.

Além da praticidade, o aplicativo torna a operação da empresa mais barata. “Se eu precisasse montar uma central de atendimento para fazer a comunicação verbal, precisaria de no mínimo dez pessoas. Isso poderia inviabilizar o meu negócio”, afirma Sales.

O aplicativo também pode ser usado para divulgar novos produtos a uma rede já cativa de clientes, sempre lembrando que não é permitido exagerar. Negócios ligados a moda e acessórios, por exemplo, podem ativar o cliente quando houver alguma novidade ou promoção, sugere Mônica Lobenschuss, da Social Louge.

Como se destacar?

Mas, afinal, por que o seu cliente deve ler o seu conteúdo nas redes sociais e não o de outra empresa? Num ambiente cada vez mais carregado de informação, é preciso aprender a se destacar.

Para isso, a recomendação é ter sensibilidade e bom humor, afirma o especialista Valter Pieracciani. “A estratégia é ter criatividade. Ninguém diz ‘não’ a coisas que forem criativas, sensíveis, bem humoradas. Tem que ter esse toque de boa vibração”, aconselha.

E como saber o que vai chamar a atenção? Segundo Pieracciani o jeito é viver o que o cliente vive. “Se você é sensível, sabe o que seus clientes estão vivendo. Antigamente a gente ouvia o cliente. Agora, é preciso falar via cliente, fazer o que ele faz, sentir o que ele sente. É entrar dentro da roupa dele”, conclui.

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.

Como não perder dinheiro com o estoque do seu negócio?

Os custos do estoque: como calcular e não perder dinheiro

Escrito por Ana Paula Paulino da Costa, especialista em finanças

Estoque é dinheiro parado. Como em muitos casos não há como trabalhar sem ele, é preciso gerir bem esse fluxo para minimizar o seu custo – não importa se os estoques são de matérias-primas, materiais de consumo (almoxarifado), de projetos em andamento (no caso de serviços) ou ainda de produtos acabados.

A situação ideal é trabalhar com o conceito “just in time”, no qual só há entrega do fornecedor na hora de vender ou usar o item na produção. No entanto, muitas situações indicam a necessidade de se fazer estoques. Se o fornecedor atrasa devido a qualquer imprevisto, a produção pode parar e se tem o risco de perder vendas.

No caso de itens importados, há questões adicionais como embarque, alfândega e alteração do câmbio. Riscos como esses fazem com que as preocupações sejam conflitantes. Por um lado, deseja-se estocar mais itens para a produção (risco de fornecimento) e mais produtos acabados (risco de venda), por outro, deseja-se comprar uma quantidade que seja financeiramente vantajosa para manter o menor valor possível em estocagem e assim diminuir a necessidade de capital de giro.

O primeiro passo para gerir o estoque é classificar os itens de forma a separar os de maior impacto na produção, seja financeiramente (com a técnica da curva ABC) ou de fluxo da produção (teoria das restrições). Os itens que representam mais em termos financeiros ou que podem parar a produção, precisam ser monitorados com outros cálculos, tais como o ponto de reposição e o lote econômico de compra. Há fórmulas matemáticas definidas para isso, mas o importante é compreender o conceito e procurar avaliar os componentes de acordo com cada realidade.

O ponto de reposição considera o consumo do item durante o prazo de entrega do fornecedor e o estoque de segurança – aquele mínimo necessário para fazer frente aos riscos inerentes ao fornecimento e à variação de demanda esperada. Com a soma desse mínimo e todo o consumo durante a entrega se consegue o volume que indica o momento de fazer novo pedido de compra. Dessa forma, faz-se o ajuste do estoque ao consumo médio histórico. A pergunta seguinte é: quanto se deve comprar?

O pedido deve ser no mínimo esse volume do ponto de reposição, mas pode ser maior, fazendo frente a outros riscos de mercado (variações inesperadas e acima da média) desde que a compra seja vantajosa financeiramente. Isso implica em ter disponibilidade financeira; ter espaço físico para a estocagem; não ter risco de vencimento ou deterioração e; não aumentar demais o custo do seguro nem o risco de desperdício.

Uma forma de calcular o impacto financeiro dessa compra é multiplicar o valor pago ao fornecedor pelo custo financeiro (taxa de juros de mercado) entre a data do pagamento e a data de recebimento do cliente. Esse é o custo de carregar esse estoque ou, em outras palavras, de deixar o dinheiro parado. As alternativas de descontos por volume comprado podem ser comparadas dessa forma.

Finalmente, no caso de indústria ou serviço, outra ação é planejar cada etapa da produção de forma a minimizar a necessidade de estocagem. Cada item deve ser comprado de acordo com o consumo em cada etapa da produção.

Ana Paula Paulino da Costa é especialista em finanças e docente da BSP – Business School São Paulo.

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.

Declaração de planejamento tributário segue modelo internacional

Segundo Joaquim Levy, possibilidade, introduzida pela Medida Provisória 685, é importante para diminuir conflitos e trazer mais clareza aos empresários

Camila Kifer

O incentivo para a declaração de planejamento tributário – quando empresas conseguem encontrar brechas na legislação para suspenderem, reduzirem ou atrasarem o pagamento de tributos – segue o modelo aplicado na maioria dos países desenvolvidos, disse nesta terça-feira (28) o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Segundo ele, a possibilidade, introduzida pela Medida Provisória 685, é importante para diminuir conflitos e trazer mais clareza aos empresários.

Na cerimônia de reabertura das atividades do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Levy destacou que a medida é aplicada nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Brasil não faz parte da organização, que reúne 31 países industrializados, mas assinou um acordo de cooperação no início de junho.

“Na busca de um diálogo constante com a sociedade, o governo lançou uma medida provisória com inovação que tem curso na OCDE. O contribuinte anuncia para a Receita [Federal] movimentos relevantes, que alguns poderiam chamar planejamento fiscal. O governo espera que haja comunicação, que a empresa comunique as bases da estratégia tributária, de maneira que não precise chegar um auditor e criar litígio”, declarou Levy.

Pela MP 685, que ainda precisa ser votada pelo Congresso, se a empresa anunciar o planejamento tributário, mas o Fisco discordar da estratégia, o contribuinte terá 30 dias para pagar a diferença, sem multa de mora, apenas com correção pela Selic (taxa básica de juros). Caso a empresa não declare, e a Receita descubra o planejamento tributário, a multa sobe para 150% do tributo devido, e o Fisco pode abrir processo penal na Justiça.

De acordo com o secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Fabrício Dantas, o principal efeito do incentivo para que as empresas declarem o planejamento tributário estimulará o pagamento de tributos. Ele, no entanto, não deu uma estimativa de quanto o governo pode arrecadar com o novo modelo.

Além da declaração de planejamento tributário, a MP 685 criou o Programa de Redução de Litígio, que permite que empresas com tributos atrasados ou inscritos na dívida ativa da União até 30 de junho deste ano, quitem 43% do débito em dinheiro e paguem o restante com créditos tributários do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Esses créditos são concedidos a empresas que conquistam o direito de abater parte do prejuízo do ano anterior no pagamento de tributos no ano corrente.

Em troca, as empresas terão de desistir de ações na Justiça contra o governo. Para Dantas, o Programa de Redução de Litígio diferencia-se de programas de renegociações de dívidas criados nos últimos anos, como o Refis. “Ao contrário do Refis, a redução de litígio não envolve perdão de multas e encargos. O contribuinte pode usar os créditos tributários, mas terá de pagar toda a dívida”, alegou.

“Para as empresas, principalmente as que têm ações na bolsa, a redução de litígios é vantajosa, porque a companhia não se valoriza se carregar o valor em litígio no passivo [conta de dívidas da empresa] por muito tempo”, justificou Fabrício Dantas.

Fonte: O Tempo
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Escrituração Contábil Fiscal é complexa e com entrega obrigatória já para setembro

A ECF serve para informar de forma muito mais minuciosa e completa as bases contábeis usadas para o cálculo do imposto de renda.
A partir deste ano, empresas, igrejas e associações – exceto as do Simples Nacional – estão obrigadas a implantar a Escrituração Contábil Fiscal, ferramenta que faz parte do SPED – Sistema Público de Escrituração Digital. Contudo, a exigência esconde um nível de complexidade tamanho que acaba minando grande parte da capacidade de crescimento das organizações.

A última atualização do sistema possui 1.308 páginas de instruções. E o prazo final para entrega da ECF é 30 de setembro. “A única alternativa para a empresa é investir seus preciosos recursos para cumprir as exigências do FISCO. E, neste ano de instabilidades, o dinheiro com certeza poderia ser mais bem aplicado em melhorias para aumentar a produção e tecnologias”, aponta Ronaldo Dias, da Brasil Price.

A ECF serve para informar de forma muito mais minuciosa e completa as bases contábeis usadas para o cálculo do imposto de renda. “O propósito inicial do sistema foi substituir o antigo Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR, solicitado apenas em caso de fiscalização”, lembra Ronaldo. “Mas agora a Receita terá, eletronicamente, uma ferramenta para apurar com mais rigor a lucratividade das empresas”, completa.

Mais utilidades

A ferramenta também se propõe a possibilitar a exclusão de lançamentos de ordem meramente fiscal, para que não comprometa a qualidade da contabilidade, afinal, “ela deveria atender não ao FISCO, mas sim aos sócios e a direção das empresas”, lembra Ronaldo.

Outro efeito é relacionado às novas leis das Sociedades Anônimas, que se estendem também a todos os tipos de empresas, cada uma com suas particularidades, inclusive as pequenas, e que devem aderir aos padrões internacionais de contabilidade. Fez-se necessário uma ferramenta que neutralizasse os efeitos das novas formas de contabilizações de operações tais como o leasing, depreciações em taxas diferentes daquelas ditadas pela Receita Federal, bem como todos os lançamentos agora obrigatórios por lei, mas que aumentam ou reduzem o lucro das organizações, que é base para o imposto de renda e contribuição social.

Arrocho fiscalizatório

O SPED é um projeto do Governo Federal para substituição de toda documentação em papel referente às operações comerciais, gerando apenas arquivos digitais. Todas as instâncias são contempladas: Federal, Estadual e Municipal. Desta forma, o FISCO passa a realizar fiscalizações preventivas de forma automática, elevando o número de pessoas físicas e jurídicas que caem na malha fina ou são autuadas por sonegação.

Exemplo prático: lançamento de leasing

O Leasing é uma forma de contrato entre partes que associa aluguel e/ou venda por meio de prestações. Uma das partes é proprietária do bem, mas a posse e o usufruto durante a vigência do contrato cabem à outra parte.

Antes da ECF, a empresa lançava as prestações do leasing como despesa na contabilidade, mesmo que essa operação na verdade não passasse de uma compra a prazo. “Com isso, abatia-se 24% no imposto de renda e contribuição social, porém, societariamente, a contabilidade ficava ‘contaminada’ por lançamento fiscal que reduzia indevidamente o lucro e deixava o patrimônio da empresa sem registrar um bem adquirido, tampouco uma dívida contraída”, explica Ronaldo. Mas a lógica mudou.

Com a ECF, a ideia é continuar aproveitando o benefício do leasing, porém fazendo na contabilidade o registro correto – compra a prazo de um veículo, por exemplo – e, em seguida, ajustando os resultados na ECF, estornando o lançamento feito na contabilidade societária e lançando apenas para a Receita Federal, no sistema próprio, o leasing como despesa. “Isto é importante porque garante que o balanço da empresa fique correto e não haja aumento de tributação nem perda de informações pela Receita Federal acerca de como fora apurado o imposto de renda e contribuição social sobre o lucro”, pontua Dias.

Penalizações

A não transmissão da ECF pode acarretar, para empresas do Lucro Real, multa de 0,25% do lucro líquido por mês de atraso (limitada a 10% – 40 meses). A limitação também é estendida a pessoas jurídicas com renda bruta anual de até R$ 3,6 milhões. Neste caso, a multa é de, no máximo, R$ 100 mil. Nos demais casos, a limitação é até R$ 5 milhões.

Auxílio

A complexidade da ECF deve pegar muitos empresários desprevenidos e gerar dores de cabeça, por isso conhecer a ferramenta é fundamental. A Associação dos Contabilistas de Araguaína – ASCA, em parceria com o SEBRAE e o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Tocantins – SESCAP, promoverá um curso prático com o especialista Ismael Sanches Pedro, de São Paulo, no próximo dia 21 de agosto. “A ideia é passar o dia todo com o notebook explorando a ECF, tirando dúvidas e conhecendo todas as formas de uso do sistema”, conta o diretor da Brasil Price.

O curso é voltado para empresas do Lucro Presumido, Lucro Real e entidades que recolhem mais de R$ 10 mil em PIS por ano. As inscrições devem ser feitas na sede da ASCA, na Rua Florência Machado, 305, sala 01, no Centro. Mais informações no telefone (63) 3414-7926.

Fonte: Surgiu
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Empresas só têm seis meses para se adequarem ao Bloco K do SPED Fiscal

O calendário do SPED Fiscal tem programado uma importância mudança para empresas para 1º de janeiro de 2016.

O calendário do SPED Fiscal tem programado uma importância mudança para empresas para 1º de janeiro de 2016. É que a partir desta data essas empresas estarão obrigadas a enviar o livro Registro de Controle da Produção e do Estoque por meio do Bloco K do SPED Fiscal, conforme o Ajuste Sinief 17/14 que dispôs a obrigatoriedade do Bloco K.

Essa obrigatoriedade terá impacto direto para os estabelecimentos industriais ou a eles equiparados pela legislação federal e para os estabelecimentos atacadistas, podendo, a critério do Fisco, ser exigida de estabelecimento de contribuintes de outros setores.

“Assim, é muito importante que as empresas se antecipem a essa necessidade, pois, a obrigação é bastante complexa e trabalhosa, devido a necessidade de detalhamento de informações. Antes da nova obrigação a empresas já precisavam realizar esse envio, todavia isso não era uma prática dos empresários, já que o livro de Controle da Produção e de Estoque quase nunca era exigido. Agora esse quadro se altera, pois ao entrar no SPED Fiscal a fiscalização para essa obrigação será muito mais ativa”, explica o diretor tributário da Confirp Contabilidade, Welinton Mota.

Isso representa que essas empresas deverão cadastrar no Bloco K do SPED Fiscal, quais os produtos que tiver que ser utilizado para a fabricação de um produto, isto é, o consumo específico padronizado, além de perdas normais do processo produtivo e substituição de insumos para todos os produtos fabricados pelo próprio estabelecimento ou por terceiros.

Como as empresas só possuem seis meses para se adaptarem a essa nova demanda, é imprescindível que já iniciem o processo de adequação imediatamente, alerta Mota, pois será necessário a implantação ou parametrização do sistema da empresa a obtenção desses dados, pois é praticamente inviável o preenchimento manual.

Outro problema é que ainda há muitas dúvidas sobre esta questão, mas segundo análise da Confirp seriam obrigadas a cumprirem essa obrigação as indústrias e os atacadistas. “A confusão ainda é grande sobre o tema, todavia, temos um entendimento que as indústrias terão que realizar os registros de todas as peças envolvidas nos processos de fabricação dos produtos, mais além disso também há o entendimento de que os atacadistas terão que apresentar informações referentes a cada item de seus estoques”, alerta o diretor da Confirp.

Entenda melhor

As legislações do ICMS (estadual) e a do IPI (federal) obrigam essas empresas a registrar, nos livros próprios, as ações que realizam. No livro Registro de Controle da Produção e do Estoque devem ser registradas às entradas e saídas, à produção e às quantidades relativas aos estoques de mercadorias.

O grande problema é a complexidade desse registro sendo que nele deve se registrar todas as operações, com uma folha para cada espécie, marca, tipo e modelo de mercadoria. Isso torna imprescindível para empresas uma ERP bem amplo que fornaça uma estrutura para registro dessas informações.

Assim, a Receita Federal terá registrada no Bloco K do SPED Fiscal, as quantidades produzidas e os insumos consumidos em cada material intermediário ou produto acabado, podendo através desta informação, projetar o estoque de matéria-prima e de produto acabado do contribuinte. Além disso, contará também com as informações de industrialização efetuada por terceiros e dados dos comércios.

Fonte: SEGS
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11 livros que vão te ensinar a planejar o seu negócio

Os livros mais legais para entender os planos de negócios

Escrito por Eduardo Vilas Boas, especialista em plano de negócio

Para quem quer elaborar um plano de negócios uma das maneiras de começar a se familiarizar com o assunto é por meio de livros que tratem o tema e que auxiliem o empreendedor.

Os dois livros pioneiros e mais tradicionais para os empreendedores são “O segredo de Luiza”, do professor Fernando Dolabela, e “Empreendedorismo: Transformando Ideias em Negócios”, do professor José Dornelas.

O primeiro explica conceitos de negócios de uma maneira interessante, especialmente para quem ainda não é familiarizado com o tema. Por ser escrito como um romance, tem leitura fluente e agradável. O segundo é um livro completo que aborda todos os assuntos do empreendedorismo e plano de negócios, muito utilizado por empresários e estudantes que querem ter uma visão aprofundada e completa sobre o tema.

Alguns títulos mais recentes que também merecem destaque são “Plano de Negócio: Teoria Geral”, do professor Marcelo Nakagawa, que explica como escrever o plano de negócios mais adequado para cada situação, com diversos exemplos práticos, e “Práticas de Empreendedorismo: Casos e Planos de Negócios”, uma coletânea de alguns professores com exemplos de planos de negócios premiados em concursos.

Ainda na linha dos livros com exemplos de planos de negócios, dois livros do professor José Dornelas merecem destaque: “Planos de Negócios Que Dão Certo” e “Exemplos Práticos de Planos de Negócios”.

Para os empreendedores que querem entender mais sobre o modelo de negócio Canvas antes de partir para a elaboração do plano de negócios, o livro “Inovação em Modelos de Negócios – Business Model Generation”, de Alexander Osterwalder é uma ótima opção. Já o livro “Plano de Negócios com modelo Canvas” de José Dornelas explica como fazer a transição do Canvas para o plano de negócios.

Existem também leituras que não tratam exatamente sobre plano de negócios, mas que são essenciais para os empreendedores desenvolverem sua visão: são “A Startup de $100 – Abra o Negócio Dos Seus Sonhos e Reinvente Sua Forma de Ganhar A Vida” de Chris Guillebeau, “A Startup Enxuta”, de Eric Reis, e “A Arte do Começo”, de Guy Kawasaki. Todos eles apresentam ideias interessante que irão auxiliar os empreendedores a entender melhor o mundo dos negócios e a ampliar os seus horizontes.

Esses são os exemplos mais legais para entender o plano de negócios hoje. Um empreendedor bem informado irá aumentar cada vez mais as suas chances de sucesso. Boa leitura!

Eduardo Vilas Boas é empreendedor, doutor em administração de empresas pela FEA/USP, sócio da Empreende e criador do site Empreende.vc.

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.

Microsoft libera atualização gratuita do Windows 10

A Microsoft liberou hoje (29) a última versão de seu sistema operacional, o Windows 10, em 190 países. A atualização gratuita está disponível para usuários de Windows 7 ou 8.1.

Quem já possuía os requisitos mínimos para os sistemas antigos deve rodar o SO tranquilamente. É preciso ter processador de 1 GHz, 1GB de memória RAM (2GB para a versão de 64 bits) e pelo menos 20GB de espaço livre no HD.

Segundo a Microsoft, a atualização deve levar entre 30 a 45 minutos, sem contar o download do arquivo de 4 a 5GB. E como a novidade foi lançada hoje em muitos países, é preciso ser paciente para baixar todos os dados.

Ainda de acordo com a companhia, as empresas receberão o sistema apenas em 1º de agosto. Algumas das novidades mais esperadas pelos usuários do Windows 10 são a assistente pessoal Cortana, o novo menu iniciar e o navegador Edge, que também estreia junto com a atualização.

Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia
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