É possível fugir da CLT na hora de contratar um funcionário?
Justiça bloqueia bens da emissora oficial da Olimpíada e Paraolimpíada
Como evitar ações trabalhistas após uma demissão
Como evitar ações trabalhistas após uma demissão
Para se evitar uma ação trabalhista após a demissão, as empresas devem trabalhar antecipadamente ao processo rescisório, pois a mitigação de ações inicia-se no momento da admissão do empregado.
Na admissão
No ato da admissão, o empregador deve cumprir alguns itens essenciais, tais como:
• Fazer com que o empregado efetue o exame admissional antes do início de suas atividades laborais. Este é o documento que informa ao empregador se o empregado está apto para o início de suas atividades e, caso já tenha alguma doença laboral, garantirá, se for o caso, que não houve o agravamento da doença devido à sua função na empresa;
• Efetuar o registro na Carteira de Trabalho do empregado, sendo que esta deve ser devolvida no prazo máximo de 48 horas;
• Solicitar assinatura nos seguintes documentos:
– Contrato de trabalho, mesmo que este seja um contrato de experiência de 90 dias;
– Declaração de opção ou não opção ao vale-transporte;
– Autorização de descontos extralegais;
– Acordo de compensação de horas – caso o empregado compense o sábado de segunda a sexta-feira;
– Acordo de prorrogação de horas – caso o empregado efetue horas extras; e
– Declaração de opção aos benefícios concedidos pela empresa; e
• Providenciar outros documentos que façam parte dos procedimentos admissionais da empresa.
Durante a relação de trabalho
No decorrer da relação de trabalho, é de extrema importância que a empresa cumpra integralmente os direitos do trabalhador, tais como:
• Efetuar o pagamento de salário até o 5º dia útil do mês seguinte;
• Pagar integralmente todas as horas extras efetuadas, adicional noturno, prêmios, gratificações, comissões, entre outros;
• Cumprir integralmente as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho, bem como verificar casos de categorias diferenciadas;
• Conceder férias no período correto e não praticar as chamadas “férias trabalhadas”;
• Fornecer Equipamento de Proteção Individual – EPIs ou Equipamentos de Proteção Coletiva, bem como mencionar, no termo de concessão, que a ausência da utilização do equipamento pode ensejar justa causa. Neste item é primordial que os recibos de entrega estejam devidamente datados e assinados pelo empregado; e
• Efetuar exames periódicos.
O empregador deve cumprir a jornada de trabalho prevista em lei, bem como suas prorrogações, evitando abusos nas jornadas e até mesmo a caracterização de dano moral existencial, que é quando a empresa impede o empregado de conviver em sociedade.
Outro item muito importante, que vai além do cumprimento da legislação, é o tratamento dispendido ao empregado, pois posturas desonrosas, mal-educadas, violentas ou humilhantes geram danos morais e um diretor/gerente com essas atitudes gera ações trabalhistas e passivos consideráveis para a empresa, além dos afastamentos com atestado médico.
Na demissão
Quando se encerra o pacto laboral, temos a chamada demissão, que geralmente é um processo delicado, pois muitas vezes o empregado não está preparado. É de suma importância que neste momento o empregado sinta-se respeitado e que o processo seja extremamente transparente.
O empregado deve ter tempo hábil de guardar seus pertences pessoais e não deve ser escoltado e nem vigiado durante o tempo em que permanecer na empresa.
Ainda que o empregado tenha sido demitido por justa causa, é importantíssimo que este tenha sua integridade e honra respeitadas, não sendo humilhado e difamado perante os demais.
Outra modalidade relativamente comum em alguns segmentos é o abandono de emprego. Neste caso, a empresa também deve se resguardar, pois após 30 dias de ausência do empregado, a empresa deve notificá-lo para que compareça ao local de trabalho e, neste caso, temos duas hipóteses:
• Comparecimento sem justificativa, que caracteriza desídia; e
• Não comparecimento, que caracteriza abandono de emprego, sendo que neste caso a empresa deve notificar o empregado novamente por meio de carta registrada, telegrama ou cartório de títulos e documentos.
Quando a empresa opta pelo desligamento sem justa causa do empregado, é indispensável que:
O empregado:
• Assine e date o termo de desligamento; e
• Efetue exame demissional.
O empregador:
• Cumpra os prazos de pagamento das verbas rescisórias;
• Informe por escrito e com protocolo de recebimento data, local e horário para homologação; e
• Conceda todos os documentos corretamente preenchidos para saque do FGTS e seguro-desemprego.
Porém, não é só a empresa que pode demitir o empregado. O empregado também pode demitir-se, inclusive pode demitir-se por justa causa, como estabelece o art. 483 da CLT, nos casos em que o empregador:
• Exigir do empregado serviços superiores às suas forças, defesos por lei, contrários aos bons costumes, ou alheios ao contrato;
• Tratar o empregado com rigor excessivo;
• Submeter o empregado a perigo manifesto de mal considerável;
• Deixar de cumprir as obrigações do contrato de trabalho;
• Praticar contra o empregado ou pessoas de sua família, ato lesivo da honra e boa fama;
• Ofender fisicamente o empregado ou pessoas de sua família, salvo em caso de legítima defesa própria ou de outrem; e
• Reduzir unilateralmente o trabalho do empregado, sendo este por peça ou tarefa, de forma a afetar sensivelmente a sua remuneração.
O empregador que cumpre seus deveres legais e respeita o empregado como ser humano é pouco provável que venha a sofrer ações trabalhistas. Até porque a maioria delas só ocorre quando o empregado sente-se lesado e, caso este empregado esteja agindo de má fé, facilmente a justiça irá notar.
Todavia, se o empregador tiver cumprido todas as suas obrigações e mesmo assim sofrer ações trabalhistas, é importante que deixe a ação correr até a última instância, a fim de se defender de toda e qualquer acusação infundada.
Fonte: http://exame.abril.com.br/pme
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma
Justiça do Trabalho poderá incluir nome de devedores no Serasa
Uma pergunta a você, que já está pensando ou cuidando da implantação do eSocial: sua empresa tem um Plano de Cargos e Salários?
Uma pergunta a você, que já está pensando ou cuidando da implantação do eSocial: sua empresa tem um Plano de Cargos e Salários?
Caso sua resposta seja NÃO fique sabendo que, a partir de agora, há um novo desafio a ser superado, entre tantos outros trazidos pelo eSocial, pois a empresa deverá lançar no sistema do governoa descrição das atividades desempenhadas pelo empregado. Isto significa dizer que a construção de um plano de cargos e salários com descrições que atendam a esses requisitos é um novo “projeto prioritário” da empresa, com ação integrada entre as áreas de cargos e salários, saúde e segurança do trabalho.
Caso a sua resposta seja SIM, fique sabendo que essa descrição das atividades desempenhadas pelo empregado deverá ser registrada com exatidão, e de forma sucinta (no máximo 400 caracteres para cada atividade) identificando as ações inerentes às funções executadas (verbos no infinitivo impessoal) e às atividades físicas, mentais, características do ambiente, etc.Isto significa dizer que, se o plano de cargos hoje existente foi elaborado com descrições pasteurizadas e genéricas como frequentemente encontramos hoje em dia, a sua empresa também acaba de ganhar um “novo projeto prioritário”, com o objetivo de adequar o plano de cargos existente às necessidades do eSocial, revendo as descrições de cargos, sistematizando as informações relativas a saúde e segurança do trabalho que provavelmente estão registradas em controles diversos e dispersos dentro da empresa (para quem tem saúde e segurança do trabalho administrado por empresa contratada, essas informações poderão até se encontrar fora da empresa, o que torna a situação mais complexa).
As providências aqui citadas são importantíssimas porque essas informações, após serem lançadas na base de dados do eSocial, serão passíveis de cruzamento com outras relativas a exames admissionais e periódicos, atribuição de grau de risco da atividade, além de se tornarem decisivas para evidenciar desvios de função e situações causadoras de equiparação salarial, entre outros riscos iminentes – para não sermos mais extensos.
Informações erradas ou que não estejam em conformidade com o que efetivamente ocorre (ou deveria ocorrer) no dia a dia empresarial, podem se transformar em provas produzidas contra a própria empresa, ou, sejamos mais claros, uma confissão de estar infringindo a legislação vigente.
E tudo isso produz passivos trabalhistas com a possibilidade de custos sabidamente robustos.
Agora você já sabe o que fazer e porque fazer.
Se sabe como fazer, mãos à obra e boa sorte!
Fonte: http://properconsult.com.br/
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma
eSocial: Descrição das Atividades, um dos pontos chaves do eSocial e base para a redução do passivos trabalhista e Previdenciário!
Modernização da CLT trará mais fôlego para empregadores e menos demissões
Estresse no trabalho: Qual a real causa
Vencimento Guia FGTS 08/2016
Prezado cliente

Dúvidas? Consulte a Agenda Tributária.